Pesquisa nacional mostra queda expressiva da violência em cidades paraenses

Altamira, Ananindeua, Belém, Castanhal, Marabá, Marituba, Parauapebas e Redenção estão no estudo e são destaque positivo na redução do número de assassinatos entre 2018 e 2020
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Um estudo de abrangência nacional (veja aqui) recém-divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mapeou 120 municípios que vão integrar um programa nacional de combate à violência encabeçado pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP). A boa notícia é que todos os oito municípios paraenses que fazem parte do estudo apresentaram expressiva queda na taxa de homicídios dolosos entre janeiro de 2018 e dezembro de 2020.

Altamira, Ananindeua, Belém, Castanhal, Marabá, Marituba, Parauapebas e Redenção foram escolhidos para o Programa Nacional de Enfrentamento de Homicídios e Roubos e registraram quedas acentuavas nos índices locais de violência, com destaque para a redução dos assassinatos nos municípios que compõem a Grande Belém, onde se verificou uma das maiores baixas no país. Na cidade de Belém, o número de homicídios caiu de absurdos 853 registros em 2018 para 292 em 2020, enquanto em Ananindeua a redução foi de 371 para 84 e em Marituba, de 116 para 35. Em Castanhal, a baixa foi de 120 para 45.

Marabá, por seu turno, que já esteve no olho do furacão nacional como um dos municípios mais mortais do Brasil, assistiu à redução de assassinatos de 172 para 90, bem mais intensa que em Parauapebas, que passou de 99 para 79, e em Redenção, que caiu de 77 para 50.  Em Altamira, no coração do Pará, a redução do número de homicídios também foi destaque: passou de 78 para 49 em dois anos.

A realidade das cidades paraenses, onde a violência bate em retirada, não é a mesma verificada em várias outras partes do país. Na Bahia, por exemplo, onde estão alguns dos municípios mais violentos do Brasil, várias localidades tornaram-se ainda mais letais. De acordo com o MJSP, o Programa Nacional de Enfrentamento de Homicídios e Roubos tem em vista combater a violência urbana, por meio da articulação de iniciativas de prevenção e repressão à criminalidade, promovidas pelos diferentes níveis de governo, com foco nos territórios que concentram as maiores taxas de homicídios do Brasil.