O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) obteve a condenação de dois integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) durante sessão do Tribunal do Júri realizada no dia 29 de maio, na Comarca de Parauapebas. A atuação ministerial em plenário foi conduzida por integrantes do Grupo de Atuação Especial do Júri (GAEJÚRI), em conjunto com o Promotor de Justiça natural do caso.
Os réus foram julgados por homicídio qualificado ocorrido em 3 de fevereiro de 2019, no Bairro dos Minérios, em Parauapebas. Conforme apurado durante a investigação e comprovado nos autos, a vítima foi atraída pelos acusados, privada de liberdade, submetida a tortura e posteriormente executada em contexto relacionado à atuação de organização criminosa.
De acordo com as provas produzidas no processo, os acusados exerciam funções de liderança dentro da facção criminosa, participando de decisões e ações vinculadas à prática de crimes violentos. Um dos condenados, Antônio Carlos de Sousa Silva, conhecido como “Tranca-Rua”, possui ainda vinculação com fatos investigados no episódio conhecido como “Massacre de Altamira”, ocorrido no sistema penitenciário paraense.
Ao final da sessão, o Conselho de Sentença acolheu a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade penal dos acusados pelo crime de homicídio qualificado. Denilson Santos Vera, conhecido como “Dim” ou “Coringa”, foi condenado à pena de 37 anos e 6 meses de reclusão. Antônio Carlos de Sousa Silva, o “Tranca-Rua”, foi condenado a 35 anos de reclusão. Ambos cumprirão a pena em regime inicial fechado.
(Texto: PJ de Benevides/Ascom MPPA)






