Carajás, Tapajós e a Região Metropolitana de Belém

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

Por Welney Lopes

Independente do resultado do plebiscito, o Pará estará, inevitavelmente, dividido. E, não há com que se preocupar caso a vitória seja do SIM. A vida da população do Pará remanescente não será afetada em absolutamente nada, exceto pelo fato de que a forma e extensão geográfica do estado do Pará estarão alterados, dados estes que, mais de 90% dessa mesma população, não tem a menor noção de quais são.

Não há também com que se preocupar, caso o SIM tenha sucesso, com a vida da população dos dois novos Estados. A verdade é uma só: a vida dessa população melhorará muito com o SIM. Negar isto é a maior mentira que alguém poderá pregar.

Preocupante, e muito, é a possível vitória do NÃO. E se falarmos em probabilidades ela não é pequena. Em sendo vitorioso o NÃO, novamente a vida da população do Pará que seria remanescente não será absolutamente afetada em nada e mais de 90% continuará sem saber quais são a forma e a extensão geográfica do Estado.

Ou seja, o plebiscito e seu resultado não acrescenta e nem retira nada da população da região metropolitana de Belém e noroeste do Pará. Nem mesmo conhecimento de geografia. Isto só interessa à elite dominante e aos políticos da RM de Belém.

As consequências desastrosas, caso o NÃO sagre-se vencedor, ocorrerão nas regiões divisionistas (Carajás e Tapajós).

Não tenham dúvidas de que aquilo que já é ruim ficará muito pior. A mão pesada do Estado – que nas regiões é traduzida pela quase ausência – se mostrará muito mais dolorosa. A vida da população dessas regiões não será nada fácil. Dizer que não haverá retaliações é outra grande mentira que ninguém, sério, ousaria pregar. Os Senhores do Estado serão impiedosos!

Portanto, esse plebiscito interessa, de verdade, apenas para a população das regiões divisionistas e para a casta dominante de Belém, que independente da coloração partidária, faz parte da mesma trupe que domina a política paraense há várias décadas.

Para a população da Região Metropolitana de Belém, que decidirá verdadeiramente o plebiscito, o resultado não tem importância nenhuma em suas vidas. Estão na zona de conforto dos cavalos em desfile de 7 de setembro. Serão apenas a grande e mais importante massa de manobra. Cabe saber quem será o melhor manobrista. E como na última eleição para o Governo, temos baianos e paraenses na direção e em lados opostos. Os baianos falharam naquela.

Preventivamente, cabe aos que buscam os louros de uma possível vitória do SIM saber que suas também deverão ser as responsabilidades pelas mazelas e nefastas consequências, para as populações divisionistas, de uma possível vitória do NÃO. Grandeza será não se furtarem a isto.

Publicidade