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Parauapebas

OAB Pará e Subseção Parauapebas cobram ações firmes contra violência no município

Advogados se reúnem com delegada Yanna Azevedo para discutir investigações do assassinato da empresária Cidicleia França
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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará – e a Subseção da OAB em Parauapebas publicaram nota esta semana exigindo das autoridades competentes do Estado a adoção de medidas concretas para frear o elevado índice de violência que está amedrontando os cidadãos paraenses, especialmente a população da região sudeste do Pará, que recentemente ficou abalada com dois assassinatos registrados em Parauapebas e Canaã dos Carajás.

Segundo as duas entidades que representam os advogados, o mais preocupante é que o poder público não consegue dar uma reposta efetiva para combater essa problemática que instalou o caos no Pará. “Seja na zona urbana ou rural, a violência está acuando nossa sociedade. Para agravar a situação, nossos cidadãos sofrem com a ineficiência de diversos serviços que deveriam ser prestados a contento, comprometendo a perspectiva de evolução no sentido de amenizar esta barbárie instaurada”.

A OAB também destaca que, além dos esclarecimentos das circunstâncias dos crimes cometidos, a instituição exige uma atuação eficiente e enérgica do Estado, observando todos os valores que norteiam o Estado Democrático de Direito. “Nossas autoridades precisam assegurar uma convivência harmônica e civilizada.

É obrigação do Estado garantir a segurança do povo, respeitando todos direitos consagrados na Constituição Federal. Como representante da sociedade civil organizada, a OAB-PA e a Subseção de Parauapebas cobram providências urgentes e efetivas de combate à criminalidade por parte do Estado, que corre o risco de ter que assumir sua total incapacidade e incompetência de gerir a segurança pública no Pará”, diz a nota, cuja cópia foi enviada também para a OAB Nacional, Ministério Público Estadual, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Delegacia da Mulher e Câmara Municipal de Parauapebas.

Representantes da OAB foram à delegacia para conversar com a delegada Yanna Azevedo sobre o andamento das investigações relacionadas ao assassinato da empresária Cidicleia Carvalho Vieira França, esposa do secretário de Desenvolvimento do município de Parauapebas, em março deste ano. “Recebemos um expediente de familiares e amigos da vítima, que pediram participação da Ordem neste caso, para cobrar as autoridades pela elucidação do crime”, explica o presidente da Subseção de Parauapebas, Deivid Benasor da Silva Barbosa.

A delegada informou aos representantes da OAB que as investigações estão em curso e que o inquérito policial está em segredo de justiça para evitar que informações vazem e atrapalhem o trabalho, mas que em breve a Polícia Civil vai dar uma resposta à sociedade sobre esse crime. “A delegada nos informou que haverá um pedido de dilação de prazo para conclusão do inquérito policial”, disse o presidente Deivid Benasor, que foi à delegacia acompanhado dos colegas advogados Dr. Hikson Ilai do Nascimento Gomes – Presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas da OAB Parauapebas -, e de Bruno Cardoso da Cunha, presidente da Comissão dos Direitos Humanos.

Parauapebas

Parauapebas: Assistência Social faz campanha para redução de abuso sexual

“Abuso e Exploração Sexual de Crianças e adolescentes. Os números assustam. Um número salva. Disque 100”
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A Secretaria de Assistência Social de Parauapebas promoveu, nesta sexta-feira (18), no Centro de Desenvolvimento Cultural, programação alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data faz referência ao assassinato de Araceli Cabrera Sánchez, de 8 anos, em 18 de maio de 1973, cometido por Paulo Constanteen Helal e Dante Michelini, no Espírito Santo, os quais usaram de extrema violência e abuso sexual. Pertencentes a famílias influentes, eles nunca foram condenados, mesmo com fortes evidências de que aquele não foi o primeiro crime da dupla.

Sueli Guilherme, socióloga e secretária-adjunta de Assistência Social, declarou que o tema da campanha é “Abuso e Exploração Sexual de Crianças e adolescentes. Os números assustam. Um número salva. Disque 100”. “A gente quer potencializar as denúncias, para que, em crimes como esse, os culpados sejam condenados e a gente consiga, enfim, extinguir esse crime, que tanto acomete crianças e adolescentes no nosso país,” afirmou ela.

“A data é simbólica e, há um mês, a gente vem empoderando os jovens. Os que estavam presentes aqui são da comunidade atendida no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e a comunidade de estudantes de algumas escolas estaduais e municipais,” explicou Sueli, afirmando que há duas semanas está capacitando esses alunos e são eles que farão as caminhadas na semana que vem, em cinco pontos diferentes da cidade, entregando cartazes, explanando para a população o quanto esse crime é ruim para as crianças e para os adolescentes.

Ela anunciou que a campanha finaliza no dia 26, no Partage Shopping, às 17h. “A ação, porém, é contínua. Ou seja, todos os dias você deve e pode renunciar,” afirmou Sueli, lamentando nada ter para comemorar nesta data. “Não estaríamos nesse tipo de ação se não houvesse o abuso, mas ainda existe e é principalmente nos grupos familiares que ele ocorre. Infelizmente, a gente só tem números para mostrar, mas não são números bons”.

Polícia Militar

Comandante do CPR-II se congratula com a tropa pelo WhatsApp

Coronel Mauro Sérgio deu os parabéns aos PMs do 4º e do 23º Batalhões e do 11º CIPM pela redução do número de roubos em Marabá, Parauapebas e Rondon do Pará
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A divulgação da estatística do desempenho da Polícia Militar, referente ao período de abril passado, deixaram o coronel Mauro Sérgio Marques da Silva, comandante de Policiamento Regional II, muito satisfeito com o rendimento da tropa. Para traduzir esse contentamento e transmitir as congratulações a todos, ele usou o meio mais empregado hoje para comunicação instantânea de massa.

Pelo WhatsApp, o oficial, que está há sete meses no cargo, disse aos comandados: “Bom dia a todos os combatentes do CPR II. Quero parabenizar aí o 4º Batalhão o 23º e a 11ª CIPM, pela redução dos indicadores de criminalidade roubo, referentes ao mês de abril”.

Em seguida ele informa os percentuais da diminuição de casos roubos no mês passado em relação a março: Marabá, redução de 12%; Rondon do Pará, redução de 24%; Parauapebas, redução de 34%. “Obrigado a todos, realmente é isso o que a sociedade espera: compromisso nosso. Parabéns novamente às três unidades”, encerra.

De acordo com as estatísticas, em toda a região coberta pelo CPR-II, os casos de roubo em janeiro passado totalizavam 658; em fevereiro caíram para 559; em março houve uma elevação para 743, mas, em abril desceram para 584. Em relação a outubro de 2017, quando Mauro Sérgio assumiu e o número de roubos na região era 845, em sete meses essas ocorrências caíram em 30,89%.

Em Marabá, janeiro registrou 241 casos de roubo; em fevereiro esse número caiu para 214; em março de um salto para, 262; e em abril despencou para 231. Em outubro de 2017, o número de roubos era 287 logo, sete meses depois, houve redução de 19,51%.

No município de Parauapebas, em janeiro aconteceram 298 roubos; em fevereiro ocorreram 277; em março houve uma subida de mais de 100 casos, totalizando 394; mas, em abril, com a atuação redobrada da Polícia Militar, esse número despencou para 259. Então de outubro, quando o município registrou 404 ocorrências de roubo, para cá houve uma redução percentual de 35,9% na atuação
dos larápios.

Na cidade de Rondon do Pará, em janeiro ocorreram 23 casos de roubo; em fevereiro esse tipo de ocorrência caiu para 17; em março esse número se manteve; e, em abril, houve uma redução para 13 casos.

Canaã dos Carajás

Vídeo: Briga entre alunas de Escola de Canaã dos Carajás deixa adolescente ferida

Conselho Escolar foi acionado e deve decidir sobre a permanência das estudantes na escola
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Duas adolescentes protagonizaram uma verdadeira confusão na noite desta terça-feira, 24, em frente a Escola Estadual de Ensino Médio João Nelson dos Prazeres, em Canaã dos Carajás.

As duas, que não tiveram suas identificações divulgadas, haviam saído das dependências da instituição quando começaram a se agredir. Um vídeo gravado por outro estudante está circulando nas redes sociais. Nele é possível ver outros jovens gritando a aplaudindo a agressão. Nas imagens, nota-se que a estudante que aparece uniformizada está armada com uma faca. Logo em seguida, do braço da adolescente de blusa preta, o sangue começa a escorrer. Quando percebem que a briga ficou séria demais, os colegas começam a separar as duas.

Ao notar o sangramento, a estudante ferida desmaia e a gravação é interrompida. Ainda não se sabe o que causou a briga entre as duas adolescentes.

https://youtu.be/aggFx2xsIjk

Para o psicólogo Wagner Caldeira, consultado pelo Blog sobre a violência nas escola, “as brigas entre escolares, dentro e fora da escola, sempre existiram. A questão central aqui nessa briga, e em outras que temos visto, é como se resolvem essas contendas. O que observo é que cada vez menos os jovens recorrem ao diálogo e mais à violência física. Isso porque a infância de hoje tem pouquíssimos espaços de socialização, de encontro e de negociação de seus dilemas. Uma infância passada na frente da TV ou tablet (como a gente tem visto com muita frequência hoje em dia) é uma infância que não aprendeu o valor do diálogo e tende a resolver tudo eliminando o mais rápido possível a situação de conflito“.

A coordenadoria pedagógica da escola informou que o Conselho Escolar já foi acionado e deve decidir em uma reunião prevista para acontecer na noite desta quinta-feira, 26, se as estudantes permanecerão ou não na escola.

Violência entre alunos

Conforme Diagnóstico Participativo das Violências nas Escolas produzido pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, em parceria com o Ministério da Educação, publicado em 2017,  69,7% dos jovens afirmam terem visto algum tipo de agressão dentro da escola. Em 65% dos casos, a violência parte dos próprios alunos; em 15,2% , dos professores; em 10,6%, de pessoas de fora da escola; em 5,9%, de funcionários; e em 3,3%, de diretores.

Redenção

Polícia Civil investiga homicídio ocorrido no final de semana em Redenção

Sobe para vinte o número de pessoas assassinadas em Redenção em 2018. A estatística coloca Redenção em 2º lugar entre os mais violentos do Sul do Pará
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A equipe de investigadores da Polícia Civil de Redenção está tentado desvendar um homicídio ocorrido na noite do último sábado (21). O crime ocorreu por volta das 19h40 no setor Bela Vista. A Vítima foi identificada como Luiz Henrique de Souza, de 26 anos de idade.

De acordo com informações, Luiz Henrique estava no interior do seu estabelecimento comercial (Casa de carne Ki carne) quando uma dupla em uma motocicleta Shineray e de posse de uma arma de fogo entraram no comércio e efetuou cerca de 20 disparos contra Luiz Henrique, que caiu ao chão sem vida.

Um fato que intriga a polícia é que nenhuma cápsula da arma foi encontrada no local do crime.

Segundo a Polícia, a vítima era investigada pela polícia desde o ano passado, suspeito de ter mandado matar um ex-funcionário da Casa de Carne conhecido por Marcos Vinicius.

Até o momento a polícia ainda não tem pistas que levem aos executores de Luiz Henrique. Algumas pessoas que estavam no local e presenciaram o crime, ou que conheciam a vítima, foram intimadas a comparecer na Depol na tarde desta segunda-feira (23).

Violência

Com mais esse assassinato, sobe para vinte o número de pessoas assassinadas em Redenção em 2018. A estatística coloca o município em 2º lugar entre os mais violentos do Sul do Pará

Pará

Dom Vital Corbellini, Bispo diocesano de Marabá fala sobre a violência no Pará

"Não cruzemos os braços diante da onda de violência que está aumentando no Pará" (Bispo Corbellini)
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Percebemos nesses dias, mortes de presos, de pessoas simples, pobres, camponeses e de policiais militares no Estado do Pará, seja no Norte, na capital, como no Sul do Estado. Essa violência preocupa-nos porque está atingindo as nossas vidas, os nossos ideais, nossos projetos, e, sobretudo, a vida de todos como dom de Deus e que está sendo ceifado.

Como cristãos, católicos e católicas, como pessoas que acreditam em Deus, não podemos ficar parados, acomodados, mas devemos agir em favor do bem e do amor. Supliquemos nas missas e celebrações da palavra a Deus para que se afaste a violência e cessem as mortes das pessoas e que haja menos vingança, menos ódio entre as  pessoas.

Queremos manifestar a nossa solidariedade para com os familiares que sofrem pela perda de seus amigos e amigas, pessoas próximas. Queremos alertar as autoridades para que se preocupem em promover uma cultura de paz, onde todos vivam bem o amor do Senhor, de Deus que quer a vida e não a morte de suas criaturas.

Que as autoridades possam ir atrás daquelas pessoas que promovem a violência de modo que cessem essas atitudes que não favoreçam a paz entre as famílias e as autoridades políticas e militares. Na mesma forma queremos alertar o povo para que não se recorra às armas para fazer a própria justiça com as próprias mãos porque a violência gera violência.

O nosso Estado está com índices altos de mortes de pessoas. Por isso conclamamos a todas as pessoas para que recorramos ao perdão, ao amor fraterno, à alegria de vivermos juntos como irmãos e irmãs.

O Bem aventurado Papa Paulo VI falava de uma civilização do amor na qual tudo seja implantado na base do amor que é dom de Deus presente em Jesus Cristo e no Espírito Santo. A civilização do Amor deve ser implantada entre nós. Jesus Cristo nos diz que devemos amar os inimigos, rezar por aqueles que nos perseguem (Cf. Mt 5, 44).

A CF – 2018 fala da superação da violência, porque somos todos irmãos e irmãs (Cf. Mt, 23,8). Os números da violência colocam as contradições de que somos um país pacífico porque a cada hora são diversas as pessoas mortas por arma de fogo, a cada dia também e por ano são milhares as mortes de modo que no Brasil morrem mais pessoas por arma de fogo que nas chacinas, atentados em todo o mundo, tem mais homicídios no Brasil do que em todas as diversas guerras recentes. Revertamos essa situação da onda de violência que está aumentando em nosso Estado para que as autoridades, o povo, a Igreja possam dar-se as mãos e assim não tenhamos que chorar a morte de muitas pessoas.

Não estimulemos a violência pelas redes sociais, mas sim a paz e a o amor a Deus, ao próximo como a si mesmo. É possível a paz, o perdão e o amor entre as pessoas, famílias, comunidades, sociedade, pastorais, movimentos, serviços. O Espírito Santo nos ilumine nesta caminhada. Nossa Senhora de Nazaré, rainha da Amazônia seja a nossa intercessora junto ao seu Filho Jesus Cristo para que não fiquemos parados, mas rezemos e atuemos para que cessem a violência e a morte de muitas pessoas inocentes,pobres, mulheres, jovens, idosos, crianças, camponeses e camponesas.

Rezemos a Deus Uno e Trino pela paz, pelo amor, pela civilização do amor em nosso Estado, o Pará, no País e no mundo.

Dom Vital Corbellini
Bispo diocesano de Marabá-PA 

Pará

VIOLÊNCIA RMB: Promotor Militar dá 72 horas para Comando da PM prestar informações

Em documento exclusivo a que o Blog teve acesso, juízes da Vara de Execução Penal e Corregedoria escancaram problemas graves nas 23 unidades prisionais do Estado e clamam por providências
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O 2º promotor de Justiça Militar Armando Brasil Teixeira enviou hoje, quinta-feira, 12 de abril, ofício ao comandante geral da Polícia Militar do Pará, coronel Hilton Celso Benigno de Souza, um ofício em que dá prazo de 72 horas para que lhe sejam repassados quatro esclarecimentos em função do recrudescimento da violência que tomou conta da Região Metropolitana de Belém (RMB) nos últimos dias.

O promotor Armando Brasil quer saber quais as providências estão sendo adotadas pelo Comando da Polícia Militar no sentido de salvaguardar a integridade física dos policiais militares fora de serviço e também de seus familiares.

Outro questionamento do representante do MP Militar é se há necessidade de manutenção de policiamento em trailer e que esclareça a sua efetividade. Ele também questionou quantas munições e carregadores de pistola são pagas aos policiais militares que integram o efetivo de área.

E, por fim, indagou ao coronel Hilton Benigno qual a cota de combustível paga as viaturas empregadas em serviço da PM, bem como se a respectiva cota é suficiente para o cumprimento da missão constitucional da Polícia Militar.

Caos previamente anunciado

No dia 21 de março último, os juízes Luíza Padoan, corregedora dos presídios e auxiliar da Vara de Execuções Penais da Região Metropolitana de Belém, e ainda o juiz Gabriel Pinós Sturtz, também da Vara de Execuções Penas da RMB, enviaram um denso relatório ao desembargador José Maria Teixeira do Rosário, corregedor da RMB do Tribunal de Justiça do Estado, em que alertaram sobre as péssimas condições das 23 casas penais e do núcleo de monitoramento eletrônico da RMB.

O Blog do Zé Dudu teve acesso ao documento com exclusividade. De modo geral, os magistrados advertiram sobre a estrutura física limitada, precária e insalubre; superlotação; ausência de policiamento armado suficiente; entrada constante de aparelhos celulares e drogas nos estabelecimentos penais; presença de instrumentos capazes de ofender a integridade (estoques); manutenção de fogões elétricos dentro de algumas celas; visitação das famílias dos presos dentro dos próprios blocos carcerários; realização de visita íntima dentro das próprias celas; ausência de aparelhos bloqueadores de celulares na maioria dos estabelecimentos; ausência de salas de aula e de turmas de estudo suficientes; ausência de oficinas de trabalho e de vagas de trabalho suficientes; agentes penitenciários temporários (não concursados) e em quantidade reduzida; insuficiência de assistência jurídica prestada aos apenados; insuficiência de escolta armada e viaturas para a condução de presos para audiências e consultas médicas; e deficiência da segurança externa prestada nas muralhas das casas penais pela Polícia Militar; excessos de presos provisórios cujos processos ainda tramitam no interior.

Em relação à Colônia Penal Agrícola de Santa Izabel, os magistrados relataram que detém estrutura e sistema de segurança completamente inoperantes. Inclusive, os apenados usaram celulares e drogas durante a visita dos referidos juízes. Além disso, o juiz pode presenciar conversa entre agentes sobre situação de risco na inspeção, já que teriam informações sobre a entrada de armas de fogo no final de semana. “É de se frisar que se trata de uma unidade extremamente preocupante, com número mensal de aproximadamente 150 fugas”, alertaram pelo documento.

No ofício endereçado ao desembargador, os juízes observaram ainda que é importante ressaltar que as tentativas de fuga do regime fechado do Complexo de Americano têm se tornado prática frequente, especialmente nas unidades CRPP e CRPP III, em muito justificadas pela nítida ausência de policiamento armado no Complexo. “Esta situação já vem sendo informada por essa Corregedoria há meses, inexistindo tomada de providências efetivas”, disseram os juízes em documento que o blog teve acesso.

O mesmo ofício também foi encaminhado pelos juízes – antes da matança de 21 presos esta semana – à presidência do TJPA, Ministério Público, Defensoria Pública, Superintendência da Susipe, Secretaria de Segurança Pública e ao Comando da Polícia Militar do Estado do Pará para conhecimento e adoção das medidas cabíveis com vistas a sanar as irregularidades apontadas em relação a cada uma das casas penais.

Marabá

Marabá: Juiz decreta prisão preventiva de médico que atacou a ex-namorada

Afonso von Grapp arrastou a moça pelos cabelos, a esmurrou e ainda jogou um copo no rosto dela. Agora está preso no Centro de Triagem Masculino
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O juiz Alexandre Arakaki, da 3ª Vara Criminal de Marabá, decretou nesta quinta-feira (12) a prisão preventiva do médico Afonso Ferreira von Grapp. Ele foi enquadrado na Lei Maria da Penha por ter, por volta de meia noite de ontem, quarta-feira (11), arrastado pelos cabelos, esmurrado e quebrado um copo no rosto da ex-namorada Ananda Skibinski, na Folha 32, Nova Marabá.

O casal estava separado desde dezembro do ano passado, mas, conforme relatou a mulher na Polícia Civil, ele passou a enviar mensagens para ela e só parou quando Ananda ameaçou denunciá-lo à polícia.

Ela chegou ao local onde funciona um bar e restaurante, contíguo a um posto de combustíveis por volta de 21 horas. Já perto de meia-noite o médico, acompanhado, também chegou ao local. Os dois, entretanto, não mantiveram contato. Minutos depois, conforme relato de Ananda Skibinski, ela resolveu ir embora, tendo Afonso von Grapp tentado uma aproximação. A moça, entretanto, desviou dele e se dirigiu para o local onde estava o carro dela, sendo surpreendida pelo médico, que a arrastou para o meio da via, desferiu vários socos e, por fim, jogou um copo no rosto de Ananda, que antes da agressão disse que só falaria com ele hoje às 15h30, quando teriam uma audiência na Justiça, onde ela o denunciou por difamação. Amigos dela e outras pessoas correram e conseguiram tirá-la das mãos de Afonso e chamaram a Polícia Militar. Afonso foi preso e levado para a 23ª Seccional Urbana de Polícia Civil.

Ele foi autuado em flagrante pelo delegado Wiliam Crispim, por violência doméstica, conforme a Lei Maria da Penha. Crispim, entretanto, não arbitrou fiança,  considerando que o médico havia ingerido bebida alcoólica e pensando na integridade física de Ananda, que passou por exame de lesão corporal no Instituto Médico Legal de Marabá, enquanto Afonso von Grapp esta preso no Centro de Triagem Masculino de Marabá.

Por Eleuterio Gomes – Correspondente em Marabá