Guerra entre PCC e CV tem mais uma baixa em Parauapebas

Em meio a uma briga generalizada, um homem foi assassinado com um golpe de facão no pescoço
Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on twitter
Twitter
Share on print
Imprimir

Continua depois da publicidade

A guerra entre as facções que hoje dominam as cadeias do País e tentam monopolizar o tráfico de entorpecentes nas cidades fez mais uma vítima na manhã desta Quarta-Feira de Cinzas (6), em Parauapebas. Sérgio Andrade Oliveira morreu ao ser atingido no pescoço pela lâmina de um facão, em meio a uma confusão generalizada, por volta das 6h. A desordem começou próximo a uma loja de conveniências, localizada na margem do Rodovia PA-275, e se arrastou até a frente do estabelecimento, onde ocorreu o homicídio. 

Segundo a Polícia Civil, o motivo foi a disputa por território de venda de drogas entre as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho). Dois homens são suspeitos de ter matado Sérgio Andrade Oliveira, que morava na Rua Perpétuo Socorro, Bairro Rio Verde: os amigos Elivan Ferraz do Carmo, também ferido em meio à pancadaria e atendido no Hospital Geral de Parauapebas; e Jorge Eduardo Dias Costa, este foragido e que teria aplicado golpe na vítima, segundo testemunhas que estão sendo ouvidas nesta manhã da 20ª Seccional Urbana de Policia Civil.

Quem atendeu à ocorrência no local do crime foram os investigadores Almeida e Mondego, que fizeram os primeiros levantamentos no local e ouviram os relatos iniciais. Eles se deslocaram até o endereço de Jorge, mas o suspeito não se encontrava mais na casa.

O investigador Almeida contou que no imóvel foram encontrados indícios de que ali funciona uma boca de fumo, uma vez havia, no local, droga embalada pronta para a venda e material de embalagem, tudo deixado para trás por Jorge Eduardo.

Uma terceira vítima da confusão, um homem até o momento não identificado, também foi atingido por golpe de facão em um dos braços, o que lhe causou, inclusive, fratura exposta, devido à violência com que foi atingido. Ele, no entanto, não tinha relação alguma com a briga, estava apenas olhando de perto a balbúrdia, comportamento este não aconselhável nesse tipo de situação e que acaba, muitas vezes, com a morte do curioso.

OUTRA VERSÃO

Uma segunda versão do crime, não oficial. Informada por amigos do rapaz, disseram que ele foi morto “de graça”.

De acordo com a versão, Sérgio Andrade havia pegado uma tampa de isopor caída no chão, que ao brincar acabou quebrando, quando outro rapaz se aproximou dizendo que a tampa era dele. Com a confusão o rapaz foi em sua casa pegou o facão e desferiu o golpe fatal no pescoço de Sérgio.

Publicidade

Relacionados