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Pará

Governo anuncia queda nos índices de criminalidade no Pará

O índice estabelecido como meta pelo Governo Federal para a redução das taxas de criminalidade é de 3,5%. O Pará foi além do índice proposto.
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O Governo do Pará anunciou nesta quinta-feira (18) uma queda de 6% nos índices de criminalidade no Estado. O anúncio foi feito durante a inauguração, em Belém, do Centro Estadual Integrado de Inteligência (CEII). O índice é resultado de um levantamento feito no período de 290 dias, entre 1º de janeiro e 17 de outubro de 2018, em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução de 6%, numa taxa por 100 mil habitantes, representa uma diminuição nos Crimes Violentos Letais Intencionais (latrocínio, lesão corporal seguida de morte e homicídios dolosos), com 134 registros a menos (3.246 em 2017 e 3.112 em 2018). O índice estabelecido como meta pelo Governo Federal para a redução das taxas de criminalidade é de 3,5%. O Pará foi além do índice proposto.

“Os índices são favoráveis, mas não podemos comemorar nem descansar, pois ainda há muito a ser feito”, disse o governador Simão Jatene, que inaugurou o Centro ao lado do secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes, e representantes de todos os órgãos de segurança estaduais e federais no Pará. “O que nós temos aqui é um grande condomínio, reunindo todas as forças de segurança do e no Estado, todas elas a serviço da população”, afirmou Jatene.

O objetivo principal do CEII é integrar diversos órgãos, realizando um acompanhamento sistemático das ações criminosas na área do tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro, roubo de cargas e veículos, e criminalidade em presídios, além de criar forças-tarefas para a investigação de homicídios, crimes contra agentes públicos e crimes correlatos, ampliando a qualidade das investigações e reduzindo o tempo de resposta das polícias.

Para o procurador-chefe do Ministério Público Estadual, Gilberto Valente, “o Centro solidifica e sedimenta o que os órgãos de segurança e justiça desenvolviam de forma isolada”. “Agora teremos a troca direta de informações, e o MPE se orgulha de fazer parte desse processo”, ressaltou.

Localizado na Avenida Duque de Caxias, no bairro de São Brás, o Centro Estadual Integrado de Inteligência é um complexo tecnológico de gestão de informações, dados e fatos de segurança, que reúne o esforço de todos os órgãos de segurança do Estado no combate à criminalidade – polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Departamento de Trânsito (Detran), Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal e da Fundação Amazônia Paraense de Amparo à Pesquisa (Fapespa), além do Ministério Público do Estado.

Também devem integrar o Centro as polícias Federal e Rodoviária Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal, Forças Armadas e demais órgãos que possuam equipe de inteligência e tenham interesse em participar da iniciativa do governo do Estado. “Nosso interesse maior é a defesa da Amazônia e esse trabalho passa obrigatoriamente pela inteligência e informação, por isso teremos sempre um representante da Força Aérea Brasileira no CEII”, disse o comandante do I Comando Aéreo Regional, brigadeiro Ricardo Campos.

Pioneirismo – O Centro foi criado em resposta a um projeto do Governo Federal de instalar vários centros de inteligência e integração dos organismos e forças de segurança e informação. Até agora, somente o Pará tirou o Centro do papel. Para a implantação do CEII no Pará foram investidos cerca de R$ 1,5 milhão, em um espaço físico de 1.250 m².

Durante a solenidade de inauguração foi anunciado que o Pará passou a integrar sua base de dados do Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP) à base de dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Segurança Pública.

O Estado foi o primeiro a enviar o Boletim de Ocorrência para o ambiente de homologação do Sinesp. O prazo de integração dos bancos de dados, estabelecido pelo Ministério da Segurança Pública, vai até 31 de outubro deste ano. Portanto, o Pará já integrou a sua base de dados com a base nacional, recebendo elogios de Brasília (DF) por ter sido o primeiro Estado a enviar o Boletim de Ocorrência para o Sinesp.

Eleições – Antes de ser inaugurado oficialmente, os trabalhos no CEII foram essenciais no primeiro turno das Eleições 2018. No local funcionou o Centro Integrado de Comando e Controle, onde foram recebidas informações dos 144 municípios paraenses, em tempo real, durante o pleito, e repassadas ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, instalado em Brasília. O mesmo processo se repetirá no segundo turno das eleições, no próximo dia 28 de outubro.

O CEII vai executar, de forma integrada com instituições municipais e federais, ações especializadas para a obtenção de dados e produção de conhecimentos, com o objetivo de subsidiar as investigações policiais e o planejamento operacional, assim como assessorar as autoridades dos órgãos integrantes quanto às políticas de enfrentamento da criminalidade.

Planejamento – O Plano Estadual de Inteligência em Segurança Pública também entrou em vigor nesta quinta-feira. O Plano visa auxiliar a execução do planejamento estratégico integrado do Sistema de Segurança Pública e Defesa Social (Sieds); a elaboração de planos táticos e operacionais integrados das diversas organizações que compõem o Sieds; elaborar diagnósticos e prognósticos sobre a evolução de situações do interesse do Sieds; fomentar a interação entre os produtores de inteligência do Sistema; identificar oportunidades e ameaças relativas à área de Segurança Pública e Defesa Social; subsidiar investigações policiais; assessorar o planejamento, a execução, o acompanhamento e a avaliação de políticas públicas voltadas às ações policiais e de prevenção social, e preservar a produção do conhecimento.

Ao mesmo tempo em que trabalha com inteligência para combater a criminalidade, o CEII vai disponibilizar aos cidadãos o portal da transparência da segurança pública. A nova ferramenta garante a qualquer pessoa o direito de acesso à informação e permite que a sociedade paraense conheça e contribua com os esforços dos gestores no enfrentamento da criminalidade.

Os conhecimentos provenientes das estatísticas produzidas pela Segup (Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social) são utilizados no planejamento e gerenciamento das ações voltadas à redução do crime, tanto de caráter preventivo quanto reativo, permitindo a avaliação dos procedimentos e do emprego das forças policiais, bem como proporcionando transparência ao público e aos órgãos governamentais de supervisão. O portal da transparência será lançado no final deste mês.

COMPARATIVO DA CRIMINALIDADE PERÍODO DE 1º DE JANEIRO A 15 DE OUTUBRO DE 2017/2018 (290 DIAS)

CVLI – No comparativo do período de 1º de janeiro a 15 de outubro de 2017/2018 (290 dias), o Estado apresenta redução de 6%, em taxa por 100 mil habitantes, nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), com 139 registros a menos (3.230 em 2017 e 3.091 em 2018).

Homicídio – Nos homicídios dolosos, a redução, por taxa de 100 mil habitantes, é de 5,7%, com 113 registros a menos (3.031 em 2017 e 2.918 em 2018).

– A Região Metropolitana de Belém (RMB) apresenta redução de 7.2% nos homicídios doloso , por taxa de 100 mil habitantes, com 60 registros a menos (1.144 em 2017 e 1.084 em 2018).

– Belém apresenta redução de 5,7% nos homicídios dolosos, por taxa de 100 mil habitantes, com 27 registros a menos (695 em 2017 e 668 em 2018).

– O Interior do Estado apresenta redução de 4,8%, em taxa por 100 mil habitantes, nos homicídios dolosos, com 53 registros a menos (1.887 em 2017 e 1.834 em 2018

Latrocínio – No latrocínio, a redução, por taxa de 100 mil habitantes, é de 6,2%, com 07 registros a menos (168 em 2017 e 161 em 2018).

LCSM – Na Lesão corporal seguida de morte, a redução, por taxa de 100 mil habitantes, é de 62,1%, com 19 registros a menos (31 em 2017 e 12 em 2018).

Roubo – O Estado apresenta redução de 20,2%, em taxa por 100 mil habitantes, com 19.270 registros a menos (104.059 em 2017 e 84.789 em 2018).

– Na RMB, a redução do roubo, por taxa de 100 mil habitantes, é de 20,8%, com 12.534 registros a menos (65.302 em 2017 e 52.768 em 2018).

– Em Belém, a redução do roubo, por taxa de 100 mil habitantes, é de 20,1%, com 8.259 registros a menos (44.660 em 2017 e 36.401 em 2018).

– RESULTADOS OBTIDOS

139 Vidas preservadas no Pará

19.270 registros de roubos a menos em todo o Pará

Redução da criminalidade de ponta a ponta no Estado

Governo do Pará
Parauapebas

Polícia Militar deflagra “Operação Ocupação” em Parauapebas

Durante o fim de semana prolongado bairros de Parauapebas serão ocupados pela PM na tentativa de diminuir a onda de violência.
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Alguns bairros de Parauapebas, previamente identificados com maior concentração de ocorrências de homicídios, roubos e furtos, receberão, durante o fim de semana prolongado, policiamento intensificado denominado de Operação Ocupação, segundo anunciou ao Blog o Comandante do 23º Batalhão da Polícia Militar em Parauapebas, Tenente-Coronel Wilson.

A ação consiste em uma megaoperação que contará com homens do Grupo Tático Operacional (GTO), Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) e de viaturas de serviço da Polícia Militar do Pará visando reprimir a violência no município.

A operação, que terá início na noite desta quinta-feira (11), será comandada in loco pelo Tenente-Coronel Wilson sob a supervisão do Coronel Mauro Sergio, Comandante do CPR II. Segundo o comandante, a cada dia um bairro receberá a operação, durante toda a noite e madrugada. Os bairros selecionados não serão divulgados para que o efeito surpresa esteja a favor da PM, relatou ao Blog o comandante.

Polícia

Traficantes presos e corpo encontrado em Parauapebas

A Polícia Civil desencadeou nesta quinta-feira a Operação Impacto III, com o apoio da Polícia Militar do Canil da Guarda Municipal de Marabá
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Desencadeada pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (5), em Parauapebas, a Operação Impacto III teve por objetivo combater o tráfico de entorpecentes no município. Como resultado, foi realizada a apreensão de um volume considerável de drogas, entre crack, cocaína e maconha; aproximadamente R$ 2,5 mil; arma branca; joias; celulares e uma motocicleta. A ação teve o apoio da Polícia Militar, do Grupamento Aéreo de Segurança Pública e do Canil da Guarda Municipal de Marabá.

A caça ao tráfico teve à frente a delegada Simone Felinto, superintendente regional de Polícia Civil do Sudeste do Pará; o subcomandante do 23º Batalhão de Polícia Militar, major Emmett Alexandre Moulton e a diretora da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, Yanna Azevedo.

Durante a operação foi preso em flagrante o casal Elisângela Rodrigues Correa e Alair Freitas Barbosa, além de duas adolescentes – uma de 15 e outra de 17 anos – que estavam em sua companhia. Na casa do casal foram apreendidas drogas, dinheiro, telefones celulares, documentos e uma motocicleta roubada.

Ambos irão responder por tráfico, associação ao tráfico e corrupção de menores. Elisângela disse na delegacia que o casal resolveu traficar para custear o tratamento, medicamentos e exames do marido, que é cadeirante.

Desova

Também nesta quinta-feira, por volta de 1h da manhã, a Polícia Civil foi avisada, por meio do Centro de Controle Operacional (CCO), da existência de um cadáver no Bairro Novo Vitória, sentido Palmares Sul. No local, havia um corpo envolto em uma cortina e no forro de sofá.

Segundo os policiais que fizeram os primeiros levantamentos, há indícios de que ele foi assassinado em outro lugar e desovado ali. O cadáver é do sexo masculino; ele teve o pescoço cortado e dois dedos de uma das mãos decepados; tem uma estrela tatuada num dos pulsos e notas musicais nos bíceps; vestia uma camisa azul, bermuda com desenhos coloridos e cueca preta com cós vermelho. Quem souber de quem se trata deve ligar para o disque-denúncia da Polícia Civil, no número 181.

homem encontrado enrolado no lençol

 

Redenção

OAB, Câmara e PC se pronunciam sobre onda de violência que assola Redenção

De janeiro até agora foram contabilizados 37 homicídio e população está apavorada com tantos assassinatos
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O município de Redenção, situado no extremo sul do Estado, tem vivenciado nos últimos meses uma onda crescente de violência urbana. Em seis meses foram contabilizados 37 homicídios, sendo três mulheres e 34 homens. Segundo a polícia, cerca de 90% dos assassinados tem envolvimento com o tráfico de drogas.

O superintendente da Polícia Civil da região Araguaia, Luciano Cunha Guimarães, reconhece que o número de homicídios em Redenção é preocupante e que a polícia está investigando todos os crimes a fim de elucidar e dar uma resposta à sociedade. “A polícia está disponibilizando todos seus recursos e esforços necessários para a investigação desses fatos e para que os culpados sejam punidos. Os investigadores estão nas ruas, mas é necessária a participação da sociedade com informações para que essas mortes violentas sejam desvendadas”, pondera o superintendente.

De acordo com a Polícia, a maioria dos crimes aconteceu em bairros mais afastados do centro da cidade. O comandante do 7º Batalhão de Policia Militar, major Chaves, disse que vai intensificar as operações nos bairros mais periféricos. “Estamos testemunhando uma onda de violência crescente em nosso município e isso nos preocupa muito. Passamos a intensificar as operações, tanto no centro quanto nos bairros mais pobres da cidade, a fim de combater os crimes. Estamos fazendo blitzes para capturar elementos que estejam nas ruas com segundas intenções”, argumenta major Chaves.

Questionado pela reportagem, se o numero do efetivo em Redenção é o suficiente para a demanda, o major ressaltou, “Olha, nós somamos, 130 homens operantes, atendemos quatro municípios Pau D´arco, Cumaru do Norte e Distrito Casa de Tabua, más estamos aí trabalhando, seja com muito ou pouco, estamos dando o melhor de nós, e nossos homens estão trabalhando a fim de combater a violência”, disse o Major.

Em meio a tanta violência, a reportagem do blog ouviu a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Redenção. O advogado Marcelo Mendanha, que atua como conselheiro estadual da Ordem, disse que a instituição tem tentado contribuir no combate à violência desenfreada. “A OAB, enquanto instituição civil, tem cobrado das autoridades medidas concretas de combate ao crime, não só ações públicas para investigar os crimes já praticadas, mas também investimento no aparelhamento da polícia para que ela seja ainda mais ostensiva. “O efetivo na nossa região é muito deficiente”, lamentou.

Marcelo explica que há mais de um mês a OAB emitiu uma nota cobrando de autoridades, como o secretário de segurança do Estado, medidas firmes e também educativas. A OAB, inclusive, se colocou à disposição da comissão de segurança pública para traçar um plano estratégico de combate ao crime na região sul do Estado.

O presidente da Câmara Municipal de Redenção, Leonardo da Saúde, garantiu que os vereadores estão unidos para ajudar a combater o crime. Argumentou que o Poder Legislativo já realizou audiência pública para discutir formas de combater a violência no município e que a instituição vê a onda crescente no município com preocupação.

Violência

Em Canaã dos Carajás, homem é assassinado a tiros quando passeava com a esposa

Crime aconteceu próximo a rodoviária municipal, local famoso pela comercialização de drogas
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A violência anda solta em Canaã dos Carajás. Em menos de oito dias  já foram contabilizadas quatro mortes violentas, além dos homicidas, estupradores e ladrões presos, que elevam a taxa de criminalidade do município e põe os cidadãos locais em constante alerta. O medo é o estado comum da sociedade e a insegurança vivida pode se justificar pelos impactos sociais pós-implantação do projeto S11-D no município.

Na noite desta sexta-feira (23) mais um cruel assassinato reforçou as estatísticas do mal na cidade. Um homem, que aparentava ter cerca de 30 anos, andava de mãos dados com a sua esposa em local próximo a rodoviária municipal quando foi surpreendido pela ação criminosa. Os bandidos, dois, se aproximaram em uma motocicleta e, sem perguntar mais nada, efetuaram vários disparos contra a vítima. Sem chances de defesa, o homem, cuja a identidade não foi revelada pela Polícia Civil, morreu na hora.

Muitas pessoas viram o crime acontecer, mas ninguém quis falar nada à imprensa sobre o caso. A suspeita, no entanto, é que a motivação para o crime seja acerto de contas, já que o homem morto seria usuário de drogas e teria saído recentemente da prisão. As investigações sobre o caso continuam a acontecer.

A rodoviária de Canaã dos Carajás é improvisada e o projeto definitivo para o local ainda não saiu do papel. O local é conhecido pela intensa movimentação em torno do comércio de drogas. A PM já efetuou várias prisões no local, mas os crimes continuam a acontecer.

Polícia Militar

Fim de semana com muito trabalho para a Polícia Militar na região do Carajás

Até a manhã deste domingo (17) foram 17 ocorrências de roubo e furto de veículos, violência doméstica, latrocínio, tráfico, porte ilegal de arma de fogo, tentativa de homicídio e outros mais
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O fim de semana começou agitado na esfera policial, na área de abrangência do 23º BPM (Batalhão de Polícia Militar), onde entre às 8h de sábado (16) e às 8h deste domingo (17), se registraram na menos que 17 ocorrências. Foram veículos roubados e abandonados pelos ladrões ante a aproximação da PM, dois casos de violência doméstica, um latrocínio, um caso de tráfico, um caso se porte ilegal de arma de fogo, um caso de crime ambiental, uma tentativa de homicídio, um caso de posse de arma branca, uma agressão física, um caso de motociclista sem documentação e usando descarga Cadron, um caso de roubo e um caso de lesão corporal.

Por volta das 15h de sábado, a PM prendeu Paulo Victor Cruz, acusado de ter agredido a mulher dele, Francinete da Silva Cavalcante, a agressão se deu na Rua Araguaia, Bairro Nova Carajás, em Parauapebas; e, o segundo caso de violência doméstica acontece também na “Capital do Minério”, por volta das 22h30 do mesmo dia, envolvendo o casal Armando Gurgueira Bezerra e Dorilene Furtado Mendonça, na Rua Rio Novo, Bairro Popular I.

Também no sábado por volta das 19h, dois indivíduos, não identificados, que pilotavam uma motocicleta pela VS-10, no Bairro Brasília, abandonaram o veículo e fugiram às carreias quando viram um carro da Polícia Militar.

O mesmo aconteceu três horas depois, mas na Rua Boa Viagem, Bairro São Lucas, quando, por volta das 22h30, bandidos tomaram a moto de Railson Rocha Lima. O veículo foi encontrado pela PM abandonado na rua e devolvido ao dono.

Um desentendimento em uma sinuca, por volta das 15h de sábado (16), na Avenida Liberdade, Bairro dos Maranhenses, levou Marcos da Silva Costa à Delegacia de Polícia Civil. Ele agrediu, com pauladas de taco de bilhar uma pessoa não identificada, que teve de ser conduzida pelo Samu ao Hospital Municipal.

Também na Avenida Liberdade, por volta das 18h, Luiz Gustavo A. Ferreira, teve soa moto apreendida e levada para o pátio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano. Ele não portava documento algum do veículo, uma Fan KS 125, preta, placa OFU-0122, e ainda fazia muito barulho, cometendo assim crime ambiental, ao ter colocado na moto uma descarga Cadron.

Na mesma noite de sábado, às 23h42, no Parque das Nações, outra moto foi abandonada quando seus ocupantes ao avistarem a polícia, saíram em desabalada carreira, deixando para trás o veículo roubado.

Por volta das 20h de sábado (16), Felipe Bezerra Silva, 20 anos, foi abordado na Rua Opala, Bairro Morada Nova, por dois indivíduos em uma moto, os quais anunciaram assalto. Ele reagiu e o que estava na garupa atirou. Felipe ainda foi removido, pelos familiares, ao Hospital Municipal de Parauapebas, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

Ainda no sábado, por volta das 22h50, na Avenida Faruk Salmem, Bairro Palmares I, Cícero Luiz s da Silva Santos foi abordado por uma guarnição da PM, que encontrou com ele 10 gramas de maconha. Preso, ele foi levado para a Delegacia de Polícia Civil.

Eram 20h20 de sábado quando Lindomar Macedo da Silva foi detido pela segurança da Vale, na Reserva de Carajás, e entregue para a Polícia Militar. Ele estava portando arma de fogo ilegalmente e foi entregue para a Polícia Civil.

Pouco mais de uma hora depois, às 21h30, na Avenida Faruk Salmem, Bairro: Vila Rica, um homem identificado apenas como Izaque, tentou assassinar com um tiro o colega de mesa de bilhar Lecionildo da Silva, com quem se desentendeu durante uma partida. Leocinildo foi socorrido por populares e removido ao Hospital Municipal enquanto Izaque fugiu.

Já neste domingo (17), por volta de 01h15, num bar da Rua Marabá, Bairro da Paz, foi preso pela PM Norbert Cleison Rodrigues. Armado de faca, ele ameaçava os clientes do estabelecimento. O valentão foi desarmado e levado para a Depol.

Às 3h25, o homem identificado como cabo Barbosa – não se sabe de que corporação – se envolveu em uma confusão generalizada no Bairro Jardim América e acabou acertando umas boas pancadas em Wandeval da Graça Santos Lisboa, que acabou internado em um hospital particular, onde permanece com o couro cabeludo cheio de pontos, mas não corre risco de morte. Mesmo saindo na vantagem, cabo Barbosa foi à Delegacia de Polícia Civil prestar queixa contra Wandeval.

Também neste domingo (17), às 7h40, uma guarnição da Polícia Militar entregou na Delegacia de Polícia Civil outra motocicleta abandonada no meio da Rua B-13, no Bairro Jardim Tropical II.

Em Canaã dos Carajás, por volta das 20h30 de ontem (16), Carine Salton Moraes, que pilotava a moto CG Titan, vermelha, placa JVC-0031, pela Rua José Meneguel, Centro, parou para ajeitar o retrovisor, quando um indivíduo se ofereceu para ajudar. Assim que Carine, quando a vitima se distraiu, o desconhecido subiu na moto e fugiu com o veículo.

Por volta das 2h40, deste domingo (17), na Rua do Hospital, Deusdete Alves Salgado, 50 anos, perdeu R$ 50,00 para dois indivíduos armados de revólver e montados em uma moto Biz, preta e em uma Fan, vermelha.

Brasil

Marabá e Parauapebas na lista das “cidades negras” de violência no Brasil

No total, sete municípios do Pará figuram na relação divulgada nesta sexta-feira pelo IPEA
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Um mapeamento das mortes violentas no Brasil constatou que 50% delas ocorreram em apenas 123 municípios, o equivalente a 2,2% do total de municípios brasileiros. É o que mostra a pesquisa Atlas da Violência 2018 – Políticas Públicas e Retratos dos Municípios Brasileiros, lançada nesta sexta-feira, 15, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

E Marabá e Parauapebas, no sudeste do Pará, estão nessa “lista negra” de cidades violentas do País. Mas o Estado está contemplado ainda com os municípios de Belém, Ananindeua, Castanhal, Marituba e Altamira.

Dessas cidades, Belém lidera, com folga, o maior número de mortes por habitante entre as capitais brasileiras, contabilizando 77 mortes por 100 mil habitantes. No interior do Pará, Altamira está no topo do ranking. Ela apresenta 91,9 mortes violentas a cada 100 mil habitantes. No sudeste do Pará, Marabá apresenta taxa 87,7 mortes a cada 100 mil habitantes. Parauapebas surge com 65,7 mortes por 100 mil habitantes; Ananindeua com 84,6; Castanhal com 78,4; e Marituba com 84,5.

Os números apresentados pelo IPEA e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública apenas confirmam o sentimento de medo da violência, vivido diariamente pelo povo do estado do Pará.

Foram analisados 309 municípios, ou seja, todos aqueles que tinham mais de 100 mil habitantes em 2016. Os três mais pacíficos, segundo o Atlas da Violência 2018, são: Brusque (SC), Atibaia (SP) e Jaraguá do Sul (SC). Os três mais violentos são: Queimados (RJ), Eunápolis (BA) e Simões Filho (BA).

Enquanto os três mais pacíficos apresentam taxas de morte violenta de 4,8 a 5,4 a cada 100 mil habitantes, os três mais violentos têm taxas de 107,7 a 134,9. A pesquisa considera mortes violentas a soma de agressões, intervenções legais e mortes violentas com causa indeterminada, tomando como referência o município de residência da vítima. Os dados analisados são de 2016, último ano disponível no Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.

Dos 123 municípios onde se concentram metade das mortes violentas no Brasil, 33 estão localizados no Rio de Janeiro ou na Bahia. Quando se analisam somente as capitais, o Atlas revela que as três com maiores taxas de morte violenta são Belém (PA), Aracaju (SE) e Natal (RN). Entre as três com menores taxas estão São Paulo (SP), Florianópolis (SC) e Vitória (ES).

O estudo conclui, ainda, que há uma correlação entre as condições educacionais, de oportunidades laborais e de vulnerabilidade econômica e a prevalência de mortes violentas. Para isso, analisou indicadores de educação infanto-juvenil, pobreza, gravidez na adolescência, habitação, mercado de trabalho e vulnerabilidade juvenil. Os municípios com menor acesso à educação, com maior população em situação de pobreza e maiores taxas de desocupação apresentam maiores taxas de mortalidade violenta.

De forma coerente com o que foi apresentado na edição do Atlas da Violência 2018 apresentada em 5 de junho, observou-se maior prevalência de violência letal em municípios localizados nas regiões Norte e Nordeste do país. Além disso, nos municípios com as piores taxas, metade das mortes violentas aconteceu em no máximo 10% dos bairros.

O estudo discute o papel da prevenção social dentro de uma abordagem de políticas efetivas de segurança pública e expõe elementos fundamentais geralmente presentes nas experiências nacionais e internacionais que tiveram êxito em reduzir crimes violentos.

Nesse contexto, a pesquisa chama a atenção para alguns pontos, como o comprometimento do político principal (seja presidente, governador ou prefeito) com a vida das pessoas; a organização da gestão da segurança pública com base no método científico e nas evidências empíricas; a mobilização e articulação de todas as forças e atores sociais na busca pela paz; o controle e a retirada das armas de fogo e de munições de circulação; a disseminação de espaços de mediação de conflitos; a mudança do modelo de polícia, de uma abordagem meramente reativa, para um modelo de repressão qualificada; bem como a estruturação de uma política de prevenção social, focalizada nos territórios mais conflagrados e nas crianças e jovens.

Brasil

Homicídios no Pará aumentam mais de 100% em uma década

Atlas da Violência 2018 revela ainda que a taxa de homicídios de jovens foi de 98 para cada grupo de 100 mil habitantes
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Em 2006, no Pará, um total de 2.073 pessoas foram vítimas de homicídio. Dez anos depois, em 2016, a estatística revela que foram mortas 4.223 pessoas no Estado. Esse é um dado alarmante evidenciado esta semana com a publicação do Atlas da Violência 2018 no Brasil. Foi um aumento de 103,7%, considerado altíssimo pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Outra informação que deve acender o sinal de alerta das autoridades é a participação do homicídio como causa de mortalidade da juventude masculina (15 a 29 anos). Em 2016, essa participação correspondeu a 50,3% do total de óbitos. Se considerados apenas os homens entre 15 e 19 anos, esse indicador atinge a marca dos 56,5%. No Pará, em 2016 a taxa de homicídios de jovens, por grupo de 100 mil habitantes, foi de 98,0.

Junto de outros 19, o estado está entre aqueles que apresentaram aumento na quantidade de jovens assassinados. Em destaque estão o Acre (84,8%) e o Amapá (41,2%), seguidos pelos grupos do Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte e Roraima, que apresentaram crescimento em torno de 20%, e de Pernambuco, Pará, Tocantins e Rio Grande do Sul, com crescimento entre 15% e 17%.  Em apenas sete unidades verificou-se redução.

Em análise da violência letal contra jovens, é verificada uma situação ainda mais grave e que se acentuou no último ano: os homicídios respondem por 56,5% da causa de óbito de homens entre 15 a 19 anos. Quando considerados os jovens entre 15 e 29 anos, é observada em 2016 uma taxa de homicídio por 100 mil habitantes de 142,7 em todo o país, ou uma taxa de 280,6, se considerada apenas a subpopulação de homens jovens.

Os dados de 2016 indicam o agravamento do quadro em boa parte do Brasil. Os jovens, sobretudo os homens, seguem prematuramente perdendo as suas vidas. No país, 33.590 jovens foram assassinados em 2016, sendo 94,6% do sexo masculino. Esse número representa um aumento de 7,4% em relação ao ano anterior. Se, em 2015, pequena redução fora registrada em relação a 2014 (-3,6%), em 2016 o crescimento voltou a ocorrer.

Em termos de variação da taxa de homicídios de jovens homens, o país apresentou, em 2016, elevação de 8,0% em relação ao ano anterior. No Pará, quando analisada a taxa por 100 mil jovens homens, na faixa etária de 15-29, variação foi de 91,2% em 10 anos. Enquanto em 2006 morreram 1.185 jovens, em 2016 foram 2.266.

Em Marabá, em 2017, segundo dados do DATASUS do governo federal, 257 pessoas foram vítimas de homicídio. É um número muito alto, considerando-se a população do município, que é de 277 mil habitantes.

NEGROS

O estudo aponta, também, a desigualdade das mortes violentas por raça/cor, que veio se acentuando. Entre 2006 e 2016 a taxa de homicídios de indivíduos não negros diminuiu 6,8%, ao passo que a taxa de vitimização da população negra aumentou 23,1%. Assim, em 2016, enquanto se observou uma taxa de homicídio para a população negra de 40,2%, o mesmo indicador para o resto da população foi de 16%, o que implica dizer que 71,5% das pessoas que são assassinadas a cada ano no país são pretas ou pardas.

O Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, que tem como ano base 2015, demonstrou que o risco de um jovem negro ser vítima de homicídio no Brasil é 2,7 vezes maior que o de um jovem branco.

De acordo com o Atlas, os negros, especialmente os homens jovens negros, são o perfil mais frequente do homicídio no Brasil, sendo muito mais vulneráveis à violência que os jovens não negros. Por sua vez, os negros são também as principais vítimas da ação letal das polícias e o perfil predominante da população prisional do Brasil.

MULHERES MAIS VULNERÁVEIS

O Atlas da Violência 2018 destaca ainda que, em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas no país, o que representa uma taxa de 4,5 homicídios para cada 100 mil brasileiras. Em dez anos, observa-se um aumento de 6,4%. A taxa do Pará é de 7,2%.

O estudo destaca, no entanto, que a base de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade não fornece informação sobre feminicídio, portanto não é possível identificar a parcela que corresponde às vítimas desse tipo específico de crime.

No Pará, o número de homicídios de mulheres teve variação de 110,0% em dez anos, passando de 140 em 2006 para 294 em 2016. Em todo o país, a taxa de homicídios de mulheres por 100 mil habitantes por UF sofreu variação de 85,3% em 10 anos.

Desagregando-se a população feminina por raça, confirma-se um fenômeno já amplamente conhecido. No Brasil, considerando-se os dados de 2016, a taxa de homicídios é maior entre as mulheres negras (5,3) que entre as não negras (3,1) – a diferença é de 71%.

Em relação aos dez anos da série, a taxa de homicídios para cada 100 mil mulheres negras aumentou 15,4%, enquanto que entre as não negras houve queda de 8%. Em 20 estados, a taxa de homicídios de mulheres negras cresceu no período compreendido entre 2006 e 2016, sendo que em doze deles o aumento foi maior que 50%.

Comparando-se com a evolução das taxas de homicídio de mulheres não negras, neste caso, houve aumento em 15 estados e em apenas seis deles o aumento foi maior que 50%. O Pará tem a segunda mais alta taxa de homicídios de mulheres negras (8,3), assim como tem uma taxa para mulheres não negras também alta (6,6), ficando atrás apenas do Goiás.

Em 10 anos, o estado nortista viu um aumento de 92,8% nas taxas de mortes de mulheres negras, enquanto a taxa de homicídios de mulheres não negras foi negativa, de – 31,2%, no mesmo período.  É especificamente o homicídio de mulheres negras que coloca os estados de Goiás e Pará no topo do ranking das maiores taxas, já que estes não estão entre os estados com as maiores taxas de homicídios de mulheres brancas.