Justiça do Pará aceita recuperação judicial do grupo Jari

As empresas do grupo que entraram em recuperação judicial empregam cerca de 700 trabalhadores diretos e dois mil indiretos
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A Justiça do Pará aceitou, na terça-feira (16), o pedido de recuperação judicial das empresas do grupo Jari, que entre outras atividades produz celulose solúvel no Vale do Jari, região amazônica entre os Estados do Pará e do Amapá, e é controlado pelo empresário Sérgio Amoroso. A dívida total sujeita ao processo é de R$ 1,75 bilhão. A intenção é apresentar o plano de recuperação dentro dos 60 dias previstos em lei.

Em entrevista ao Valor Econômico, o presidente da Jari Celulose, Patrick Nogueira, disse que o grupo está conversando com os credores com o intuito de elaborar um plano de recuperação judicial que atenda a todos. “A Jari é um caso de recuperação judicial. Temos um mercado maravilhoso e só precisamos de tempo para arrumar a casa”, afirmou.

No deferimento, a juíza Rafaella Moreira Lima Kurashima, da comarca de Almeirim e do distrito de Monte Dourado, reconhece o argumento do grupo de que uma série de eventos prejudicou a expansão dos negócios nos últimos anos, incluindo a “má escolha” de prestadores de serviços.

A Jari Celulose teve problemas na conversão da fábrica de celulose de fibra curta para a celulose solúvel há alguns anos, o que levou à paralisação da operação por um longo período. Em meados do ano passado, a situação financeira se agravou e a pressão dos credores acabou se refletindo na atividade de empresas do grupo. Diante disso, os bancos BTG Pactual e Bradesco foram mandatados pela Jari Celulose para encontrar um sócio para a empresa. Naquele momento, não estava definido um limite para a fatia que seria vendida ao futuro sócio.

Em abril deste ano, as contas da Jari acabaram bloqueadas pelo Banco do Brasil, levando-a a paralisar parte de sua produção. As empresas do grupo que entraram em recuperação judicial empregam cerca de 700 trabalhadores diretos e dois mil indiretos. 

Fonte: Valor Econômico

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