LUTA ANTIGA
A primeira vez que os trabalhadores ganharam um processo de horas in itinere contra a Vale foi em 1988. O presidente era Odílio Rosa da Hora e o advogado do sindicato, salvo engano, o Dr. Osvaldo Pinto Coelho, de saudosa memória, e contra parente nosso. E, na seqüência, o Metabase, de uma ou de outra forma, jamais deixou de questionar e buscar esse direito do trabalhador. Acompanhei tudo isso, passo a passo.
OS LOUROS
Por isso, posso pronunciar-me ex-cátedra quando toco o assunto. Vamos ser justos e dar os méritos da vitória no atual processo para o Metabase, que é quem representa os trabalhadores, sem tirar a parcela dos demais empenhados na questão. O que soa estranho é um advogado que vive de ações trabalhistas querer chamar a si os louros pelo atual acordo, por que a partir dele o advogado perde e os trabalhadores ganham por que não terão mais descontados 20% nesse item em rescisões.
INFORMAÇÕES
E as horas in itinere são apenas mais uma das conquistas auferidas na luta contínua do Metabase. Entretanto em seu direito do contraditório, o ilustre leitor afirmou que fomos enganados ao tratar do assunto aqui, na semana passada. Mas com as informações fidedignas de que dispomos, reiteramos que as obras decorrentes das multas no processo só serão realizadas no município em função da atitude firme que Macarrão assumiu no decorrer das discussões.
QUERIA DIM DIM NA CONTA
Explicado em miúdos: o valor dessas obras gira em torno de R$30 milhões, investidos diretamente pela Vale, reservada à prefeitura e a quem de direito total liberdade de fiscalização. Mas não era isso que queria o Prefeito. Darci propunha baixar esse valor até para R$10 milhões, contanto que fosse o dinheiro depositado na conta da prefeitura, do que o líder sindical firmemente discordou. Por que esse filme todos nós já conhecemos.
INTERESSES MÚTUOS
E Darci acalenta um velho sonho: tomar a direção do Sindicato, para transformá-lo em braço político-eleitoral. Sua base aí é uma turma que se intitula “Oposição”. Darci tem financiado para eles advogados, suporte em invasão da sede do sindicato com subtração de documentos, e lhes dá empregos-fantasmas na administração. Em troca, eles ajudam Darci nas ações alopradas, como aquela de fechar a ferrovia, e fomentar dissidências.
TRABALHADOR APLAUDE
Fiéis, naquela ocasião, eles estavam lá, jogando pedras no trem. Um deles até comprou um estilingue no “Um e Noventa e Nove” em cima da hora, mas a borracha arrebentou, o que deixou Darci tão irado que ameaçou demiti-lo da “folha 2”. (Ele pode ser visto junto do prefeito nas filmagens). Esses e os advogados ligados a Darci Lermen são os que estão contrários ao acordo das horas in itinere que o trabalhador aplaude.
IMAGENS, MAIS QUE PALAVRAS
E naquele famigerado ato do prefeito um companheiro dele, ao invés de pedras, atirava pipocas, e quando acertava o maquinista, gritava: conheceu, papudo! E foi fotografado no ato. Já nas fotos da assinatura do Acordo das horas in itinere vemos Macarrão mas não vejo os advogados que estão tentando trazer a si o mérito do líder sindicalista.
FOI JUSTO
A turma da “Oposição Metabase” e o prefeito estão aborrecidos com o acordo. E não era para ser diferente. Pois cada trabalhador saiu ganhando agora, em média, mais R$20 mil para sua família e entre 7% e 16% de aumento no salário. E a população ganha obras, lazer, escolas de que necessita e que o prefeito não faz. Para o trabalhador e para a população, um bom acordo. Se para Darci e os dele não foi bom, lamento. Mas ganhou quem merece: a categoria, o povo, a maioria. Aplausos para Macarrão.
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