Mais de 800 tentativas de crimes ambientais foram evitadas nos últimos cinco anos em um dos maiores blocos contínuos de floresta amazônica do sudeste do Pará, uma área que equivale a mais de 800 mil campos de futebol. A proteção realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio da mineradora Vale, ocorre há mais de quatro décadas no conjunto de unidades de conservação de Carajás, que permanecem fora das estatísticas de desmatamento no Estado.
Esse suporte com foco na proteção é realizado por uma equipe de vigilantes ambientais, treinados e especializados na atuação em ambiente de floresta, que se revezam em operações aéreas, terrestres e fluviais. O foco é o combate a crimes ambientais e a realização de ações de prevenção e combate a incêndios florestais.
Entre os principais registros estão a pesca ilegal com uso de tarrafas, com 451 casos neutralizados e a garimpagem clandestina, com 231 ocorrências. Seguidos da caça ilegal, com 169 episódios e a extração ilegal de madeira, menos frequente, mas ainda presente nas ações de fiscalização.
Na linha de frente desse trabalho está a paraense Silvana Dias Sodré, inspetora florestal e integrante da equipe de guardas da Segurpro, empresa contratada pela Vale para atuar na proteção. “Fazer parte das operações em campo é um orgulho, ainda mais quando se faz o que se ama. Proteger o meio ambiente reflete diretamente no que temos de mais valioso, nossa fauna e flora, não só para nós, mas para as futuras gerações”, afirma.
Garantir a proteção dessa área exige presença contínua e atuação integrada. “A parceria entre o ICMBio e a Vale contribui para ampliar a capacidade operacional das ações de proteção realizadas pelo Instituto, por meio do apoio logístico e estrutural necessário para atuar em uma região extensa e de difícil acesso. Essa cooperação fortalece atividades de monitoramento, fiscalização e prevenção de incêndios florestais, permitindo respostas mais rápidas e eficientes às ameaças ambientais. Os resultados podem ser observados na preservação de uma das maiores áreas contínuas de floresta amazônica protegida do sudeste do Pará”, destaca André Macedo, chefe do ICMBio Carajás.
A Vale apoia a estrutura de proteção, em uma área onde a mineração ocupa cerca de 3% do território total de 800 mil hectares, desde a implantação do projeto Grande Carajás. “O apoio à proteção das unidades de conservação de Carajás reforça o compromisso com o meio ambiente e a atuação integrada com o poder público. A manutenção dessas áreas conservadas é essencial para a biodiversidade e para o equilíbrio climático, com benefícios que vão além da região”, diz Elson Sousa, gerente de Meio Ambiente da Vale.
Uma das maiores áreas contínuas de Floresta Amazônica
O território protegido que se expande por Parauapebas, Canaã dos Carajás, Água Azul do Norte, São Félix do Xingu e Marabá, no sudeste paraense, concentra ativos ambientais relevantes para o país. A Floresta Nacional de Carajás, maior unidade do conjunto, abriga cerca de 11 mil nascentes de água e mais de 3 mil espécies de fauna e flora.
No mosaico, composto por seis unidades de conservação ambientais, estão estocadas cerca de 600 milhões de toneladas de dióxido de carbono na vegetação e no solo superficial, volume equivalente ao emitido por aproximadamente 140 milhões de carros populares movidos à gasolina em um ano conforme estudo científico. A proteção contínua dessas áreas contrasta com o entorno, onde o avanço da ocupação e de pastagens já provocou degradação
O trabalho de fiscalização combina tecnologia, presença permanente em campo e ações de educação ambiental voltadas às comunidades que vivem dentro e no entorno das unidades. Guardas florestais junto com o ICMBio também atuam na orientação de moradores sobre a importância da fauna e da flora, com iniciativas que reforçam práticas de conservação e uso sustentável do território.
“A participação da sociedade é essencial nesse processo e a população pode contribuir evitando queimadas, denunciando atividades ilegais, respeitando as normas das unidades de conservação e adotando práticas ambientalmente responsáveis no dia a dia”, conclui André Macedo.
(Ascom Vale)