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Parauapebas

Vigia de escola no Cedere I leva cinco tiros. Crime pode ter sido por motivo fútil.

Após serem barrados de entrar no estabelecimento, por trajarem bermuda, bandidos mataram Gutemberg Santos, que há oito meses ajudava a proteger a escola.

Por ter impedido dois homens de entrarem numa escola da Vila Cedere I, na Zona Rural de Parauapebas, por usarem trajes inadequados, o vigia Gutemberg Castro dos Santos, 33 anos, pode ter sido assassinado por um motivo tão fútil. Foi nesta quarta-feira, 6, já no final da tarde.

Segundo testemunhas ouvidas pela guarnição da Polícia Militar, formada pelo sargento M. Silva e cabo Alan, quando os dois homens foram barrados não teriam esboçado qualquer atitude violenta. Eles estariam usando bermuda. Só que a dupla esperou o momento certo para agir: no momento em que Gutemberg saiu do trabalho. Mas antes a dupla ainda foi na casa do vigia, que fica a dez quilômetros da escola. Da esposa da vítima, ouviram que ele ainda não havia chegado. Os bandidos decidiram esperar por Gutemberg num cruzamento perto da unidade escolar.

Quando o vigia passou em sua moto, recebeu cinco tiros que lhe tiraram a vida. Gutemberg deixa esposa e dois filhos.

Conforme informado pelos policiais, os assassinos estavam num veículo de cor vermelha, possivelmente um Celta. “Aparentemente, ele não tinha nenhum problema com a vizinhança. Alguns vizinhos às proximidades viram quando umas pessoas num carro vermelho chegaram, encostaram nele e efetuaram os disparos”, conta o sargento M. Silva.

Entrevistado pela reportagem, o pai da vítima, Luiz Gonzaga dos Santos, diz desconhecer que o filho vinha recebendo algum tipo de ameaça. Se Gutemberg impedia pessoas de entrarem na escola, observa seu Gonzaga, era por ordem superior. “É ordem do colégio para não aceitar que alguém entre de short, de camiseta. Ele estava obedecendo a ordem da diretora do colégio”, frisa o pai, para informar que Gutemberg trabalhava há oito meses na escola.

Parauapebas

Homem é assassinado a pauladas e tem o corpo carbonizado em Parauapebas

Crime aconteceu a 500 metros da Chácara Vale das Águas, onde começou a confusão que culminou no assassinato macabro

Um homem foi assassinado a pauladas na tarde de sábado (2), na zona rural de Parauapebas, na Chácara Vale das Águas, distante 17 quilômetros da área urbana. Após ter sido eliminado, o corpo dele e a moto em que estava foram queimados. Embora a confusão que gerou o crime tenha começado em um bar, a dona do estabelecimento, Maria do Bom Parto Alves, 37 anos, também conhecida com Gorete, diz não ter visto quase nada, apenas o início do imbróglio, e conta uma história um tanto quanto complicada.

Segundo a mulher, um homem, em uma moto amarela chegou ao bar, logo depois chegou outro em uma moto preta e jogou uma lata de cerveja no rosto do que havia chegado primeiro, o qual ela identifica primeiramente como “Codô”, depois diz que agressor o chamou de Danilo e, por fim, afirma que não conhece nenhum dos dois.

Em seguida ela fala que, assim que começou a confusão, tentou interferir, mas levou um empurrão e pediu para que ambos se retirassem do estabelecimento, no que foi atendida. Daí para frente, Bom Parto diz que não viu mais nada e nega que o crime tenha acontecido no bar, embora a polícia tenha sido informada do contrário.

Indagada sobre o fato de o piso do estabelecimento ter sido lavado antes que a polícia chegasse, Bom Parto afirma que o que lavou ali foi a moto do marido, que chegou suja de lama devido à chuva do dia anterior. Sobre rastros indicando que alguém havia sido arrastado do local, a mulher torna a dizer que nada aconteceu no bar.

O corpo de “Codô” ou Danilo foi encontrado cerca de 500 metros do bar, amarrado e carbonizado, assim como a motocicleta totalmente queimada. Cabe à Polícia Civil investigar para elucidar mais esse crime com características macabras.

Violência

Dois mortos e dois feridos no primeiro dia de 2019 em Parauapebas

O caso aconteceu na Vila Palmares II, nas primeiras horas desta terça-feira. Uma rixa antiga acabou em tragédia, colocando em risco até a vida de quem nada tinha a ver com a briga

Uma confusão generalizada, nas primeiras horas na manhã deste dia 1º, em um bar da Vila Palmares II, a 22 km da área urbana de Parauapebas, teve como saldo dois mortos e dois feridos. Os mortos são José Maria Paiva, 37 anos, natural de Pedreiras (MA), e Aldemir Alencar da Silva, 35. Foram parar no Hospital Geral Ediel Gomes Santos, 22, que está preso, e Hélio Silva Santos, 22, que não tinha relação alguma com o caso.

De acordo com as informações que a Reportagem do Blog conseguiu levantar, Ediel e José Maria alimentavam uma desavença antiga, motivada pelo fato do primeiro ter roubado objetos da casa do segundo. Sempre que se encontravam, o caso vinha à tona e havia discussão.

Nesta terça-feira, pela manhã, eles estavam no mesmo bar quando, já movidos pelo excesso de álcool, começaram a discutir, tendo partido para a agressão física. Momento em que Ediel desarmou José Maria, que carregava um revólver na cintura e fez vários disparos, matando inclusive o desafeto.

Aldemir Alencar, que estava junto com Ediel e José Maria, também foi atingido e levado às pressas para o hospital, assim como Hélio Silva Santos, que passava pela rua, voltando para casa, e foi atingido no queixo, de raspão. Ediel, que foi ferido a faca por José Maria, durante a briga, também foi hospitalizado.

Aldemir não resistiu ao baleamento e morreu na casa de saúde pública. Hélio foi submetido a pequena cirurgia para retirar do queixo fragmentos do projétil e Ediel foi medicado, está fora de perigo, mas algemado na cama, preso, acusado pelo duplo homicídio.

Capa

Jovem foi degolado e teve o coração arrancado em Parauapebas

Com a cabeça separada do corpo, sem o coração e dilacerado por golpes de facão. Foi assim que Edinaldo de Jesus Lopes encontrou o corpo do filho de 18 anos, João Matheus da Conceição, por volta das 10h30 deste domingo (16). O rapaz estava desaparecido desde as 17h de sexta-feira (14). O corpo de João Mateus foi desovado no final da Rua 4, margem oposta do Rio Parauapebas, na mata.

O pai conta que na tarde de sexta-feira o jovem estava apanhando mangas para uma garota quando 10 homens chegaram em uma canoa e o levaram, saindo por trás da Chácara dos Guardas.

Conhecido como “Cobra”, o rapaz tinha passagem pela polícia por roubo e, segundo o pai, tomava medicamentos controlados. Edinaldo, que disse morar há 26 anos em Parauapebas, estava muito abalado devido ao estado em que seu filho foi encontrado. “Não sei por que fizeram isso com o meu filho. Não tenho maldade com ninguém, nunca fiz mal a ninguém”, desabafou.