Pará

Em menos de 25 anos, militares inativos do Pará serão exército maior que ativos

Pelos cálculos do Ipea, 99% do atual efetivo militar atualmente nas ruas devem descansar em 22 anos. Atualmente, estado possui 18.115 militares na ativa e 5.902 inativos.

Um estudo inédito divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que até 2046 o número de militares inativos (policiais e bombeiros) do Pará será superior ao de ativos, com base em diversas simulações feitas pela entidade. O Blog do Zé Dudu folheou a nota técnica intitulada “Entrada em inatividade dos militares estaduais brasileiros: quadro comparativo e projeções”, que analisa em 28 páginas números que pautam a previdência de militares das Unidades da Federação.

De acordo com o estudo, o Pará possui hoje aproximadamente 5.900 militares na reserva e pouco mais de 18.100 na ativa. Os inativos representam 33% do volume de homens que estão no batente. No entanto, o Ipea alerta que o Pará, juntamente com os estados de Goiás, Piauí e Sergipe, deverá assistir a saídas intensas de seus militares até 2026, passando da ativa para inatividade, em volume superior à metade do efetivo atual.

Em 2021, aproximadamente 3.800 militares devem marchar para a inatividade e cinco anos após esse número deve aumentar para 9.400. Já em 2031, serão cerca de 11.100 ativos que terão deixado o posto, subindo para pouco mais de 13.900 em 2036 e avançando para 17.900 em 2041 até chegar a quase 20.100 em 2046. Matematicamente, 99% do atual efetivo militar atualmente nas ruas devem descansar em 22 anos.

“Em síntese, o estoque de inativos deve aumentar substancialmente no decorrer dos próximos vinte anos sob as regras vigentes”, aponta o Instituto, esclarecendo que as alterações nas condições de passagem para a inatividade que afetem apenas os novos militares “seriam insuficientes para reduzir o encargo que a folha de pagamentos representa nas finanças públicas estaduais”.

Em 2017, de cujo ano foram extraídos os dados do levantamento, um praça levava 23 anos e um oficial, 20 para chegarem ao topo da carreira militar no Pará.

Concurso para 7.000

Na semana passada, o governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou que um novo concurso público será realizado para preenchimento de vagas da Polícia Militar do Pará, o qual deve ofertar 7.000 vagas. Segundo consta, o certamente vai selecionar para as carreiras de praça, oficiais, praça auxiliar de saúde, praça de música e oficiais de saúde. As oportunidades deverão englobar opções para quem possui níveis médio e superior.

Um comentário em “Em menos de 25 anos, militares inativos do Pará serão exército maior que ativos

  1. Deodato Alves Júnior Responder

    A atividade policial e bombeiros militares é diferente dos demais servidores. Para ser professor é fiscal de tributos, por exemplo, não há obrigatoriedade de estar 100% fisicamente, ficar 24 hs acordados, ter discernimento em questão de segundos para salvar vidas ou correr riscos de perder a suas. Logo, tem que trabalhar menos anos.

Deixe seu comentário