Que venha o novo governo, com pozinhos e varinhas mágicas… Parauapebas agradece !

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opiniaoFaltando pouco mais de sessenta dias para o término do governo Valmir Queiroz Mariano, o que se constata quando se vai a alguns dos órgãos públicos da prefeitura de Parauapebas é que o governo jogou a toalha. Uma total apostasia tomou conta de comandantes e comandados. Poucos são as secretarias e autarquias que ainda procuram terminar com dignidade a gestão.

Tudo bem que esse governo nunca foi sequer nota média no quesito política, e a apraxia demonstrada em períodos nefrálgicos da gestão podem facilmente confirmar essa afirmação. Todavia, um número significativo de obras e ações foram realizadas pela gestão Valmir Mariano e algumas delas parece que não interessam mais, talvez por falta de recursos ou mesmo em virtude do pequeno espaço de tempo que resta ao gestor para concluí-las. A verdade é que, aparentemente, a maioria dos servidores só aguarda o último trem passar para embarcar.

No apagar das luzes alguns problemas que pareciam solucionados voltaram a aparecer. Um deles é a falta d’água em bairros periféricos, que esta semana gerou mais uma demissão no Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas. Segundo o gestor tapa buraco escalado para a autarquia, o chefe de gabinete Wanterlor Bandeira, as ações imediatas serão no sentido de minimizar a falta de água com o uso de caminhões pipas nas localidades onde o precioso líquido não tem aparecido.

O abastecimento regular de água em Parauapebas será um quesito no qual a nova administração terá que investir pesado em buscas de soluções, não só para que a água chegue nas residências, e sim na produção, já que o Rio Parauapebas, ainda em outubro, apresenta um nível jamais visto.

Aconselho ao staff a ser escalado pelo futuro gestor para o Saaep que procure novas fontes para captação de água, pois contar apenas com o Rio Parauapebas será de uma irresponsabilidade  enorme. Quem sabe um convênio com a Vale para trazer a água usada nas minas de Carajás  possa ser uma solução imediata.

Em que pese à futura gestão, Darci já afirmou que só anunciará seu secretariado em 28 de dezembro, ou a três dias da posse. Certamente falará antes com cada um dos futuros escolhidos pedindo a eles que não vazem a informação nem para suas famílias.   Mas essa estratégia pode provocar a volta de um velho dilema das gestões Darci Lermen: o fogo amigo.  Aqueles que trabalharam na campanha, que se dedicaram para que Darci se elegesse, e que não forem chamados para aquela conversa ao pé do ouvido terão a certeza de que estarão de fora. E é aí que o caldo entornará, já que, segundo a lenda, aliados insatisfeitos são piores que os piores inimigos.

Sou por natureza um observador, um ouvinte dedicado e atento em tudo relacionado à politica local. Tenho acompanhado que nas redes sociais, boa parte do grupo que apoiou Darci continua criticando de forma veemente a atual administração. Alguns deles tratam vereadores eleitos e/ou reeleitos de forma jocosa e desrespeitosa sem que nenhum tipo de admoestação seja proferida pela coordenação da campanha ou pelo núcleo duro da futura gestão Darci Lermen.

Ora, será que esse grupo pensa que Darci não vai precisar desses vereadores? Que os problemas de Parauapebas serão milagrosamente resolvidos no primeiro minuto de 2017 através de um pozinho milagroso que o futuro prefeito trouxe da Bahia e que espalhará pelos quatro cantos do município? Ou que o prefeito eleito tem uma varinha mágica que usará quando necessário para que médicos não voltem a reclamar de seus salários; que sindicatos não organizem greves por melhores salários e condições de trabalho; que empresas não busquem na justiça por serem preteridas nas licitações; que o Rio Parauapebas volte ao seu nível normal ocultando o problema do abastecimento de água no município…

Já disse isso aqui e volto a dizer: Darci é um encantador de serpentes quando se fala de seu papel político. Agora, não pensem que ele terá um mar tranquilo para navegar. O futuro prefeito, ou o prefeito eleito terá sérios problemas políticos para agregar todos os partidos que com ele estiveram; terá sérios problemas financeiros com a arrecadação em queda livre como vem ocorrendo em Parauapebas; terá sérios problemas administrativos quando tiver que demitir para conter os gastos; terá sérios problemas sociais com a falta de poder de investimento que o município vive hoje.

A vida é assim: enquanto alguns trabalhadores aguardam de forma morosa a aposentadoria, outros buscam com virilidade o primeiro emprego. Assim está Parauapebas. O atual governo doido para que o mundo acabe em barranco pra morrer encostado, não vendo a hora de chegar o dia 31, e o futuro não vendo a hora de tomar posse.

Bem disse  o político, diplomata, historiador, jurista, orador e jornalista pernambucano Joaquim Nabuco: “Tudo visto de longe é diverso do que realmente é e para ter-se o verdadeiro ponto de vista é infelizmente necessário estar de dentro.”

Aguardemos o 1º de janeiro !!!

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