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Tucuruí

Para orientar banhistas, Prefeitura inicia Projeto Verão Seguro

Equipes do SAMU 192 vai utilizar uma ambulancha para garantir a segurança e a rapidez do atendimento na praias
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Para garantir saúde, segurança e bem estar dos veranistas de Tucuruí, a Prefeitura inicia no próximo fim de semana o projeto Verão Seguro. Realizado pela coordenação do SAMU 192 e a Secretaria de Saúde, serão desenvolvidas durante todo o mês de julho atividades preventivas e de orientação nas praias Queiroz Galvão, do Meio (Bola) e do Amor.

O objetivo é oferecer aos banhistas informações essenciais para evitar afogamentos e problemas relacionados à exposição ao sol e a ação ocorrerá todos os domingos durante todo o mês de julho das 12 às 19h.

O coordenador da Base Descentralizada do SAMU 192, Adilson Moraes, explica que os agentes trabalharão com foco na prevenção. A equipe de acadêmicos do projeto Samuzinho fará a distribuição de materiais educativos mostrando os cuidados que os adultos devem ter com as crianças, o uso do cerol, do colete salva-vidas, como prevenir afogamentos e insolação além de explicações sobre como acionar o SAMU corretamente.

A equipe do SAMU estará presente e vai utilizar uma ambulancha composta por um condutor socorrista e um técnico de enfermagem para garantir a segurança e a rapidez do atendimento na praia.

O secretário de Saúde, Fábio Ulisses, observa que a ação é para orientar a comunidade e o projeto Verão Seguro serve para alertar a população quanto a importância da segurança durante o veraneio.

Marabá

Na zona do medo, 5 famílias somem de Marabá após assassinato misterioso

Execução de dono de água envasada levanta questionamentos que nem a polícia conseguiu – ainda - montar o quebra-cabeça para elucidar o crime
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A Travessa Plinio Pinheiro, no Bairro São Félix Pioneiro, em Marabá, teve quatro de suas residências evacuadas no início deste mês, com famílias expulsas por ameaças de assassinato. O mesmo teria acontecido com a viúva da vítima e sua filha, que moravam na região do Balneário Mangueiras, mas que teriam deixado a cidade às pressas depois de prestar depoimento à polícia.

A Travessa Plinio Pinheiro é pequena, tem cerca de 10 casas e um muro no final mostra que ela já acabou, fazendo limite com uma área de várzea. Desde então, os vizinhos vivem amedrontados com carros ou motocicletas que chegam ali. Temem que tragam cavaleiros da morte.

Todas as histórias de abandono das cinco casas e da cidade estão entrelaçadas e tiveram início com o assassinato do empresário Reginaldo Vieira da Silva, conhecido como Pastor Reginaldo, que em dezembro do ano passado havia comprado a empresa Bela Água, que envaza água adicionada de sais para comercialização. O crime ocorreu na noite do dia 6 de junho, quando Reginaldo chegava de uma viagem a Eldorado do Carajás, em companhia de dois funcionários. O patrão foi direto para a sede da Bela Água, localizada no Km 4 da Rodovia Transamazônica. Um homem o abordou quando ele tentava abrir o portão e disparou vários tiros por volta de 22h30. O empresário ainda chegou a ser socorrido, mas acabou morrendo no hospital.

Logo após o crime, foi noticiado que antes de falecer, Reginaldo teria revelado que o homem que lhe atirou seria o namorado de sua filha, mas não disse o nome e nem o motivo.

A Reportagem foi atrás da história. E a motivação veio por meio de um relato intrigante de um morador do Núcleo São Félix, que pediu para ter seu nome mantido sob sigilo pelos motivos óbvios. O jornalista Ulisses Pompeu foi, então, seguir o rastro e, nesta Reportagem, conta as histórias possíveis.

O desaparecimento de família em decorrência da violência em Marabá não é tão incomum e, geralmente, não é enredo de boletins de ocorrências, inquéritos policiais, denúncias do Ministério Público nem de processos na Justiça local. Daí a dificuldade para sistematização de casos, dados e acompanhamentos.

O DOMADOR DE CAVALOS

O primeiro relato dava conta que o jovem Ailton Monteiro, de 30 anos de idade, residente à Travessa Plinio Pinheiro, sumiu da cidade e abandonou sua casa, sua potra da raça Manga Larga (que custaria R$ 14 mil). Ailton era namorado de Kelly Vieira, filha de Reginaldo, e trabalhava como domador de cavalos. O fato de os veículos de comunicação terem divulgado, por ocasião do assassinato, que o empresário teria apontado Ailton como seu algoz, causou uma reviravolta na vida do rapaz. Intimado pela polícia, ele foi à delegacia dar sua versão.

Revelou que possuía uma arma registrada em seu nome, mas jurou que não tinha nem mesmo coragem para retirá-la de casa. Foi então que a polícia marcou data e horário para ir buscá-la no São Félix, no dia seguinte, para fazer comparação de balística. Todavia, na noite anterior, a casa de Ailton teria sido arrombada, saqueada, com vários objetos levados, inclusive a pistola que seria entregue à polícia.

No dia seguinte, ele voltou à Seccional de Polícia, na Folha 30, e registrou ocorrência do roubo. Mas nem por isso a pressão sobre o rapaz diminuiu. Após esse fato, homens teriam ido à casa dele – armados – mas não o encontraram. Cruzaram a rua e entraram na casa da mãe do domador de cavalos, que estava acompanhada de netos. Ali, fizeram uma ameaça em tom de urgência: ou Ailton aparecia em 24 horas, ou todos os membros da família iriam morrer. Fizeram a mesma ameaça a outras duas irmãs de Ailton, que moravam em outras duas residências na mesma rua.

O temor pelo pior fez todo mundo arrumar as bagagens e sair da cidade sem deixar rastros. Móveis ficaram para trás. Apenas roupas e documentos foram levados. Para onde? A família não revelou seu destino para os vizinhos.

OUTRAS HISTÓRIAS

Mas há outras histórias que os moradores da Travessa Plinio Pinheiro sabem contar. Revelaram, por exemplo, que na despedida, Ailton chorou e jurou para todos – inclusive a sua mãe – que não tirou a vida de ninguém, e muito menos do pai da namorada dele.

Os mesmos vizinhos disseram também que, no sábado, dia 9, antes de Ailton ir embora, a namorada Kely chegou em um mototaxi e os dois ficaram algumas horas juntos na casa dele.

O casal começou a namorar em 2017 e há boatos que dão conta que Kely teria tramado a morte do pai, com auxílio de Ailton, mas essa versão a polícia não confirma. Os dois estavam juntos sempre que conseguiam tempo e o rapaz levava uma vida pacata, a maior parte do tempo no próprio Bairro São Félix ou em fazendas da região, onde trabalhava domando os cavalos. Ele também possuía cinco touros de rodeio e atuava como montador desses animais.

A VIÚVA SUMIU?

A Reportagem tomou conhecimento com autoridades que, depois de prestar o primeiro depoimento, a viúva de Reginaldo também deixou a cidade em companhia de sua filha Kely e dos netos. A motivação? Medo, já que não há segurança sobre quem seria o autor da morte do empresário.

A polícia tenta, a todo custo, ouvir pessoas da família e amigos próximos para tentar desvendar o assassinato do pastor Reginaldo. O único que está na cidade é Reginaldo Júnior, filho do empresário, que passou a tomar de conta dos negócios do pai. Os demais membros da família teriam saído da cidade e não deixaram contato.

Na tarde desta segunda-feira, dia 25, em conversa por telefone com a Reportagem, Reginaldo Júnior garantiu que sua mãe e irmã estão, sim, em Marabá, embora ainda abaladas com o brutal assassinato do patriarca e que prestaram depoimento semana passada.

Júnior alegou desconhecer que a família de Ailton tinha deixado suas casas depois do assassinato do empresário. Ele afirmou que Reginaldo pai era um homem de bem e que não tinha nenhum inimigo declarado. Revelou, no entanto, que a pretensão da família é vender os negócios e abandonar Marabá, por tudo que aconteceu nos últimos dias.

Ulisses Pompeu – de Marabá
Marabá

Só com 3 ambulâncias, SAMU de Marabá acende sinal vermelho

Serviço sofre também com problemas constantes nas linhas telefônicas e SMS acionou a Justiça contra operadora de telefonia
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As ambulâncias do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) têm passagem livre por todos os sinais de trânsito. Mas a maior parte da frota do serviço em Marabá está de freio de mão puxado e não consegue sair do lugar. Isso porque a grande maioria das dez ambulâncias não tem mais condições de uso e o Ministério da Saúde procrastina a liberação de novos veículos.

O assunto foi revelado esta semana aos vereadores durante reunião na Câmara Municipal de Marabá pela própria gerente da Central Regional de Regulação de Urgência de Carajás, enfermeira Walternice Vieira, e ratificada pela diretora de Média e Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde, Dármina Duarte.

Walternice explica que o SAMU ganhou caráter regional e passou a atender 17 municípios da região. O serviço conta com 10 ambulâncias, mas três estão sucateadas e foi solicitada baixa ao Ministério da Saúde. Atualmente, apenas três estão em funcionamento pleno, porque as demais estão (e vivem) na oficina por estarem muito desgastadas. Em geral, os mecânicos da empresa responsável pela manutenção tiram peças das sucateadas para resolver os problemas de outras. “Precisamos renovar a frota, mas o Ministério da Saúde não renovou a frota como deveria, a cada cinco anos”, lamenta ela.

Dármina Duarte explicou que em relação ao drama da frota do SAMU, a Secretaria Municipal de Saúde que reiterou documentos sobre desfazimento das ambulâncias ao Ministério da Saúde, mas não houve resposta dos processos. Este ano, o secretário Marcones Santos foi a Brasília no dia 8 de março, conversou com a coordenação geral do SAMU. Segundo ela, havia um documento que nunca foi enviado para Marabá, com orientações que deveriam ser feitas para o desfazimento. Lá mesmo em Brasília o secretário de Saúde preencheu todos os pais e desde então passou a aguardar a confirmação para liberação de novas ambulâncias.

Todavia, isso nunca aconteceu. Mais recentemente, os técnicos do Ministério da Saúde orientação que Marabá tem de correr atrás de emenda parlamentar se tiver urgência para receber novos veículos para o serviço, que é essencial. Outra saída é que fossem junto ao ministro da Saúde, Gilberto Occhi, para autorizar as ambulâncias para Marabá. “Mesmo a gente provando que as ambulâncias estão sucateadas, com mais de 10 anos de existência, não fomos contemplados com os veículos ainda”, lamenta Dármina.

DRAMA DOS TELEFONES

Outro problema grave enfrentado pelo SAMU de Marabá é o dilema das linhas telefônicas, tanto as quatro fixas quanto as móveis. Walternice explica que há quatro linhas normais (fixas) que acionam quando as pessoas ligam para o 192. Elas são analógicas e quando há problema de chuva, por exemplo, o Samu fica sem sinal e não dá para atender as chamadas de emergência. Para o cidadão que faz a ligação, a chamada é efetuada normalmente, mas na base do SAMU nenhum sinal de ligação. “Foram feitas reclamações ao Ministério Público e Anatel. Quando o problema não é na linha fixa, é na móvel. Já entramos com ação na Justiça em função disso. Marabá figurava em terceiro lugar no Pará com esse tipo de problema”, diz Walternice.

O presidente da Câmara, Pedro Corrêa, lembrou que todos os 21 vereadores têm bases políticas com deputados federais, que podem ajudar a cobrar o Ministério da Saúde para liberação das ambulâncias necessárias para atender a demanda local e regional. “Se temos dificuldades para cuidar de Marabá, imagine de mais 16 municípios que dependem do SAMU baseado aqui. Ganhamos algumas vantagens nesse processo, mas talvez as desvantagens sejam maiores”.

Pedro solicitou cópia do pedido ao Ministério da Saúde sobre as ambulâncias para que os vereadores possam acionar os políticos para somar à SMS.

EM NÚMEROS

A cada mês, o SAMU de Marabá atende cerca de 600 ocorrências, tanto na zona urbana quanto na rural. No primeiro bimestre de 2018, o SAMU (192) atendeu 1.130 ocorrências em Marabá, um aumento superior a 39% em comparação ao mesmo período de 2017, quando foi apurado o total de 812 ocorrências.

O atendimento referente à clínica médica de adulto, em ambos os bimestres, supera as demais ocorrências. Foram 483 ocorrências em 2018 e apenas 248 em 2017, ou seja, quase 100% a mais que o mesmo período do ano anterior. Assim como em todos os anos, também se destacam os acidentes de trânsito: 306 em 2018, contra 203 em 2017, no período em referência, um aumento superior a 66%.

Ulisses Pompeu – de Marabá
Marabá

Prédio que seria da UPA em Marabá vai receber vários serviços de saúde

Centro de Especialidades, TFD, SAMU, serviços de imagem e regulação agora vão funcionar em um só lugar
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Na manhã desta quarta-feira, 6 de junho, um grupo de vereadores realizou uma visita ao prédio construído para abrigar a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), localizado em área privilegiada na Avenida Transamazônica, Bairro Amapá, mas que não receber o serviço original porque a Prefeitura entendeu que o custo de manutenção de uma unidade deste porte é muito alto e se torna inviável para o município.

A visita contou com a participação da prefeita em exercício, Irismar Melo, e foi conduzida pelo secretário municipal de Saúde, Marcones Santos, e pela coordenadora de Média e Alta Complexidade da SMS, Dármina Duarte. Marcones antecipou aos vereadores que aquele prédio abrigará, a partir do final de julho, o Centro de Especialidades do Município, além do TFD (Tratamento Fora do Domicílio), Base Descentralizada do SAMU, Departamento de Regulação, serviços de imagem e, ainda, alguns procedimentos ortopédicos.

O secretário Marcones Santos ainda expôs aos parlamentares que o Governo Federal, através de Decreto, permitiu que os prédios destinados às UPA´s nos municípios pudessem ser utilizados para outras especificidades da área de saúde, sem que houvesse a obrigatoriedade do município devolver os recursos repassados pelo Governo Federal, que no caso de Marabá seria de R$ 1.950.000,00.

Ele ainda informou que o CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) ocupará o local que hoje funciona o Centro de Especialidades de Marabá, na Folha 31, ao lado da sede da FUNAI. O prédio que atualmente abriga o CTA, na Velha Marabá, será reformado para receber o Banco de Leite do Hospital Materno Infantil.

Saúde

Tucuruí: SAMU inicia Projeto Samuzinho 2018

Projeto investe na conscientização dos alunos da rede pública de ensino quanto aos serviços de urgência e emergência
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Na próxima sexta-feira (23), o SAMU 192 dará início às atividades do Projeto “Samuzinho” em 2018. O projeto tem, por meio de atividades educativas de orientação, ajudado a conscientizar os alunos da rede pública de ensino quanto aos serviços de urgência e emergência feitos pelo município de Tucuruí.

A solenidade de lançamento da edição do projeto, que está em seu segundo ano, acontece no auditório da Associação Comercial e Industrial de Tucuruí (Acit), às 19h30. A presença de autoridades, lideranças comunitárias e representantes do 23° Esquadrão de Cavalaria de Selva e do 8º Grupamento de Bombeiros Militar são aguardadas na solenidade e a parceria para este ano já está firmada. O projeto é coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde, através da coordenação do SAMU.

Rondinele Pires, coordenador do SAMU, explica que a proposta do projeto é sensibilizar as crianças por meio de atividades que envolvem exibição de vídeos, pinturas, desenhos, colagens, palestras, além de repassar informações sobre os serviços de urgência e emergência, assim como a importância de não praticar trotes. O projeto também visa orientar sobre as funções do SAMU, como agir em situações de risco e quando acionar o 192. Os alunos envolvidos receberão ainda noções de primeiros socorros aos adultos.

O número de trotes por mês chega a assustar, de acordo com o enfermeiro Moraes: mais de 1500 ligações com informações falsas são feitas todos os meses, totalizando em média 18 mil trotes por ano. Em Tucuruí, a meta é reduzir em 50% a incidência de trote, número considerado muito alto registrado pelo serviço no município.

Para o secretário de Saúde, Weber Galvão, o treinamento de primeiros socorros para os estudantes é de suma importância visto que pode salvar uma vida. “Assim, a comunidade saberá chamar os socorristas e também o que se fazer em uma situação de emergência, até que os socorristas cheguem no local. Isso faz a diferença e pode salvar muitas vidas”, avalia o secretário.

Para melhor atender o projeto, uma equipe de voluntários recebeu treinamento e, a partir de agora, estes profissionais começam a atuar nas escolas e em alguns pontos da cidade, orientando e repassando informações essências.

Em Tucuruí, o Projeto Samuzinho teve início em 2017 e surtiu um efeito muito positivo. Por este motivo, a equipe do SAMU 192 dará continuidade e pretende abranger mais pessoas, para que tenham consciência dos danos das falsas chamadas.

saúde

Jacundá: Uma ambulância para 56 mil moradores

A saúde pública não pode ter esse tipo de situação. Deparando-nos com vários problemas e daqui pra frente vamos procurar resolver o mais rápido possível
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No dia 10 de fevereiro, nove dias após reassumir a prefeitura de Jacundá por ordem judicial o prefeito Ismael Barbosa visitou o Hospital Municipal Maria Cecília de Oliveira. Naquela manhã de sábado ele estava em companhia da recém-nomeada secretária de Saúde, Yara Soraya Taborda, de um vereador e alguns funcionários.

Ismael e trupe encontraram três ambulâncias funcionando, entre elas uma do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Abismado com a situação da frota de veículos, o gestor demonstrou irritação ao afirmar que “a saúde pública não pode ter esse tipo de situação. Deparando-nos com vários problemas e daqui pra frente vamos procurar resolver o mais rápido possível”, garantiu.

Na manhã de ontem, segunda-feira, a Reportagem esteve no Hospital Municipal e encontrou a situação bem pior. “Agora só uma ambulância está funcionando”, disse um servidor. O veículo pertence à rede municipal. E a única ambulância do Samu em operação, agora está na garagem do sistema e fora de atividade. Outra ambulância estacionada no pátio com uma caminhonete do programa de Endemias continua no mesmo lugar.

“Como te falei naquele dia por lei temos que ter 3 orçamentos. Estamos aguardando os outros dois, infelizmente hoje quando você diz que é para prefeitura seja de qualquer município eles não mostram muito interesse. Vontade e necessidade de pôr para rodar é muito grande. Com fé em Deus logo Jacundá voltará a ser uma cidade digna de se morar”, explicou a secretária de Saúde quando procurada para falar sobre a situação dos veículos.

Dez dias depois da visita do prefeito, a população de 56 mil habitantes tem apenas uma ambulância para atender aos casos de locomoção de pacientes. Lembrando que a rede pública de saúde tem seis ambulâncias, entre elas duas do Samu.

saúde

Saúde de Jacundá está doente, reconhecem gestores

Das seis ambulâncias disponíveis em Jacundá, a metade se encontra fora de circulação. Uma do SAMU está parada por falta de manutenção e outras duas do HM também segue no mesmo estado
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“Destacamos com pesar o atendimento precário no Hospital Municipal de Jacundá onde nos deparamos com a falta de medicamentos, materiais simples e insumos (tesouras cirúrgicas, seringas, luvas, agulhas, bisturi, esparadrapo, canetas, papeis, dentre outros)”. Essa é a situação apontada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública do Estado do Pará (Sintesp).

Para certificar-se dos problemas existentes no sistema de saúde pública de Jacundá, notadamente no Hospital Municipal, o prefeito Ismael Barbosa, a secretária de Saúde, Yara Soarya Taborda, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Ildo Matos, e do vereador Daniel Siqueira Neves, visitaram na manhã de sábado, 10, as instalações da unidade pública de saúde.

E encontraram uma unidade de saúde em estado doentio. “A princípio estamos resolvendo o pagamento dos salários que sofreram um atraso em decorrência de atualização de senhas bancárias. Situação que estará solucionado nesta semana”, garantiu Yara Soraya. “A partir de agora vamos partir para o trabalho”.

Das seis ambulâncias disponíveis em Jacundá, a metade se encontra fora de circulação. Uma do SAMU está parada por falta de manutenção e outras duas do HM também segue no mesmo estado. Yara reconhece que os problemas vão além das ambulâncias. “Falta agulhas e seringas, falta muita coisa. Mas estamos tomando as providências necessárias, pois o compromisso que Ismael fez comigo é pra fazer a saúde melhorar e avançar. A nossa saúde está doente”, garantiu.

Alista de problemas inclui falta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para os profissionais da área de saúde, ausência de manutenção de equipamentos, prédios públicos da saúde estão em situação precária de conservação, houve redução no abastecimento de carros para transporte de pacientes, atraso no pagamento de diárias dos servidores que se deslocam acompanhando ou conduzindo pacientes e no pagamento de fornecedores.

“Para avaliar todos esses problemas já determinamos uma avaliação técnica, pois sabemos que a nossa população não pode esperar. E estamos visitando todas as secretarias, iniciando pela Saúde porque ela apresenta situações que necessitam de decisões urgentes. E percebemos um verdadeiro descaso. A saúde pública não pode ter esse tipo de situação. Deparando-nos com vários problemas e daqui pra frente vamos procurar resolver o mais rápido possível”, garantiu o prefeito.

veículos sucateados estão parados

Saúde

Profissionais da educação de Parauapebas participam de curso de reanimação de parada cardiorrespiratória

O curso foi ministrado por profissionais do SAMU de Parauapebas, nesta quarta-feira, 27, como pauta da Semana do Coração, que vai até o dia 29.
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Os primeiros procedimentos feitos na pessoa que tem uma parada cardiorrespiratória são determinantes, e podem salvá-la. Por isso, os profissionais do SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência  –  de Parauapebas participaram nesta quarta-feira, 27, da Semana do Coração, realizada no auditório do Centro Universitário de Parauapebas (CEUP). Eles orientaram os professores de educação física, coordenadores e diretores de escolas da rede municipal de ensino como fazer uma reanimação cardíaca e que medidas devem ser tomadas na hora de atender uma vítima de infarto.

A parada cardiorrespiratória é uma doença crônica em que o coração não bombeia o sangue como deveria. A morte súbita cardíaca afeta uma a cada 100 mil pessoas no Brasil e as doenças cardiovasculares levaram a morte de 350 mil pessoas, em 2016. Os principais sintomas de uma parada cardiorrespiratória são dor no peito, falta de ar e desmaio.

O Ministério da Saúde orienta que a prevenção das doenças cardiovasculares está ligada a hábitos saudáveis como a alimentação rica em frutas e verduras, diminuição do consumo de sal, prática de exercícios físicos regulares, evitar  o cigarro e a bebida alcoólica e controlar o peso.

Para a enfermeira e coordenadora da rede de atenção da pessoa com doenças crônicas, Silvana Manito, a doença do coração muitas vezes é assintomática. “O ideal é que a pessoa procure uma unidade de saúde e verifique regularmente a pressão arterial ou que vá pelo menos, uma vez ao ano, ao médico para fazer um exame geral. No caso do infarto, são poucas as pessoas que conseguem identificar, mas uma vez identificado, chame imediatamente o SAMU pelo 192”, enfatiza Silvana.

A coordenadora também explica que hoje não há necessidade do paciente ir para fora da cidade. “Temos cardiologista e nossa equipe de saúde está organizada para dar suporte aqui mesmo no município. Temos UTI, SAMU, UPA e a Policlínica com atendimento especializado”.

O enfermeiro e assistencialista do esporte avançado do SAMU, Manoel Wilson, explicou que o tempo de atendimento do paciente pode fazer toda diferença na hora de salvá-lo. “ A central de regulamentação tem o médico regulador que faz as orientações do que deve ser feito no local e já vai liberando de imediato da ambulância. Por mais que a pessoa seja leiga, a gente explica o passo a passo, até o momento em que a equipe chegue ao local. Por isso a importância de ligar imediatamente para o SAMU, assim que identificar uma parada cardiorrespiratória”, destaca Manoel.

O SAMU de Parauapebas conta com dois suportes, sendo um básico com técnico de enfermagem e um avançado, com o médico, uma enfermeira e um condutor. Durante a palestra, foi feita a demonstração do Desfibrilador Externo Automático (DEA) que é um equipamento de patente internacional, que foi criado para ser utilizado por leigos. É autoexplicativo e informa as etapas da
reanimação de uma pessoa que está tendo o infarto. A semana do Coração encerra no dia 29 de setembro.