Polícia

Presos em São Félix acusados de serem mandantes da morte de Carlos Cabral

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria foi assassinado na cidade, na última terça-feira, 11. Ele já vinha sendo ameaçado de morte

A Polícia Civil prendeu, na manhã deste domingo (16), na zona rural de São Félix do Xingu, dois dos três suspeitos de serem os mandantes do assassinato do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Rio Maria, Carlos Cabral Pereira. Ele foi morto com três tiros na cabeça, no Bairro Planalto, na última terça-feira (11). Até o momento, os nomes dos acusados não foram divulgados.

Por determinação da Diretoria de Polícia do Interior (DPI) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SEGUP), foram mobilizadas, a fim de dar uma resposta rápida para o crime, equipes da Delegacia de Conflitos Agrários de Redenção (Deca), Núcleo de Inteligência Policial (NIP), Superintendência do Alto Xingu e Superintendência do Araguaia.

Hoje, em operação policial na zona rural de São Félix do Xingu, os policiais cumpriram dois dos três mandados de prisão temporária (30 dias) contra os acusados de terem sido os mandantes do crime; e sete mandados de busca e apreensão domiciliar contra outras pessoas envolvidas no crime, as quais foram autuadas por posse ilegal de arma de fogo.

O crime

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria (STR), Carlos Cabral, foi assassinado na tarde de terça-feira (11), por volta das 16h, no Setor Planalto da cidade. Ele foi executado por dois homens que estavam em uma moto Honda Biz Preta. Eles fizeram quatro disparos, provavelmente de revólver calibre 38, contra o líder rural, três dos quais acertaram a cabeça de Cabral, que ainda chegou a ser removido em ambulância do Samu ao Hospital Municipal, mas já deu entrada sem vida.

Cabral vinha sendo ameaçado de morte por conta de, ao longo dos anos, ter liderado várias invasões de terra naquela região. Já havia sofrido, inclusive, outros atentados de morte, mas sempre escapava.

Carlos Cabral foi o terceiro presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria assassinado no exercício do cargo.

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