OAB quer força federal para conseguir prender foragido prefeito de Tomé-Açu

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O presidente nacional da OAB, Marcus Vinícius Furtado, irá solicitar ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o envio de força federal para o estado do Pará para tentar capturar os mandantes da morte do advogado Jorge Pimentel, executado a tiros no dia 2 de março, no município de Tomé-Açu, junto com o empresário Luciano Capácio. Segundo a Seccional do Pará, cem dias após o brutal assassinato os mandantes do duplo homicídio, o prefeito de Tomé-Açu, Carlos Vinícius (PMDB), e o pai dele, Antônio Carlos Vieira, continuam foragidos.

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“Faremos gestões junto ao ministro da Justiça para levar esse pleito adiante. Garantir o livre exercício profissional e combater a violência são bandeiras de luta do Conselho Federal”, afirmou Marcus Vinicius.

O advogado e o empresário foram executados quando jantavam em um restaurante junto com amigos. Três pistoleiros participaram das execuções usando pistola e revólver 38. Enquanto dois atiravam contra o empresário, que foi alvejado com mais de dez tiros no peito e na cabeça, o terceiro matou Jorge Pimentel com tiros nas costas e na cabeça, no momento em que a vítima tentava fugir ao perceber que ele também era alvo dos pistoleiros.

Em ofício enviado ao Conselho Federal da OAB, o presidente da Seccional do Pará, Jarbas Vasconcelos, informa que, após mais de três meses do assassinato, a Polícia Civil do Pará foi “incapaz” de capturar os mandantes do assassinato. “A Polícia do Pará foi incapaz de capturar os mandantes desse crime. Assim sendo, vigilantes no esclarecimento dos fatos e responsabilização dos autores por dever de ofício, requeremos a vossa senhoria que oficie com urgência ao ministro da Justiça a fim de que disponibilize Força Federal ao Estado do Pará, para fins de captura dos mandantes Carlos Vinícius e Antônio Carlos Vieira”, afirma Jarbas Vasconcelos, em seu ofício.

Familiares das duas vítimas denunciam que Vinícius, através de bilhetes e telefonemas, está administrando Tomé-Açu, desafiando a Justiça e a polícia paraense. Por outro lado, o Poder Legislativo local estaria omisso, quando já poderia, dizem os familiares de Capácio e Pimentel, ter definitivamente afastado do cargo o prefeito foragido. 

Advogado do PSDB, Pimentel intermediava a ida de Luciano Capácio, que estava no PMDB, partido do prefeito Carlos Vinícius, para o partido tucano. Nas negociações engendradas por Pimentel com o PSDB de Tomé-Açu, Luciano apoiaria o ex-prefeito tucano Francisco Eudes na disputa por uma vaga a deputado estadual, nas eleições do próximo ano e, em 2016, Eudes daria seu apoio para eleger Luciano prefeito de Tomé-Açu. Segundo as investigações feitas pela Polícia Civil, isso teria desagradado Carlos Vinícius, que teria encomendado a morte de seu ex-amigo e correligionário.

O diretor do Departamento de Polícia do Interior do Pará, delegado Sílvio Maués, disse que as investigações para captura dos investigados pela morte do advogado Jorge Pimentel e do empresário Luciano Capácio “continuam sendo realizadas pela Polícia Judiciário do Estado do Pará de forma ininterrupta, visando dar cumprimento aos mandados de prisão que estão em aberto”. “É importante que se entenda que a investigação segue o tempo da investigação, não a pretensão de quem investiga ou de terceiros em ter um crime elucidado dentro de prazos que acredite ser razoável para sua conclusão”.

Fonte: Jornal do Brasil

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