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Parauapebas

Moradores protestam contra instalação de linhão em Parauapebas

A linha de distribuição Parauapebas II passará pelos bairros de Apoena, Nova Carajás, Amazonas e Aporá e, segundo os moradores, há risco de descarga elétrica. Celpa promete avaliar questões levantadas

A construção da linha de distribuição elétrica Parauapebas II (chamada de linhão) está causando problemas entre a Celpa e os moradores dos bairros de Apoena, Nova Carajás, Amazonas e Aporá. Isso porque serão instalados postes de alta tensão (138 mil volts) em área residencial e, segundo a reivindicação dos moradores, há riscos para a saúde da população e danos à natureza.

A Celpa alega que a obra é de grande importância para atender ao fornecimento de energia do município. No entanto, os moradores apontam outras áreas na cidade onde o linhão poderia ser instalado. Entre eles está a PA-275. Só que a Prefeitura afirma que pretende duplicá-la e, por isso, não seria viável. Já o advogado da Associação de Moradores, Rafael Braz, explicou que esta justificativa não é válida, pois basta que a Prefeitura adeque o projeto de duplicação, inserindo a implantação destes postes.

Braz informou que a obra foi denunciada ao Ministério Público do Pará, mas que ainda não houve uma resposta. Também foi contratado um engenheiro eletricista, para que fizesse a avaliação técnica e, com este laudo, será aberta uma ação popular “para tentar na via judicial, conseguir defender os direitos dos moradores”, explicou.

Problemas estruturais também foram apontados pelo advogado. Por exemplo, largura das calçadas, transporte e aterramento dos postes, que podem colocar em risco a segurança de pedestres e a estrutura de imóveis. “Os postes têm 30 metros de altura e mais de um metro de largura. Precisariam ter uma área de servidão e de segurança de 16 metros em círculo (oito metros para um lado e oito metros para o outro) e não existe esse espaço nas calçadas. Sabemos que a calçada serve para que o cidadão tenha o seu direito de ir e vir garantido em todos os lugares da cidade. E isso a gente vai perder”, lamenta Braz. Quanto a esta denúncia, a Celpa informa que está adotando o padrão aplicável para áreas urbanas, mantendo 2,6 metros de distância de segurança, sendo 1,3 metros para cada lado, a partir do cabo condutor.

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Em relação à altura dos postes, a empresa também esclarece que o projeto atende às normas vigentes, pois a distância mínima adotada será de 10,5 metros do solo, ficando 2,5 metros acima do que determina a norma e, assim, elimina os supostos riscos de exposição à radiação eletromagnética.

Os moradores também apresentaram outras denúncias, mas a Celpa informou para a nossa reportagem, através de sua Assessoria de Comunicação, que serão apuradas e avaliadas por sua área técnica.

Em relação ao aterramento, os cidadãos alegam que o adequado é feito com material específico, que seria um fio de cobre de espessura de 50cm, porém a Celpa está usando um fio de alumínio. “Ela está barateando o custo, em detrimento da segurança da população e de seu próprio projeto”, denuncia Braz.

Quanto à escavação, o laudo técnico do engenheiro contratado pelos moradores aponta que os postes têm 30 metros de altura e três metros de fundura, mas, segundo a regulamentação, seriam necessários 3,5 metros, no mínimo. O advogado também informou que a escavação está causando outro problema. Segundo ele, alguns lugares onde os postes serão fixados estão ao lado de encanamento que fornece água para a cidade toda. “Além do risco de contaminação, há ainda o risco de danificar um cano desses e parar o fornecimento de água na cidade”, denuncia.

Outra questão levantada é em relação ao transporte dos postes, que está sendo feito irregularmente. Braz nos explicou que é necessário que estes equipamentos sejam envoltos em uma manta específica, mas estão sendo levados de forma inadequada, o que prejudica sua estrutura. “Quando for instalado, o poste pode rachar, pode ter algum problema estrutural e, depois de algum tempo, se deteriorar e cair”, teme o advogado.

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  1. É importante realizar reuniões e audiência pública para esclarecimentos à comunidade. Esse ritual precisar ser feito do início do projeto. Quem emitiu a licença levantou todos os questionamentos?

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