Comentário colhido no post “Mudanças no Hospital Municipal”, merece ser analisado:
Sou funcionária do HMP e tenho algo a dizer.
É difícil manter a solidariedade e a cumplicidade quando se está indo no rumo errado. Parece-me este ser o caso aqui em questão. Quem entrar na direção daquele hospital inevitavelmente sairá chamuscado, pra não dizer carbonizado. Lembro de Dr.ª Ana Paula sacrificando parte de sua vida pessoal pra ser apenas médica e diretora. Mesmo assim seu trabalhado não foi reconhecido. Seria a Dr.ª, na verdade, incompetente? Creio que não.
O problema não é de agora, vem desde antes da criação do hospital, antes mesmo de Parauapebas existir. Não conseguimos até hoje nos convencer que, melhor do que ter um hospital que nos cure, é não adoecer. Falo, lógico, de atenção básica, de ações preventivas. O lugar onde não há prevenção e promoção de saúde e educação sobre como cuidar de si mesmo, fica refém dos hospitais. Esse é caso de Parauapebas onde o saneamento é insuficiente, os postos não funcionam adequadamente, a escola não fala de saúde, a assistência social não caminha pra garantia de direitos.
Desejo sorte à Maquivalda, pessoa que estimo com reservas, mas sei que o foco não deve ser ela e nem o hospital, e sim o que leva as pessoas a precisarem tanto do hospital.
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