Guerra entre PCC e CV tem mais uma baixa em Parauapebas

Em meio a uma briga generalizada, um homem foi assassinado com um golpe de facão no pescoço
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A guerra entre as facções que hoje dominam as cadeias do País e tentam monopolizar o tráfico de entorpecentes nas cidades fez mais uma vítima na manhã desta Quarta-Feira de Cinzas (6), em Parauapebas. Sérgio Andrade Oliveira morreu ao ser atingido no pescoço pela lâmina de um facão, em meio a uma confusão generalizada, por volta das 6h. A desordem começou próximo a uma loja de conveniências, localizada na margem do Rodovia PA-275, e se arrastou até a frente do estabelecimento, onde ocorreu o homicídio. 

Segundo a Polícia Civil, o motivo foi a disputa por território de venda de drogas entre as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho). Dois homens são suspeitos de ter matado Sérgio Andrade Oliveira, que morava na Rua Perpétuo Socorro, Bairro Rio Verde: os amigos Elivan Ferraz do Carmo, também ferido em meio à pancadaria e atendido no Hospital Geral de Parauapebas; e Jorge Eduardo Dias Costa, este foragido e que teria aplicado golpe na vítima, segundo testemunhas que estão sendo ouvidas nesta manhã da 20ª Seccional Urbana de Policia Civil.

Quem atendeu à ocorrência no local do crime foram os investigadores Almeida e Mondego, que fizeram os primeiros levantamentos no local e ouviram os relatos iniciais. Eles se deslocaram até o endereço de Jorge, mas o suspeito não se encontrava mais na casa.

O investigador Almeida contou que no imóvel foram encontrados indícios de que ali funciona uma boca de fumo, uma vez havia, no local, droga embalada pronta para a venda e material de embalagem, tudo deixado para trás por Jorge Eduardo.

Uma terceira vítima da confusão, um homem até o momento não identificado, também foi atingido por golpe de facão em um dos braços, o que lhe causou, inclusive, fratura exposta, devido à violência com que foi atingido. Ele, no entanto, não tinha relação alguma com a briga, estava apenas olhando de perto a balbúrdia, comportamento este não aconselhável nesse tipo de situação e que acaba, muitas vezes, com a morte do curioso.

OUTRA VERSÃO

Uma segunda versão do crime, não oficial. Informada por amigos do rapaz, disseram que ele foi morto “de graça”.

De acordo com a versão, Sérgio Andrade havia pegado uma tampa de isopor caída no chão, que ao brincar acabou quebrando, quando outro rapaz se aproximou dizendo que a tampa era dele. Com a confusão o rapaz foi em sua casa pegou o facão e desferiu o golpe fatal no pescoço de Sérgio.

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