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Marabá

Agentes de trânsito de Marabá são condenados a 6 anos de prisão por R$200,00 em propina

Juíza ainda determina a perda da função pública de Edilon da Silva e Thalys Aguiar, agentes de trânsito em Marabá
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A juíza Priscila Mamede Mousinho, da 1ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Parauapebas, mas auxiliando a 1ª Vara Criminal da Comarca de Marabá por meio do Grupo de Trabalho e Monitoramento das Metas 04 e 06 do Conselho Nacional de Justiça, foi implacável com dois agentes de trânsito de Marabá, acusados de cobrar R$ 200,00 em propina para não multar um rapaz flagrado pilotando uma motocicleta, mas calçado com sandálias, infringindo a legislação.

Trata-se dos agentes de trânsito Edilon da Silva e Thalys Rios Aguiar e o caso ocorreu em 2014. Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual, os agentes de trânsito Edilon da Silva e Thalys Rios Aguiar teriam abordado Edilson Alves de Almeida durante uma blitz denominada “Operação Minerva”, nas imediações da Avenida Paraíso, em Marabá.

A vítima afirmou que os acusados a flagraram conduzindo uma motocicleta, calçada com chinelos, o que contraria as normas de trânsito, além do fato de que a Carteira de Habilitação que portava era provisória, e não a CNH definitiva. Diante de tal situação, os acusados teriam ameaçado reter a carteira da vítima e lavrar auto de infração de trânsito, o que impossibilitaria que a vítima obtivesse a sua CNH definitiva.

Amedrontado, o condutor questionou os acusados sobre a situação, momento em que exigiram que a vítima lhes entregasse a quantia de R$200,00, a fim de que a multa não fosse lançada, caso contrário a permissão de dirigir seria cassada. Os próprios agentes, segundo a acusação, indicaram que o dinheiro deveria ser repassado para uma terceira pessoa, a fim de evitar um possível flagrante.

Diante disso, a vítima procurou a polícia e informou sobre a situação, tendo sido instruída a fotografar duas cédulas de R$100,00, dinheiro que seria entregue a um terceiro chamado Gonçal Vieira Lima que, por sua vez, repassaria aos acusados.

O condutor, juntamente com os policiais, dirigiu-se até a residência de Gonçal, que recebeu o dinheiro, mas foi abordado pelos policiais, que verificaram que este portava as duas cédulas fotocopiadas pela vítima. Instado a se manifestar, Gonçal revelou que os dois agentes de trânsito pediram para que ele recebesse tal importância e lhes repassasse, posteriormente.

Os policiais solicitaram que Gonçal ligasse para um dos denunciados em viva voz e, ao completar a ligação, o acusado explicou que o dinheiro era um pagamento por eles terem deixado de lavrar o auto de infração e Gonçal foi orientado a se dirigir até a casa do acusado Edilon, a fim de efetuar a entrega do dinheiro.

Chegando à casa de Edilon, a polícia, de campana, avistou o momento em que Gonçal teria entregue a referida quantia ao agente de trânsito. Logo depois, os policiais foram em direção ao acusado para prendê-lo, o qual ofereceu resistência, se confinando dentro de casa, dificultando a atividade dos policiais, que tiveram de invadir o seu domicílio para efetuar a prisão.

Por sua vez, a defesa de Edilon alegou, preliminarmente, a atipicidade da conduta imputada, pois, como agente municipal, não teria o acusado possibilidade de deixar de lavrar o auto de infração, eis que é competência do Estado, segundo resolução do Contran n. 66/1998. A defesa entende que a prova é ilícita por derivação, pois segundo o depoimento da testemunha Edilson, o dinheiro teria sido entregue pelo policial à testemunha, o que invalidaria o auto de entrega dos R$ 200,00.

 Em seu interrogatório, o acusado Thalys negou veementemente os fatos, alegando apenas que o condutor foi atrás do depoente, tendo este afirmado que o ofendido não o seguisse. Também afirmou que não possui competência para lavrar qualquer auto de infração contra a vítima, por falta de competência do DMTU para tanto. Por fim, declarou que viu o condutor conversando com o colega Edilon, todavia, não tem a mínima ideia do que conversaram.

Em sua decisão, a juíza Priscila Mamede Mousinho avaliou que as versões dos acusados são contraditórias, na medida em que se acusam mutuamente, contudo, “nenhuma delas encontra amparo nos autos e nas provas orais produzidas perante o Juízo. Pelo contrário, a narrativa dos fatos pela vítima encontra muito mais respaldo no depoimento de todas as testemunhas ouvidas. A jurisprudência pátria caminha no sentido de valorização da palavra da vítima como prova contundente, desde que em harmonia com o restante do conjunto probatório”, argumentou a magistrada.

Por isso, ela condenou Edilon da Silva e Thalys Aguiar a 6 anos e 4 meses de prisão e mais 40 dias-multa, cada, a ser cumprida inicialmente em regime semiaberto.

Mais do que isso, a magistrada determinou a pena de perda do cargo público de agentes, ou seja, terão de ser exonerados, nos termos do art. 92, I, “b”, do Código Penal. “A conduta de se exigir vantagem indevida, mediante grave ameaça, em virtude da função que exerce, é, por si só, alvo de reprimenda social, que fere os princípios da probidade administrativa, da impessoalidade e da eficiência, princípios estes que regem a administração pública”, concluiu a juíza.

Versão da PMM

A Procuradoria do Município de Marabá informou ao blog que na época dos fatos já havia sido aberto o Processo Administrativo Disciplinar e que cumprirá a sentença conforme determina a lei.

Já o advogado Odilon Vieira, que defende os interesses de Edilon da Silva, respondeu que: “Respeita a decisão judicial. Todavia, discordamos por entendermos ser ele inocente e, diante disto, iremos apresentar o recurso cabível, qual seja, a apelação criminal, confiantes no êxito perante o Egrégio TJPA”.

A Reportagem não conseguiu falar com Arnaldo Ramos, advogado de Thalys Aguiar.

Edilon continua atuando como agente, enquanto Aguiar pediu licença sem vencimento e está morando fora de Marabá.

Por Ulisses Pompeu – Correspondente em Marabá

Greve

Canaã dos Carajás: em nota oficial, Prefeitura se diz surpresa com greve geral dos servidores

O documento informa ainda à população que os trabalhos continuarão normalmente nos próximos dias
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A greve geral dos servidores públicos municipais de Canaã dos Carajás começará nesta segunda-feira (19). A reunião que definiu o ato foi feita no último dia 06 de fevereiro em assembleia extraordinária. De lá para cá vários atos de protesto pelas ruas da cidade aconteceram e o governo se manifestou na última sexta-feira (16). A proposta do aumento de R$135,00 no Vale-Alimentação foi feita pela manhã e recusada, por unanimidade, em assembleia realizada à noite na Câmara Municipal Os servidores definiram a pedida: 31% de reajuste nos salários para compensar as perdas inflacionárias ao longo dos últimos anos.

Na tarde deste domingo (18), a Prefeitura Municipal se manifestou sobre o caso através de nota oficial enviada à imprensa. O governo se mostrou surpreso com a greve que será deflagrada na segunda. De acordo com a nota, o executivo só tomou conhecimento do fato por meio de carros de som. A Prefeitura afirmou que não foi notificada sobre a referida greve e que, por conta disso, não foi dado aos gestores públicos a possibilidade de organizarem medidas para minimizar os impactos da paralisação.

O documento afirma que, em resposta à nota divulgada em carros de som pelo sindicato, as aulas acontecerão de maneira normal na segunda-feira. E que todo o serviço em torno da educação, como transporte escolar e merenda, funcionarão normalmente.

O documento também afirma que o governo continua aberto a negociações. Na manhã desta segunda, algumas escolas, de fato, amanheceram fechadas, mas a Secretaria de Educação remanejou alunos e servidores que não quiseram aderir à greve para continuar o trabalho em outras escolas. O Hospital Municipal também amanheceu fechado, atendendo apenas no regime de urgência e emergência.

Confira a nota na íntegra:

“Em virtude da campanha salarial dos sindicatos e associações que representam os servidores públicos municipais, considerando a atual situação financeira e os rumores de deflagração de greve mesmo após proposta do Executivo, a Prefeitura Municipal de Canaã dos Carajás informa que está cumprindo, passo a passo, todos os ritos da negociação, no que preconiza a Lei, na busca de alternativas que possibilitem o acordo com as categorias, sem a interrupção do serviço público em qualquer posto de atendimento.

Nesse período, reuniões e mesas de negociação foram marcadas e realizadas, afim de garantir o consenso no que tange aos direitos e deveres trabalhistas do servidor público. A primeira proposta foi feita na última sexta-feira (16) e o Governo Municipal aguarda a resposta e contraproposta dos representantes sindicais para que possa continuar com a negociação.

Surpreendentemente e ao arrepio de toda a legislação que regulamenta o direito de greve, neste domingo (18), o Governo Municipal tomou conhecimento, por meio de carro de som, de que, supostamente, uma greve geral será deflagrada nesta segunda feira (19), mensagem essa que, inclusive, incita pais e alunos a não irem às salas de aulas, na clara intenção de coagir os responsáveis a não mandarem seus filhos às escolas, o que certamente viola os direitos e garantias fundamentais dos alunos deste município.

Ocorre que, em nenhum momento, a Prefeitura Municipal foi notificada da referida greve e, pelo descumprimento legal do dever de comunicação, não foi dado aos gestores púbicos a possibilidade de organizarem medidas para minimizar o impacto da possível paralisação em nosso município.

Em resposta à nota que o sindicato está veiculando por meio de carro de som, a secretaria de Educação e o Conselho Municipal de Educação, em reunião neste domingo (18), para definir as ações que visam minimizar os prejuízos oriundos da possível greve e alertam, também, por meio de nota pública, que haverá aulas normais nesta segunda feira (19).

Todo o serviço público de educação funcionará normalmente, o que inclui o transporte escolar, as refeições, recreações e, claro, as aulas. Ressaltamos que o calendário escolar será mantido e que não haverá interrupções na prestação do serviço público municipal.

Não queremos crer que as entidades organizadas envolvidas neste processo tenham descuidado de princípios basilares do direito de greve, não se atendo às questões legais inerentes ao mesmo e deflagrando greve totalmente desprovida de legalidade, seja pelo não esgotamento das negociações ou pela absurda falta de notificação ao Poder Público.

Na próxima semana, o prefeito Jeová Andrade e equipe estarão em Belém para reunião com o Tribunal de Contas dos Municípios, em busca de orientações para a adoção de medidas que assegurem o equilíbrio financeiro do município.

O Governo Municipal está empenhado em satisfazer os anseios dos servidores, entretanto, não poderá prejudicar a saúde econômica do município. O Governo Municipal não encerrou a mesa de negociação e aguarda receber dos sindicatos e associações a contraproposta.

O compromisso do Executivo é garantir os direitos básicos do cidadão no longo prazo e conta com a sensibilidade dos servidores para que estes direitos sejam perpetuados por meio do esforço e trabalho de todos.

Por todo o exposto é cristalino o fato de que a recusa dos sindicatos e associações em proceder às negociações e a deflagração de uma greve sem o amparo da legislação só trará prejuízos a todos, o que certamente poderá ser evitado se usado o bom senso de todos os envolvidos.

Continuamos abertos às negociações e aguardando uma resposta dos sindicatos.

Prefeitura Municipal de Canaã dos Carajás”

Tucuruí

Decisão de derrubar palmeiras em avenida de Tucuruí divide opiniões

Solicitação de moradores motivou a ação; árvores representariam risco de segurança
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A derrubada de palmeiras do tipo Imperial na Avenida Governador Aluísio Chaves, no bairro Nova Tucuruí, em Tucuruí, causou polêmica na manhã desta terça-feira (26). Moradores revoltados questionaram a ação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que derrubou as árvores.

O Secretário Renan Aguiar esclareceu que a ação se deu por solicitação dos moradores da avenida. O motivo seria o risco de desabamento que as palmeiras representavam durante o período chuvoso e devido aos ventos fortes. “Fomos acionados pelos moradores que pediram a retirada. Uma petição dos moradores, inclusive, acionou o Legislativo que deu autorização via indicação parlamentar”, esclareceu o secretário.

O morador Matheus Costa publicou um vídeo em sua rede social questionando e denunciando crime ambiental. “Gostaria de saber o porquê desse crime ambiental? Destruíram as árvores do Nova Tucuruí!”, postou.

O secretário explicou que a opção por retirar as árvores se deu por algumas representarem risco real para a população; boa parte das árvores mais antigas estavam com as raízes e troncos comprometidos por fungos e cupins. Cada folha de palmeira-imperial pesa cerca de 20 quilos e a sua queda representaria sérios riscos, podendo ocasionar acidentes e até morte para pedestres, motoristas e motociclistas, além de comprometer parte da fiação elétrica da avenida.

A moradora Maria das Graças de Sousa, autora da petição, esclareceu que as árvores estavam prejudicando ainda a iluminação pública, além de significar risco iminente para os moradores. “Causou um mal-estar a retirada das árvores, mas para quem mora às proximidades, foi um alívio. Todo inverno, quando chovia ou ventava muito, não dormíamos pois as árvores podiam cair a qualquer momento. E com esse tempo, com muitos ventos fortes, muitas chuvas, o risco era certo, já que as palmeiras eram altíssimas. Então, se pudermos evitar o pior…”, explicou ela.

O secretário também explicou que a arborização de vias públicas é de competência da Prefeitura e da Secretaria de Meio Ambiente e a ação não configura crime ambiental. “Outras espécies de árvores mais adequadas e de menor porte serão plantadas no local”.

Tucuruí

Cofres da prefeitura de Tucuruí foram saqueados no dia da morte do prefeito Jones Willian Galvão

Saques milionários envolvem a ex-primeira dama, Graciele Galvão, o empresário Alexandre Siqueira e o ex-secretário de fazenda, Moisés Filho. Senha de Jones Wiliam foi usada para transferir mais de R$ 2 milhões quando a cidade ainda estava em luto.
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Revelações bombásticas estão dando novos rumos às investigações sobre o assassinato do prefeito de Tucuruí, Jones William Galvão.

Advogados do prefeito afastado de Tucuruí, Artur Brito vão apresentar hoje no Ministério Público do Pará documentos e extratos bancários comprovando que as contas da prefeitura foram saqueadas no dia 25 de junho, dia do assassinato do prefeito Jones Wiliam, morto quando vistoriava obras em um residencial.

A reportagem teve acesso aos documentos que comprovam que na noite do crime, quando o corpo do prefeito estava no IML, o Token do gestor foi usado para transferir mais de R$ 800 mil reais das contas da prefeitura. Nos três dias de luto decretados pela morte de Jones Willam, os saques e transferências continuaram sendo efetuados nas contas da prefeitura, no Banco do Brasil e Banpará.

De acordo com a advogada Denise Silva, na noite do assassinato do prefeito, a senha do mesmo foi usada para fazer duas transferências : uma de R$ 400 mil, para a empresa F. Cardoso e mais R$ 400 mil, operação de transferência entre contas. No dia seguinte, data do velório do prefeito, a senha do prefeito morto foi usada novamente, desta vez para transferir R$431 mil  para a conta de Alexandre Siqueira, não por acaso, o empresário que fez a denúncia ao MP, que resultou no afastamento do prefeito Artur Brito, por suposta prática de Improbidade Administrativa.

No dia seguinte, 27 de outubro, um dia após o sepultamento do prefeito, com a cidade ainda em luto, foram descontados da conta da PMT na agência do Banpará de Tucuruí,  um cheque de R$ 69 mil em nome da então procuradora do município e outros  dois cheques, cada um no valor de R$ 220 mil reais, totalizando R$ 440 mil reais.

O cheque teria sido assinado pelo prefeito morto, Jones William e endossado pelo secretário municipal da fazenda, Moisés Gomes Soares Filho, cujo beneficiário seria o Ipaset, Instituto de Previdência Social de Tucuruí. No entanto, estranhamente, os valores foram depositados na conta de Odair José Marques Viana, procurador das empresas do secretário de fazenda, Moisés Filho. O ex-secretário de fazenda de Tucurui, Moisés Filho, é sócio de Ricardo Chegado, preso como mandante do assassinato do prefeito de Breu Branco, Diego Kolling. Ricardo foi preso pela Polícia Civil dentro da fazenda de Moisés. Os advogados não têm dúvidas da participação da mulher do gestor assassinado, Graciele Silva Galvão, nas transferências bancárias, uma vez que a mesma já ocupou o cargo de gerente do Banpará em Tucuruí  e estava emprestada para a prefeitura, ocupando o cargo de secretária de Ação Social.

Os advogados estão solicitando perícias em todo o material a ser apresentado no MP e a abertura de uma minuciosa investigação para levantar o total dos desvios que ocorreram nos três dias de luto pela morte do prefeito.

“Está mais do que claro que existe uma organização criminosa por trás de tudo isso. O prefeito não poderia ter usado sua senha pessoal e ter efetuado transferências bancárias depois de morto”, afirma o advogado, ressaltando que vai pedir também a abertura de uma auditoria nas agências bancárias envolvidas. “Nenhum gerente autorizaria operações com valores tão altos e com a cidade em luto”, finalizou o advogado.

Em contato com a reportagem, o prefeito afastado Artur Brito disse que confia na justiça e que sua inocência será provada. “Estou sendo vítima de um complô armado por uma quadrilha que se apoderou dos cofres municipais e que já desviou mais de R$ 50 milhões do erário municipal”, concluiu Artur.

Educação

Nota do Sintepp à sociedade parauapebense

Sintepp emite nota sobre a greve dos professores em Parauapebas
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A coordenação do Sintepp Parauapebas vem a público esclarecer que, desde o começo desse ano, vem tentando negociar com o Governo Municipal, porém muitos dos acordos firmados em mesa de negociação foram descumpridos por parte do mesmo, motivo pelo qual a categoria, reunida em assembleia no dia de hoje (18/10/17) deliberou pela manutenção da greve por tempo indeterminado.

Além dos reiterados descumprimentos, ressaltamos que o Governo Municipal, que sempre alegou estar aberto ao diálogo, enquanto reunia com o Sintepp no Ministério Público com o intuito de esfriar a greve, também articulava ação no Tribunal de Justiça do Estado, tanto é que, para a surpresa da categoria, na manhã de hoje foi expedida uma liminar em favor da prefeitura de Parauapebas.

Essa atitude demonstra que o governo não tem interesse em cumprir os acordos firmados e, muito menos manter o diálogo.

A coordenação informa também que, ao contrário do que alguns blogueiros estão divulgando para fazer terrorismo com a categoria, nenhuma multa será aplicada ao servidor, pois quem responde juridicamente é o Sintepp e a ASJUR do Sintepp já está se preparando para entrar com recurso. Isso tudo, sem falar que já há uma audiência de conciliação marcada para o dia 27/10/17.

Portanto, a greve está mantida até que o governo cumpra os acordos e a categoria aprecie e delibere em assembleia geral!!!

Terrorismos virtuais não nos intimidarão!!!

A greve continua!!!

Rosemiro Laredo
Coordenação Geral

Educação

TAC assinado entre MP, PMP e Sintepp põe fim à greve dos professores em Parauapebas

Confira o documento assinado ontem (17), que prevê investimentos de R$30 milhões na infraestrutura das escolas municipais.
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O Ministério Público do Estado do Pará, por meio do Promotor de Justiça da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Parauapebas, Hélio Rubens Pinho Pereira, firmou ontem (17) Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Município de Parauapebas e com o Sindicato dos Professores.

O acordo suspende a greve na educação, que já contava com 10 dias e prejudicava quase 50 mil alunos no município.

O TAC previu também a regulamentação das eleições diretas para diretor e vice-diretor das escolas municipais.

Ficou acertado, ainda, a aplicação de mais de 30 milhões de reais na infraestrutura das escolas, dinheiro referente aos recursos recebidos pela PMP oriundos do repasse feito pela União dos valores pagos a menor ao município referentes ao Valor Anual por Aluno – VAA.

O TAC ainda prevê que a execução desses investimentos serão acompanhados por uma Comissão formada por professores.

Confira a íntegra do TAC:

Greve

Greve deixa mais de 40 mil alunos sem aula em Parauapebas

Grevistas fizeram manifestação em frente à Prefeitura
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Por Dayse Gomes

Cerca de 90% dos mais de 2 mil professores da rede municipal de ensino de Parauapebas aderiram à greve, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp). A paralisação começou nesta segunda-feira, dia 9, e deixou cerca de 40 mil alunos sem aula.

Hoje pela manhã, os grevistas fizeram uma manifestação na porta da Prefeitura de Parauapebas para tentar se reunir com o prefeito Darcy Lermen, mas foram informados que ele viajou para Brasília. O representante da coordenação geral do Sintepp, Raimundo Moura, disse que a paralisação vai continuar até que haja um acordo entre o sindicato e a prefeitura. “Nós estamos tentando negociar três questões que desde o início do ano a gente vem discutindo com o prefeito. A principal é em relação ao precatório do Fundef, que seria rateado entre os professores como forma de valorização e reconhecimento da categoria; no entanto, tivemos essa surpresa do TCM, a pedido do procurador do município, que impossibilita a divisão desse recurso com a categoria, além disso tem o projeto de lei que é a eleição para diretor de escola que foi rejeitado na Câmara Municipal, alegando que é inconstitucional, mas sabemos que é constitucional tanto que está no plano nacional de educação e também tem a revisão do nosso PCCS, nosso plano de cargo, carreira e salário que algumas coisas estão defasadas e até agora não saiu da procuradoria para a Câmara Municipal”, destacou Raimundo.

Atualmente há 48.084 alunos matriculados em 68 escolas da rede municipal de ensino de Parauapebas. Segundo os grevistas, parte das escolas da educação infantil continua com as atividades normais. Em nota publicada pela Assessoria de Comunicação, a Secretaria de Educação de Parauapebas informou que a prefeitura concedeu, em abril deste ano, aumento salarial de 8% e mais 33% de reajuste no vale alimentação para todos os servidores públicos, depois de negociações com os Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais (Sinseppar), dos Trabalhadores de Educação (Sintepp), dos Enfermeiros do  Estado do Pará (Senpa) e dos Médicos (Sindmepa).

Sobre o projeto de lei dos precatórios, enviado à Câmara Municipal, a Semed informou que o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-PA) emitiu medida cautelar suspendendo a tramitação, o que impede a Prefeitura de Parauapebas e a Câmara Municipal de darem prosseguimento ao rateio do precatório.

Educação

Ministros Helder Barbalho e Mendonça Filho articulam a implementação de novos cursos de ensino superior em Parauapebas

Saúde é um dos principais setores a serem beneficiados pela iniciativa, que visa gerar oportunidades a jovens estudantes paraenses
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Os ministros da Integração Nacional, Helder Barbalho, e da Educação, José Mendonça Filho, se reuniram nesta quinta-feira (24) para viabilizar a implementação de novos cursos de ensino superior aos estudantes do município de Parauapebas, no Pará.  O objetivo da iniciativa é gerar novas oportunidades aos jovens paraenses, sobretudo na área de saúde, e com isso estimular o desenvolvimento regional. A reunião contou com a presença do prefeito da cidade, Darci Lermen, que informou que o projeto vem sendo planejado já há algum tempo, e do reitor da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Marcel Botelho.

“Estamos trabalhando para viabilizar mais oportunidades aos jovens paraenses, sobretudo nas áreas de saúde, uma demanda latente no estado. Esta parceria com o Ministério da Educação nos faz vislumbrar a possibilidade, de que em futuro próximo, esta importante iniciativa seja concretizada”, ressaltou o ministro da Integração, Helder Barbalho.

Para o ministro da Educação, José Mendonça, a iniciativa contribui para a expansão do ensino superior no Pará. “Tendo em vista as vastas possibilidades geradas pelos avanços no ensino superior, decidimos apoiar este projeto e criar uma estrutura que possibilite ainda mais o crescimento para a região de Parauapebas”, afirmou.

O prefeito da cidade destacou que este é um passo muito significativo para o desenvolvimento sustentável da região. “Esta é a realização de um projeto que vem sendo planejado ha bastante tempo. Agora é hora de trabalharmos intensamente para avançarmos neste projeto e colocar em prática tudo aquilo que sonhamos para os nossos jovens”, enfatizou Darci Lermen.