Parauapebas

Intolerância e certeza da impunidade tira a vida de mais um trabalhador em Parauapebas

Mais um fim de semana triste em Parauapebas. Apesar deste ter sido o fim de semana de abertura da FAP 2013, uma das maiores feiras agropecuárias do Pará, tristeza e …

imageMais um fim de semana triste em Parauapebas. Apesar deste ter sido o fim de semana de abertura da FAP 2013, uma das maiores feiras agropecuárias do Pará, tristeza e desolação foi o que se viu em virtude do assassinato covarde do agente municipal de  de trânsito Geraldo Nunes Rodrigues, morto a facadas por um rapaz de apenas 17 anos após uma discussão, por volta das 19 horas da noite de sábado (31), quando Geraldo Nunes estava trabalhando na operação de organização do trânsito nas proximidades do parque onde ocorre a Feira de Agronegócios de Parauapebas.

A Polícia Civil não divulgou nota esclarecendo os detalhes do assassinato, todavia, testemunhas afirmam que o agente de trânsito havia apreendido e guinchado o veículo de seu algoz, já que o mesmo não era habilitado e quando o veículo já estava em cima do guincho o menor voltou ao local em companhia do pai, que supostamente teria dado cobertura para o filho, e assassinou Geraldo Nunes com várias facadas, se evadindo do local após o crime.

Ainda segundo as primeiras informações, o pai do assassino foi preso em fragrante pela polícia militar que auxiliava na organização do trânsito e conduzido à delegacia de Polícia Civil.

Geraldo foi encaminhado com urgência ao Hospital Municipal Teófilo Soares, mas não resistiu aos ferimentos.

Em nota a Prefeitura Municipal de Parauapebas se solidarizou com a família do servidor afirmando que irá disponibilizar todo apoio psicológico e social necessário à família.

Geraldo era casado e tinha dois filhos, de 3 e 6 anos.

Em repúdio pelo ato, os colegas de trabalho de Geraldo abandonaram o trabalho que realizariam na FAP no sábado. A Polícia Militar disponibilizou 35 homens para organizar o trânsito.

Nota do Blogger
Até quando teremos que conviver com tamanha falta de paciência e compreensão do que é certo e errado? 

Até quando será banal e corriqueiro tirar a vida de uma trabalhador simplesmente porque este cumpriu suas funções e retirou de circulação mais um motorista não habilitado, talvez evitando futuros acidentes e salvando vidas?

Volta e meia cobramos nossos direitos de cidadão quando na verdade deveríamos mesmo era cumprir de forma correta nossos deveres.

O pai desse infeliz menor cujo nome ainda não foi divulgado está preso. Não ficará lá por muito tempo, já que nossas leis nem sempre protegem quem deveria. O moleque, foragido, agiu assim pois tem visto a impunidade prevalecer em nosso país em virtude de uma lei arcaica e que protege quem deveria combater.

O que há de se perguntar é qual o real envolvimento do pai nesse bárbaro crime. Pessoalmente eu não acredito que a informação colhida junto aos populares que presenciaram a cena seja verdadeira. Quero crer que os únicos crimes cometidos por esse pai. preso sob a acusação de ser o coautor do assassinato,  tenha sido o de autorizar o filho menor e inabilitado a conduzir o veículo e o de não conhecer a índole ruim do menor, que portava uma faca e com ela tirou a vida do agente do DMTT, deixando mais uma família parauapebense sem o chefe do lar.

Nossa região é uma das mais violentas do país. Não seria assim se fossemos mais tolerantes, comedidos e agíssemos com a razão e não com a emoção.

Espero, sinceramente, que nossas autoridades deem uma resposta rápida e punam exemplarmente os envolvidos nesse terrível crime para que fatos como esse não se tornem corriqueiros em nosso município. Torcendo para que isso não mais ocorra, me solidarizo com a família do agente morto, com os funcionários do Departamento de Trânsito de Parauapebas e com os funcionários da PMP pela perda prematura de mais um companheiro de trabalho. 

6 comentários em “Intolerância e certeza da impunidade tira a vida de mais um trabalhador em Parauapebas

  1. Zida Responder

    É lamentavél o que aconteceu, me deixou muito triste.
    Há quase 8 anos atrás cheguei aqui em Parapauapebas aprovada e classificada no concurso púlblico do ano 2005,eu e muitos jovens chegamos a essa cidade cheios de sonhos e grandes espectativas,com muita garra para contribui para o crescimento desta cidade, fiz o concurso para Técnica Administrativa, mas como sou comunicativa e gosto de fazer amizades conheci varias pessoas durantes os treinamento teoricos que tivemos no CEUP, principalmente o os meninos e meninas do DMTT. Os futuros Agente de Trânsito da cidade. Eles encontraram uma cidade com um trânsito caotico, sem lei sem regras, cada um dirigia como queria, sem habilitação,menor de idade no volante, enfim tudo de errado acontecia no transito aqui em Parauapebas. Quando conversamos eles diziam que estava muito dificil trabalhar na organização do transito da cidade, as pessoas não aceitava ter que cumprir a lei e as regras do trânsito e não tinham respeito pelos agentes do DMTT,. Um dia um desses amigos me disse que tinha que ir embora pois foi ameaçado de morte, e teve que renunciar o concurso,pois temia pela a propria vida. Hoje eu vejo isso acontecer com outro colega. E isso me deixou muito triste. E concordo com o cometário do Gilvan.QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA. E que DEUS possa confortar essa familia.

  2. luis Responder

    Esse transito de parauapebas e muito violento. as pessoas não respeita mais os agentes, porque o DMTT deixou que esse transito virasse violento, por falta de fiscalização hoje já estamos vendo mortes de agentes, hoje eu vejo nas ruas motoqueiros sem capacetes,três em uma moto, eles não tem contramão toda rua par eles e mão, Outra são os vanzeiros que não respeita as leis e nomas de transito, a inda bem que o DMTT não fiscaliza as vans, se eles fiscalizase as vans meu DEUS eu não sei o que já teria acontecido com esses agentes, eu pessoalmente tenho medo deles, porque já vir vanzeiros e cobrador com cacão na mão,o que nos vamos espera daqui par frente. SÓ DEUS SABE……

  3. Cauan Piri Responder

    Tal pai, tai filho… (proverbio árabe), a resposta pra tudo isso está na educação base, consequentemente no caráter familiar. Hoje em dia, fazer filhos é sinônimo de troféu pra pagina de facebook. O modelo de família no Brasil é abominável para uma sociedade que se propõem a ser civilizada.

    O que se vê nas maternidades públicas desse país, são meninas de quatorze anos parindo filhos como se fossem ratos. Não existe neste país uma educação familiar, um planejamento, um controle mantido pelo governo que eduque o povo para parar de parir tanto! Sendo mais radical, implantar um controle de natalidade.

    Outro dia, chega a mim, um funcionário pedindo licença paternidade, olhei para aquele moleque de dezenove anos e lhes dei os parabéns, mas percebi que ele estava indiferente as minhas felicitações, o que ele queria mesmo era os dias por direito para curtir uma balada em outra cidade. Perguntei se ele iria curtir o filho que acabara de nascer, como resposta disse: ‘que nada, esse já é o meu terceiro filho, mais um pra filar a boia”. (sic).

    Como podemos perceber esse é o modelo de família no Brasil, esse rapaz, não tem o ensino fundamental completo, ganha dois salários mínimos, na mesma proporção, a sua “esposa”, uma infeliz jovem mulher sem foco, sem objetivos, sem educação escolar, sem perspectiva, uma parideira.

    E neste cenário, a massa miserável se multiplica assustadoramente em nossa sociedade hipócrita. Muito embora, outros fatores como a religião e cultura contribuam consideravelmente para esta lastima.

    É deste cenário que sai a maioria dos marginais, dos delinquentes, dos psicopatas, dos assassinos.

    Por essa razão, o dito: tal pai.. tal filho ilustra bem o referido episodio.

  4. Anônimo Responder

    Nossa que tristeza para familia do trabalhador, quanto ao assassinto tomara que a policia consiga prende-lo.
    Estou passando uma temporada no Rio, mas não sei se ainda volta a parauapebas-PA.

  5. gilvan Responder

    Até onde vai o nosso direito? Pela premacia da lei, o direito de um vai até onde o do outro começa, quando eu libero um menor para conduzir qualquer tipo de veículo automotor, estou assumindo todas as responsabilidades pelos seus atos, colaborar de forma direta ou indireta na prática das irregularidades me torna sim coautor do delito. Mas as prenuncias do que iria ou ainda vai acontecer começou com a grande gavalrreata, onde inúmeros motoqueiros em total descumprimento e desrespeito ao código de transito e para com os agentes que estavam nos prestando serviço afim de facilitar o tráfego que ja era ruim e ficou ainda pior, muita bebedeira em cima de motos carros, transporte proibido de passageiro em caçambas de caminhonetes, cenas de sexo em via pública, tudo muito nogento e repugnante, mas nesse mundo de ninguém o que a maioria quer é satisfazer seus prazeres mesmo que isso custe a vida de pessoas inocentes, pais de famílias voltando para casa depois de um dia fatidico, ou até mesmo no exercício do seu trabalho que foi o caso do nosso colega do DMTT, agora teremos duas crianças privadas do amor paterno, por irresponsabilidade de um pai que não soube educar seu filho para respeitar os direitos alheios assumindo o risco do que aconteceu, espero que não seja mais um para estatistica de violência, pois quero estar no tribunal do juri assistindo o julgamento dos dois, pai e filho.

    JUSTIÇA SEJA FEITA, É O QUE ESPERAMOS!

  6. Isaac Alcantrara Responder

    A morte do agente de transito é mais uma vez a prova que no Brasil a vida humana não vale nada e sobretudo o errado é tido como certo.

    O princípios e valores humano são jogados no lixo, quando um pai acoberta o assassinato do filho é porque a família está em crise, precisamos dá um basta e voltar a amar o próximo como nós mesmos.

    Será que esse filho gostaria que seu pai fosse morto da maneira que como ele matou esse pai?

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