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Marabá: Sindicato do Comércio prevê crescimento de 4,3% este ano, seguindo tendência nacional

CDL, menos otimista, afirma que, “se empatar com as vendas de 2016 já está muito bom”
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Por Eleutério Gomes –  de Marabá

Segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), as vendas natalinas este ano, em todo o País, devem movimentar aproximadamente R$ 34,3 bilhões, registrando um crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2016. Os motivos dessa previsão otimista, segundo o economista Fábio Bentes, da CNC, são a baixa inflação, a queda de juros, a e recuperação do mercado de trabalho e da confiança do consumidor, “que está menos receoso de comprar e assumir prestações”. A CNC também prevê a contratação de 73,1 mil trabalhadores temporários.

Em Marabá, segundo o Sindicom (Sindicato Patronal do Comércio Varejista), as três campanhas ocorridas este ano – Saldão de Aniversário, Liquida Geral e Black Friday – com o movimento considerado muito bom, deixaram o comerciante bastante otimista e foram a sinalização de que as vendas natalinas seguirão o mesmo ritmo.

O assessor executivo do Sindicom, Raimundo Alves Neto, ouvido pelo Blog, disse que a CNC acertou em cheio na previsão do crescimento de vendas e afirmou que Marabá seguirá esse ritmo. Quanto às contratações temporárias, a previsão é de que o comércio contrate cerca de 400 pessoas neste final de ano. “Aliás, essas contratações já estão acontecendo”, observa ele.

Neto credita a confiança do setor ao crescimento – mesmo tímido – da economia, à baixa da inflação e, especialmente em Marabá, ao fato de este ano o funcionalismo municipal estar recebendo em dia, sem atrasos, como ocorreu no ano passado.

Ainda segundo ele, as três campanhas, além de aquecerem as vendas, possibilitaram ao comerciante vender cerca de 70% do estoque que estava nos depósitos em razão da crise econômica. “Isso facilitou para que o empresário conseguisse renovar o estoque para as vendas de fim de ano”, informa o representante do Sindicom.

Neto afirma que, de acordo com sondagem entre o consumidor local, este ano já é possível dar presentes “de verdade”, em vez de lembranças, como em 2016. “Com a recuperação da economia, os eletroeletrônicos estão em primeiro lugar por quem vai presentear parentes e amigos, com o telefone celular assumindo a liderança”, afirma ele, acrescentando que, depois, vêm os eletrodomésticos, seguidos de outros como perfumes etc.

CDL vê outro cenário

Porém, o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Marabá, Pedro Lopes de Brito, também ouvido pelo Blog, não está muito otimista em relação às vendas natalinas no comércio local. Para ele, a situação da economia, “não só em Marabá quanto no resto do País”, não teve mudança visível: “Se as vendas deste ano empatarem com as de 2016 já está muito bom”, afirma Lopes, informando que o fato de o município – hoje o maior empregador em Marabá – estar pagando o funcionalismo em dia, não possibilitou, por exemplo, a recuperação do crédito daqueles que começaram o ano inadimplentes.

“Não aconteceu nada em Marabá em 2017, não houve novos empreendimentos e o desemprego segue alto. Ou seja, não tem dinheiro novo circulando”, afirma, desaminado.

 Para ele, apenas a regularização do pagamento da folha do município, hoje em cerca de R$ 28 milhões, pouco influencia na movimentação do comércio. “O que aconteceu é que a pessoa criou um novo crediário em cima do que estava devendo e vai pagando o novo valor pelo qual assumiu a responsabilidade”, diz, acrescentando que a inadimplência continua alta em Marabá, “pois não houve muita recuperação de crédito este ano”.

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  1. Engraçado essas análises do SIDICOM Marabá, toda vez que sai na imprensa é simplesmente a fala do nobre assessor, números e dados provenientes de algo mais sistemático nunca vem. De onde é que ele tira essas informações do comércio de Marabá? Há quem acredite nelas, mas é muito curioso ainda mais em um país em que apesar das circustâncias possuem instituições de pesquisa como IPEA, IBGE, FGV, as próprias federações empresariais e que certamente devem disponibilizar metodologias que podem subsidiar a produção de dados para esse segmento econômico tão importante que é o comércio local. Bora sair do amadorismo e do senso comum a era da inofrmação já chegou faz é tempo.

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