O Rei está morto. Viva ao Rei!

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Valmir da Integral, do PSD foi eleito prefeito de Parauapebas.  Não foi com meu voto, quero deixar bem claro!

Não que não o merecesse. Pelo contrário, Valmir é empresário de sucesso e certamente fará de Parauapebas uma cidade melhor de se viver, espero!

Sem querer aqui justificar, aceito democraticamente a derrota e lembrando-me de uma frase atribuída a John Kennedy (“a vitória tem mais de uma centena de pais – a derrota, por outro lado, essa, é órfã.” ) afirmo ser ela a mais pura verdade.

Ao perdedor cabe lamber as feridas, ao ganhador a glória junto com os “pais” da conquista.

Quem realmente é o pai dessa esmagadora vitória do Valmir?

Eu, pessoalmente, a atribuo ao PT.

Não consegui enxergar nas pessoas a quem tive acesso essa quantidade de votos atribuídas nas urnas ao candidato do PSD.

Valmir ganhou a eleição não porque tem um eleitorado fiel ou por ser um político com prestígio. Ganhou porque a população não admite mais ser governada por alguém ligado ao PT. Pode-se atribuir muito mais dos sessenta por cento dos votos conseguidos por Valmir ao descrédito pelo qual passa o PT em Parauapebas.

Esse descrédito se dá, além da rejeição normal advinda de oito anos de governo, ao desencanto pelo qual passa o partido, local e nacionalmente. Nacionalmente, temos o julgamento do mensalão pra aterrorizar os aliados petistas. Na municipalidade, nos damos com um governo que até trabalhou muito, mas que não priorizou resolver problemas essenciais tão cobrados pela população, tais como solucionar a falta de água em alguns bairros; minimizar os impactos que um trânsito tão caótico causa no eleitor;  resolver o transporte público e terminar o hospital municipal.

A relação dos eleitos para a Câmara Municipal em 2013 é um exemplo do que falo e serve para mostrar que  a situação, rejeitada nas urnas, foi a grande vencedora na escolha do Legislativo.

Não pense Valmir que Parauapebas é uma cidade fácil de governar só porque tem muito dinheiro nos cofres. Claro, o dinheiro minimiza muito as dificuldades, mas não se pode negar que um município que cresce com índices pouco vistos no mundo como Parauapebas, que a cada duas horas recebe uma nova edificação residencial, um município cujo o prefeito tem que fazer as vezes de governo do Estado para que as coisas funcionem, mesmo precariamente, não deve mesmo ser fácil de ser administrar.

Para se governar um município do porte de Parauapebas é preciso, acima de tudo, de pulso firme com o secretariado. Darci não teve esse pulso. Deixou-se iludir pelo poder e foi sorrateiramente sendo tirado do poder mesmo sentado na cadeira mais macia do Morro dos Ventos. Darci falhou com o povo pois confiou muito em quem não merecia confiança. Demorou anos para trocar cabeças que nunca deveriam ter sido colocadas no governo. Atendeu como que puxado pelo cabresto aos pedidos das tendências petistas que pouco lhe trouxeram de ganho e que mantiveram seu governo sob terrorismo político que somente há pouco teve recesso, um recesso bélico já que estavam em plena batalha.

Não apoiei a candidatura do Valmir por quatro motivos.

1 – Tenho há anos uma relação de amizade com Bel Mesquita e não me sentiria bem me envolvendo em uma campanha contra ela.

2 – Aprendi a gostar do amigo Darci, a quem atribuo o título de “encantador de serpentes”, tendo com ele uma relação de amizade e respeito e na qual sempre preferi ouvir sua versão dos fatos, me envolvendo nos problemas antes de criticá-lo. Assim tornei-me um porta-voz do que esse governo fez de bom e um torcedor para que ele desse certo. Vi vários erros serem cometidos e tentei avisar que eles iriam prejudicar um projeto futuro. Nunca fui daquelas pessoas que abandonam o barco quando ele está pra afundar. Vi a derrota muito antes dela acontecer e não me senti confortável em sair só porque ela era iminente e irreversível. Sou assim, os que me conhecem sabem.

3 – Tenho sérias restrições a alguns pseudoscorpiones que supostamente estavam do lado do Valmir. Acredito que eles, assim como algumas tendências petistas fizeram com o Darci, atrapalharão ou mesmo impossibilitarão um bom governo do PSD local. Não coloco um grão de fé em quem muda de lado por conveniência. Não vou citar nomes para não constranger ninguém. Um deles já recebeu das urnas a resposta por tudo que foi politicamente falando e certamente essa resposta fará com que ele reveja seus conceitos e procure mudar suas atitudes.

4 – Vi nos olhos do Couto um compromisso assumido de que com ele seria diferente e que as coisas iriam ser tratadas de forma clara e objetiva.

Para mim a campanha acabou. Sinto-me derrotado, mas encorajado em continuar com este espaço sempre no sentido de fazer algo mais por Parauapebas.

Não existe mais 10, 12, 13, 44, 50 ou 55. O que existe agora é uma Parauapebas que cresce e precisa ser cuidada a todo momento. É hora da oposição se formar e construir um projeto que encante os eleitores daqui a 4 anos. É hora da situação se juntar aos aliados e por em prática o projeto que supostamente encantou os eleitores hoje.

Ao Valmir meus parabéns pela vitória. Ela foi avassaladora e tenho certeza que lavou a alma de muitos.

Espero sinceramente que saiba usar essa atribuição de líder que a população de Parauapebas acaba de lhe dar. Que, de forma salomônica, saiba discernir o bem do mal e cortar desde o início as asas daqueles que usam o poder para  perpetuar o mal. Que saiba delegar funções e principalmente cobrar a suas execuções de forma clara e transparente. Espero, Valmir, que você esteja preparado para isso e deixo aqui uma frase de Millôr Fernandes para encerrar o assunto:

há duas coisas que ninguém perdoa: nossas vitórias e nossos fracassos”.

A população de Parauapebas mostrou hoje que não perdoa o fracasso. Lembre-se disso a cada dia, a começar pelo 1º de janeiro de 2013, quando termina a dinastia PT e começa a do PSD.

O Rei está morto. Viva ao Rei!

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