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Parauapebas

Sebrae realiza palestra para presos do sistema penitenciário de Parauapebas

A palestra faz parte do programa de ressocialização dos presos da casa penal do município

O sistema penitenciário de Parauapebas vem realizado um trabalho de ressocialização dos internos da casa penal do município.  Objetivo da iniciativa é dar oportunidade aos presos que ao ganharem a liberdade podem se inserir no mercado de trabalho e assim não encontrarem dificuldades empregatícias por causa da ficha criminal.

Após realizar os cursos voltados à qualificação desse público e observar o resultado positivo que o projeto trouxe aos presos mudando a história de vida dos internos que transformaram a iniciativa em oportunidade. O sistema penitenciário de Parauapebas firmou parceria com Sebrae que pela primeira vez realizou uma palestra dentro da Carceragem.

A palestra foi realizada durante dois dias e direcionada aos presos que antes de irem parar na carceragem exerciam uma profissão e também aos internos que se destacaram no conhecimento adquirido durante os cursos ofertados,  e que hoje colocam em prática o que aprenderam em sala de aula.

As orientações do SEBRAE foram voltadas para a reinserção dos internos no mercado de trabalho após a liberdade, mediante as dificuldades que terão que enfrentar após saírem da cadeia, o encontro foi justamente para estimular o espírito empreendedor nos presos.

“A gente conhece a situação das pessoas que estão cumprindo pena. Uma das maiores dificuldades delas é a realocação no mercado de trabalho, então a nossa preocupação é a ressocialização. Porque o mercado ele é exigente e essas pessoas acabam não tendo chance. Então estamos trazendo, por exemplo, a possibilidade delas se tornarem um empreendedor ou microempreendedor, abrir seu próprio negócio aproveitarem suas habilidades, um conhecimento que tenham e aplicar lá fora, se tornar um empresário contribuindo com sue próprio sustento”, destacou Ana Suzi, analista de negócios do Sebrae.

Iniciativa que já está sendo colocado em prática por um dos internos que participaram do curso e que preferiu não se identificar. Ele está no Sistema Carcerário a cerca de nove meses e foi nas realizações dos cursos que o interno viu a oportunidade de recomeçar, de escrever uma nova história. O preso que iremos chamar pelo nome fictício de “Eduardo”, hoje mesmo preso consegue garantir uma renda, ele confecciona artesanato em sandálias que são vendidas e a renda é revestida para a família se manter enquanto ele está preso.

“Eu faço as sandálias através do que aprendi aqui dentro da casa penal. O material é vendido pela minha esposa o que garante o sustento dos meus filhos, através desse trabalho”, disse o detento.

“A carceragem tem um papel importante junto à sociedade, que é entregar esses presos ressocializados e assim coibir que eles retornem ao mundo do crime. Desde que iniciamos o projeto de ressocialização na casa penal do município estamos percebendo uma diminuição nos casos de reincidência um resultado positivo do projeto. Sabemos ainda da dificuldade desses presos lá fora, na hora de conseguir um trabalho, e por isso estamos ofertando a oportunidade para que eles se iniciem uma nova vida através dos cursos de qualificação”, declarou Murilo Souza, diretor do Sistema Penitenciário de Parauapebas.

Dom Eliseu

Vice-prefeito de Dom Eliseu preso por associação criminosa contra o prefeito

Pastor Elias, Marco Antônio Siviero, irmão do prefeito, e mais três pessoas queriam tomar o poder de qualquer maneira para continuar cometendo crimes ambientais

Dois escândalos abalaram ontem, terça-feira (17), o município de Dom Eliseu, localizado no nordeste do Estado e cortado pelas rodovias BR-010 e BR-222. Logo cedo, acusado de crimes ambientais por 15 anos seguidos, o empresário Marco Antônio Siviero, irmão do prefeito Ayeso Gaston Siviero, fugiu assim que soube que contra ele havia um Mandado de Prisão Temporária. Os outros dois acusados, Júlio do Nascimento Tavares e Edson Luiz Zampiva, também escaparam de ser presos.

Em outra ponta do mesmo esquema, o Ministério Público Estadual, na pessoa do promotor Maurim Lameira Virgolino, decretou a prisão preventiva do vice-prefeito Elias Martins da Silva (Pastor Elias) e também de Marco Antônio Siviero, Júlio Tavares e Fabrício Souza, acusados de associação criminosa armada para tomar o poder público de Dom Eliseu.

Crimes ambientais

Em entrevista a um canal de TV de Dom Eliseu, Virgolino conta que, após rigorosas investigações, a Dema descobriu e conseguiu provar que Marco Antônio Sivieiro, Júlio Tavares e Edson Zampiva formularam esquema para “esquentar” madeira ilegal, o qual consistia em abrir diversas empresas, inclusive, em nomes de laranjas. “E, assim, com muitas empresas abertas, apenas de fachada, só existiam no papel, eles conseguiam emitir documentos fraudulentos para esquentar madeira. Esse esquema já vem, há mais de 15 anos, sendo liderado por Marco Antônio”, afirma o promotor.

“O delegado representou pela prisão temporária, teve parecer favorável deste promotor e, pela manhã, foi dado cumprimento. Eles estão foragidos, mas o mandado foi colocado no sistema nacional e qualquer policial poderá cumpri-lo”, reforça Maurim Virgolino.

Esquema para se apossar da Semma

O vice-prefeito Elias Martins da Silva, junto com o Marco Antônio Siviero, Júlio Tavares e Fabrício Souza Silva foram denunciados pelo Ministério Púbico em Dom Eliseu, por terem montado uma associação criminosa armada com o objetivo de tomar o poder político no município, por meio de corrupção, principalmente oferecendo dinheiro e vantagens para que os vereadores acatassem denúncias de infração político administrativa. Elias é o único preso, os demais fugiram ante a notícia da chegada da polícia.

O promotor conta que, há diversas gravações em que os interlocutores mantém conversas sobre o esquema. Em uma delas, o vice-prefeito e Júlio Tavares conversam com o contador da prefeitura na casa dele, em Belém, pedindo que repasse alguma informação que possa comprometer o prefeito Aeyso Siviero, pois estavam colhendo uma série de denúncias que seriam feitas ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público Federal e para que a batata chegasse “bem quente nas mãos dos vereadores” e estes afastassem o prefeito.

“Eles disseram que, se o contador ajudasse, quando o grupo do vice tomasse conta da prefeitura, eles iriam ‘dividir o ouro’ com ele”, reafirma o promotor, contando que, em diversas gravações, Júlio Tavares diz que se encarregaria de comprar os vereadores que votassem pelo recebimento das denúncias e infrações político administrativas contra o prefeito.

“A vereadora Claudia Magaveski e o vereador Alecio Santos Carvalho estiveram na promotoria afirmaram que foram procurados e receberam de Júlio a proposta de R$ 20 mil e carros, para que votassem pelo recebimento das denúncias na Câmara”, afirma Maurim Virgolino.

Ele acrescenta que, segundo essas mesmas gravações, todo o dinheiro seria providenciado pelo Marco Antônio Siviero. Para o promotor, o empresário, que já tem o histórico de crimes contra o meio ambiente há 15 anos, desejava a todo custo tomar a prefeitura por meio do vice-prefeito Elias Martins, porque queria ter a Secretaria Municipal de Meio Ambiente em seu poder.

“Marco Antônio, de fato exerceria o poder. Porque, além dessa investigação, aqui na Semma há 18 infrações praticadas por ele ou no nome de filhos dele, sobre atividades na fazenda sem licenciamento ambiental”, informa o promotor de Dom Eliseu.

São multas e embargos impostos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, as quais, segundo o promotor, geraram ameaças, da parte de Marco Antônio Siviero, contra a família de um fiscal e do secretário da pasta.

O Blog tentou contato com o prefeito de Dom Eliseu, mas em vão, uma vez que os números da prefeitura não atendem e o gestor municipal não foi localizado.

Parauapebas

Prevenção: Polícia Militar faz revista surpresa na carceragem do Rio Verde.

A revista se deu como prevenção, depois que mais de 50 presos fugiram do CRAMA, em Marabá, durante a semana.

A Polícia Militar do Pará fez uma varredura na carceragem localizada no bairro Rio Verde, em Parauapebas, na manhã desta quinta-feira (28). Dez militares, sob o comando do Major PM Emmet, Subcomandante do 23º Batalhão de Polícia Militar em Parauapebas, participaram da revista nas celas, quando foi encontrada pequena quantidade de substância entorpecente (maconha).

Cento e quarenta presos custodiados naquela carceragem foram minuciosamente revistados.

A ação visa prevenir possível fuga, já que durante a semana mais de cinquenta detentos escaparam do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (CRAMA), em Marabá.

Segundo o Major Emmett, “a prevenção é sempre o melhor remédio”, enfatizando que outras revistas surpresas serão feitas periodicamente pelo comando no sentido de evitar futuras fugas.

Parauapebas

Após denúncia de vítimas, Polícia de Parauapebas captura dupla de assaltantes

Tiago Oliveira da Costa e Ezequiel Silva dos Santos são de Marabá e vinham cometendo assaltos em Parauapebas. Ezequiel é foragido do Crama desde 2016, com passagens por assalto a mão armada.

Dois bandidos foram capturados pela Polícia Militar de Parauapebas, na manhã desta segunda-feira (25), após cometerem assaltos. A guarnição da PM que estava posicionada nas imediações do bambuzal, na PA-275, foi abordada por um cidadão informando que havia sido roubado por dois elementos numa motocicleta e que estava rastreando-os pelo aparelho celular.

Deslocando-se ao local apontado pelo rastreador, o bairro do Rio Verde, a guarnição escutou a população informando que havia ladrões pulando o muro. Os policiais conseguiram pegá-los. Dentro da residência, foram encontrados um revólver calibre 38 com numeração raspada, sete munições, 33,85 gramas de pedra de oxi; 6,65 gramas de maconha e produtos do roubo (celular, documentos, carteira e a bolsa de uma das vítimas). Também foi recuperada uma Honda Biz cinza, roubada no domingo à noite.

Segundo informou o Tenente Freitas, são dois elementos altamente perigosos, que vinham cometendo vários assaltos no início do dia. Ao checar os nomes, foi observado que um deles, Ezequiel Silva dos Santos (vulgo Neguinho), era foragido do sistema penal de Marabá desde 2016.

O tenente aproveitou nossa reportagem e fez um apelo para que, caso haja alguma outra vítima, compareça à delegacia para reconhecê-los. “Seria muito bom, pois, pelo menos assim, estes vagabundos ficarão presos por mais tempo”, explicou.

Segundo Tiago Oliveira da Costa (vulgo Orelha de Macaco), de 20 anos, ele nunca havia sido preso. Trabalhava como açougueiro em Parauapebas e justificou o crime por necessidades financeiras. “Estava sem dinheiro, precisando mesmo, estava passando fome. Pedi esse dinheiro a meu patrão, mas ele estava só me enrolando”.

Já Ezequiel Silva dos Santos, o Neguinho, tem 32 anos e não apresentou justificativa para o assalto. “Não tem nada que justifique. Não adianta eu botar desculpinha não, que desculpinha não resolve a vida de ninguém”. Ele assumiu a posse do revólver, mas quanto à droga apreendida, não reconheceu. “Eu não sei dessa droga não; o revólver é meu”.

Uma das vítimas, Gizael da Silva reconheceu os bandidos e nos contou que eles o abordaram às 7h30 de hoje, nas imediações da Câmara Municipal de Parauapebas. Levaram sua carteira, com todos os documentos e o valor de R$ 300,00. “Reconheci todos os dois, eles estavam numa moto Honda Biz vermelha”.

Redenção

Supostos membros do Comando Vermelho presos em Redenção

Outras nove pessoas são procuradas, acusada de apologia ao crime, após picharem muros com a frase: “GTO bom é GTO morto”

O Grupamento Tático Operacional (GTO) apresentou, por volta das 23h de terça-feira (19), na Delegacia de Polícia Civil, Bruno Alves dos Santos, 18 anos; e Orias Gonçalves Ferreira, 42. A dupla foi presa após a Polícia Militar receber uma denúncia anônima de que Bruno estaria escondido na chácara de Orias, distante de 2 km do centro de Redenção. De acordo com a PM, no local havia dois membros do Comando Vermelho, que, ao avistarem os policiais efetuaram três disparos de arma de fogo contra a guarnição. Os PMs revidaram e deram voz de prisão a Bruno e ao dono da chácara, enquanto um terceiro indivíduo, identificado como Daniel Morzan, conseguiu fugir se embrenhando no mato.

No local, a polícia apreendeu duas armas de fogo e seis balas e três capsulas. A dupla foi conduzida a Delegacia de Polícia Civil, onde foi ouvida e, depois, removida ao presídio de Redenção. Bruno dos Santos vai responder por tentativa de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.

Procurados 

Além de Bruno, que foi capturado, outros nove jovens são procurados pela polícia, acusados de apologia ao crime. Na semana passada eles picharam muros com a frase: “GTO bom é GTO morto”. O grupo diz fazer parte da facção criminosa Comando Vermelho. Bruno e os demais picharam muros em diversos setores da cidade, afirmando que o CV é quem manda no local. Em algumas ruas,
como a Tiradentes, conhecida como “Cracolândia”, e a Rua do Meio, no Setor Aripuanã, a ordem é para que os motociclistas tirem os capacetes ao passar pela via e, quem estiver de carro, deve baixar os vidros. A Polícia Civil está investigando se o grupo tem envolvimentos nas mortes que vêm ocorrendo em Redenção.

O CV

O Comando Vermelho é uma das maiores organizações criminosas do Brasil. Foi criada em 1979 na prisão “Cândido Mendes”, na Ilha Grande, Angra dos Reis, Rio de Janeiro, e já tem ramificações em Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, Pará, Maranhão, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Amazonas. O CV  também está presente em partes de Minas Gerais, Piauí, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Nos estados do Rio de Janeiro, Rondônia, Mato Grosso, Acre, Ceará e Tocantins o CV é maioria no sistema penitenciário.

Tucuruí

Acusados de crimes ambientais e corrupção ativa são presos em Tucuruí

Com os acusados foram apreendidos três caminhões carregados com madeiras nobres, uma motosserra e R$ 6 mil em espécie.

A Polícia Civil prendeu em flagrante três pessoas acusadas de crime contra o meio ambiente e associação criminosa, no município de Tucuruí, no sudeste paraense, durante operação deflagrada por policiais da Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá (Deca). Segundo informação divulgada neste domingo (3), além dos três presos, cinco pessoas foram conduzidas para a Seccional de Tucuruí pelos policiais.

Das cinco pessoas, quatro foram liberadas após serem enquadradas por transporte ilegal de madeira e derrubada de árvores para fins comerciais. O outro detido prestou depoimento e foi liberado. Dois dos três presos em flagrante vão responder também por corrupção ativa, por terem oferecido aos policiais civis R$ 10 mil para serem liberados.

Com os acusados foram apreendidos três caminhões carregados com madeiras nobres, uma motosserra e R$ 6 mil em espécie. A operação foi comandada pelo delegado Waney Alexandre, titular da Deca de Marabá.

O delegado contou que, por volta de 10 h de sábado (2), a equipe da Deca, que estava em missão na região de Tucuruí, abordou quatro caminhões. Em três foram encontradas toras de madeiras nobres, como Castanheira, que tem a extração proibida por lei. Ao verificarem os veículos, os policiais constataram que se tratava de transporte ilegal de madeira, visto que os motoristas não tinham autorização legal para transportar produtos florestais.

Os três motoristas – identificados como Marisvan dos Santos Pereira, Cosme Cerqueira de Moraes e Ocimar Pereira Reis – foram detidos para responder por crime ambiental, previsto no artigo 46 da Lei de Crimes Ambientais, nº 9.605/98. O quarto caminhão, conduzido por Marcos de Pádua, estava descarregado. Marcos foi ouvido e liberado. Após a abordagem dos caminhões, disse o delegado, os policiais civis foram ao local indicado pelo motorista como área de extração de madeira nobre.

Devastação – Conforme Waney Alexandre, a equipe policial constatou a existência de uma grande área devastada dentro de um assentamento, na zona rural de Tucuruí. Durante a incursão policial, o operador de motosserra Carlos da Silva Costa foi detido e responsabilizado pelo crime de cortar árvore para fins comerciais.

No local foi preso em flagrante o tratorista Josenildo Cunha, que vai responder por desmatar, degradar e explorar economicamente a natureza, e por associação criminosa. Ainda segundo o delegado, Carlos e Josenildo eram os responsáveis pela derrubada de castanheiras. No momento da operação, os dois tentaram fugir, mas acabaram capturados.

Após as prisões e apreensões, a equipe da Deaca foi abordada por dois homens, identificados como Eudes Moraes, de apelido Cuca, e Antonio Carlos Siconelle, conhecido como Toninho, proprietários dos caminhões e responsáveis pelas extrações de madeira na área. A abordagem ocorreu quando os policiais civis já se deslocavam em direção à sede municipal de Tucuruí, para realizar os procedimentos de praxe.

O delegado contou que Antonio Carlos lhe ofereceu R$ 10 mil para que liberasse os presos. “Ele me falou que R$ 6 mil tinha no bolso, e os outros R$ 4 mil, para completar os R$ 10 mil, iria na cidade para pegar emprestado”, detalhou Waney Alexandre.

Após dar voz de prisão a Antonio Carlos, o delegado revistou o acusado e encontrou em um dos bolsos dele os R$ 6 mil, que foram apreendidos. O policial disse que gravou toda a conversa em um celular.

Eudes Moraes é acusado de contratar pessoas para extração ilegal de madeira, fornecendo as ferramentas e o combustível usados pelos tratores. “Ele negociou com o responsável pelo assentamento para fazer a extração das árvores na área. As madeiras cortadas eram levadas pelo tratorista do matagal até a estrada vicinal, onde eram colocadas nos caminhões, que as levariam até Tucuruí para abastecer serrarias do município. Eles chegavam a cortar de duas a três castanheiras por dia”, afirmou o delegado.

Eudes e Antonio Carlos foram presos em flagrante por desmatar, degradar e explorar economicamente a natureza, por associação criminosa e corrupção ativa. Eles estão à disposição da Justiça.

Por Walrimar Santos

Polícia Militar

Polícia Militar prende traficantes em Canaã e tarado em Parauapebas

Quatro homens flagrados com drogas e um tio desnaturado que tentou estuprar a sobrinha foram parar atrás das grades

Operações da Polícia Militar realizadas ontem (21) em Canaã dos Carajás tiveram saldo positivo na luta contra o tráfico de entorpecentes na região. O primeiro flagrante se seu no Bairro dos Maranhenses, na Rua Projeto, quando Erinel da Vitória dos Santos procurou a PM para queixar-se de que seu celular havia sido roubado. Nas buscas, Marcos Hundinny Lima foi flagrado com o aparelho, que foi reconhecido pelo dono. Interrogado, ele disse que havia recebido o objeto de outra pessoa e informou o endereço. Na casa, a PM encontrou Francisco Eduardo Sousa, que guardava vários outros celulares, produtos eletrônicos, medicamento, espingarda e grande quantidade de crack. A dupla foi algemada e entregue da Delegacia de Polícia Civil.

Em seguida, no Residencial Canaã, na Quadra AC, Jaires Torres da Silva e André Anderson Nunes Serra foram flagrados portando 31 pedras de crack, cinco papelotes de maconha, quatro celulares e R$ 3.849,00. A Polícia Militar realizava Operação Saturação quando foi informada de que no endereço estaria ocorrendo venda de entorpecentes. Constatada a veracidade da denúncia, o acusados, a droga e o entorpecente também tiveram como destino a DP.

Já em Parauapebas, uma guarnição da PM recebeu denúncia de um homem cuja esposa teria sofrido tentativa de estupro pelo próprio tio, Deivid Sousa Melo, 33 anos. No local, os policiais encontraram a mulher muito nervosa e chorando copiosamente. Ele denunciou que o tarado estava dentro da casa portando um revólver calibre 38, carregado. O acusado foi preso e levado também à Delegacia de Polícia.

Em Canaã, atuaram o tenente Guimarães e os sargentos Jean, Lusotsa e Averlã; os cabos Harlem e Cristian Douglas; e o soldado Francisco. Em Parauapebas, o sargento Severo e o soldado Leal tiraram o tarado de circulação.

Jacundá

Quadrilha presa pela PM horas antes de atacar agência do Bradesco de Jacundá

Bandidos usavam bloqueador de telefone celular e outros equipamentos tecnológicos para arrombar o prédio do banco e acessar o cofre

Uma quadrilha fortemente equipada foi presa no início da madrugada desta terça-feira, 27, na cidade de Jacundá. O bando pretendia assaltar a agência do Banco Bradesco. Após o flagrante efetuado pelo contingente da 18ª Companhia Independente da Polícia Militar, os envolvidos foram transferidos para a cidade de Tucuruí, onde estão presos. Nenhuma arma de fogo foi encontrada com eles.

Estão presos Cleberson César de Arruda, Talita Santos Farias, Vítor Hugo Santana Mateus, Felipe Lucas Batista e Rafael dos Santos Lacerda. Apenas Felipe é da cidade de Jacundá. Com eles, os policiais encontraram um bloqueador de celular, furadores de concreto, ferramentas, fios, aparelhos celulares e outros equipamentos para uso no arrombamento do prédio e cofre da agência do Bradesco. Participaram das prisões o capitão Rogério, tenente S. Cruz, sargento Waldemir, cabo César e soldado Hélio.

O capitão Rogério Pereira, comandante da CIMP, detalhou como efetuou a prisão da quadrilha. Segundo ele, era por volta de 23 horas de segunda-feira quando a viatura policial realizava rondas pelas ruas da cidade e os policiais militares perceberam um veículo C4 Pallace, com a placa de Marabá (NPQ 1510), o qual trafegava com algumas pessoas consideradas suspeitas.

Essa atitude chamou atenção da guarnição, que decidiu fazer uma simples abordagem. Ao revistar o veículo, foram encontrados vários objetos suspeitos. Então, os policiais acionaram o comandante da companhia, Capitão Rogério. “Ao indagá-los, o grupo começou a se contradizer e logo revelaram a intenção criminosa”, conta o oficial.

Capital Rogério detalhou que os ocupantes do carro revelaram onde estava o restante da quadrilha, dos quais dois suspeitos se encontravam com outros equipamentos escondidos num matagal próximo à região central da cidade e aguardava o momento para efetuar o arrombamento da agência Bradesco.

Após a prisão dos homens veio outra revelação. A participação de uma mulher que estava com outro equipamento também para ser utilizado no crime. Com as informações, a guarnição da PM seguiu para a casa onde a suspeita estava, e na residência foi dada voz de prisão a mesma, onde foi encontrado um bloqueador de sinal de celular.

Os equipamentos tecnológicos foram uma surpresa para os policiais. “Somente em filmes vi tanto equipamento de tecnologia de ponta. Impressionante o poderio de ferramentas que seria utilizado no arrombamento ao banco”.

O capitão informou nesta manhã que o caso foi informado ao comando de Policiamento Regional de Tucuruí, que determinou a condução do bando e a apresentação fosse procedida na Regional Tucuruí devido à periculosidade da quadrilha.