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Redenção

Chuva dá as caras no verão e causa alagamentos em Redenção

Temporal durou cerca de quarenta e cinco minutos nesta segunda-feira e alguns bairros ficaram sem energia
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Por volta das 17 horas desta segunda-feira (13), os redencenses puderam perceber uma mudança drástica de clima na cidade. Após vários meses sem a presença da chuva e um calor sensação térmica de mais de 30 graus Celsius, eis que ela veio, trazendo consigo o cheirinho de terra molhada.

Foram apenas 45 minutos, mas tempo suficiente para causar alagamentos em vários pontos da cidade.

Francisca Aguiar disse à Reportagem do Blog que, nas condições atuais, pode ter poça de lama em qualquer lugar da cidade, porém ela não está nem aí. “Já faz muitos meses que não chove em Redenção, estava muito seco, um poeirão medonho. Hoje pode ter poça de lama onde for, eu não quero nem saber. Quero que Deus mande mais chuva ainda” finalizou.

Eva da Silva reconhece que a chuva é passageira, conhecida como “chuva das flores”, ou do caju, porém está satisfeita e diz que a temporada do período de inverno inicia a partir do final de setembro. “Que foi bom foi, esperamos mais, porém acredito que o inverno só começa a partir do final do próximo mês,” concluiu.

 A chuva que caiu no final da tarde de ontem em Redenção ocasionou alagamentos em bairros afastados do centro da cidade, congestionamento no trânsito e falta de energia em alguns bairros.

Paragominas

MP vai apurar rompimento de 5 represas particulares em Paragominas

O resultado do relatório técnico irá subsidiar as ações criminais e cíveis dos proprietários das fazendas em que as represas romperam causando o alagamento na cidade.
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O Ministério Público do Estado (MPPA) por meio dos Promotores de Justiça de Paragominas, Reginaldo César Lima Álvares e Carlos Lamark Magno Barbosa, instaurou inquérito civil (0001/2018 1º PJP) na quinta-feira (12) para apurar as circunstâncias que levaram ao alagamento de parte da cidade, deixando desabrigadas mais de 300 famílias, segundo informações oficiais da prefeitura.

O inquérito civil visa responsabilizar civil e criminalmente os responsáveis pela construção de pelo menos 5 represas na cidade e também os órgãos que tenham se omitido na fiscalização a fim de prevenir o rompimento das mesmas. O Ministério Público já conta com uma equipe técnica, disponibilizada imediatamente pelo Procurador-Geral Gilberto Valente Martins, que iniciou nesta sexta-feira (13) um levantamento dos danos causados pelo rompimento das represas.

O resultado do relatório técnico irá subsidiar as ações criminais e cíveis dos proprietários das fazendas em que as represas romperam causando o alagamento na cidade. O Ministério Público também já requisitou, em caráter de urgência, ao Instituto Médico Legal, a realização de perícia nas fazendas a fim de subsidiar as ações. A apuração envolverá tanto a conduta dos fazendeiros quanto a eventual omissão dos órgãos com atribuição para fiscalizar essas construções.

bombeiros

Com a cheia do Rio Parauapebas, Corpo de Bombeiros vistoria regiões alagadas em Canaã dos Carajás

O objetivo da ação era encontrar pessoas isoladas em vicinais
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As fortes chuvas que caíram em Canaã dos Carajás desde o início da semana aumentaram o nível do Rio Parauapebas. O volume de água, apesar de tão esperado, acabou trazendo alguns transtornos para moradores ribeirinhos. O rio acabou alagando algumas propriedades e o Corpo de Bombeiros de Canaã foi acionado no início da tarde desta quarta-feira (7) para auxiliar os moradores da região.

A equipe dos bombeiros se deslocou para o local por volta do meio dia. O ponto escolhido para o trabalho fica localizado a cerca de 30 quilômetros de Canaã. Por lá, os militares tiveram que usar um barco para iniciar a vistoria.

O volume de água do rio impressionou a todos. A estrada foi invadida e acabou se tornando parte do rio. Ao chegar no local, produtores rurais corriam contra o tempo para salvar alguns animais que moravam em uma fazenda na vizinhança. Várias galinhas e patos foram salvos e deslocados para uma região seca próxima do lugar.

Antes da operação ter início, foi constatado que a água continuava a avançar de forma rápida contra a estrada. Rapidamente, os bombeiros montaram o equipamento e começaram a vistoria pela região.

Com muito cuidado para não bater de frente com cercas de arame, a equipe seguiu rio a fora. A operação levou boa parte da tarde. Felizmente, algumas pessoas que estavam isoladas e correndo risco já haviam se evadido do local.

O trabalho das equipes deve continuar nos próximos dias para evitar maiores transtornos aos moradores da zona rural de Canaã dos Carajás.

transporte

Chuva castiga e BR-155 está prestes a ficar interditada em Xinguara

A forte e permanente chuva que cai no Pará está causando estragos em vários municípios do sul e sudeste do Pará
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Em Xinguara, por exemplo, quem transita pela BR-155 fica desesperado quando precisa cruzar um trecho de cerca de 300 metros em frete ao Frigorífico Xinguara, a 3 quilômetros do centro da cidade.

A chuva mais intensa começou a cair na madrugada desta terça-feira (6), levando o Rio Sebosinho a transbordar, rompendo o aterro de sustentação do asfalto na BR-155 – saída de Xinguara para Rio Maria – e deixando a rodovia parcialmente interditada. Muitos motoristas ficaram parados no local esperando a água baixar, enquanto outros se arriscaram, principalmente condutores de camionetes.

As bueiras foram levadas pela enxurrada, deixando uma cratera embaixo da rodovia federal, que curiosamente foi revitalizada em novembro do ano passado, deixando apenas uma fina camada asfáltica.

O blog entrou em contato com o chefe do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Marabá, Jairo Rabelo, o qual informou que desde as primeiras horas desta terça-feira uma equipe do próprio DNIT – comandada por um engenheiro civil – foi enviada ao local, assim como representantes da empresa responsável pela obra de recuperação daquela rodovia, a Ethos. “Eles estão fazendo uma análise para que possamos definir o tipo de intervenção que deverá ser feita no local”, informou Jairo Rabelo.

Chuva deixa Defesa Civil de Parauapebas em alerta

Veja algumas recomendações da Defesa Civil para o período de chuvas em Parauapebas
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A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia para Parauapebas nesta terça-feira – que era de receber chuva entre 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia, risco de alagamentos e transbordamentos de rios – se configurou desde as primeiras horas da manhã. Segundo o INMET, o fenômeno conhecido como “Laninha”, que resfria as águas do Pacífico, e um corredor de nuvens carregadas estacionado perto da linha do Equador deixaram o clima instável e chuvoso na Amazônia.

No município o que se viu durante toda a manhã foram vários pontos de alagamentos espalhados pela cidade.  Na Rua 19, no bairro União, moradores ficaram ilhados por causa do alagamento na via.

Já na Avenida Liberdade, no Rio Verde, o tráfego precisou ser desviado para a PA-275 depois de um acidente com carros que tentaram passar pela rua alagada. Agentes de trânsito orientaram os motoristas desde as primeiras horas da manhã.

A estação meteorológica automática operada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no município de Parauapebas registrou 208,6 milímetros de precipitação entre as 11 horas de domingo (04) e as 14 horas desta terça-feira.

Também houve alagamento na região do Mercado Municipal.

Segundo a Defesa Civil de Parauapebas, os níveis do igarapé ilha do cocô e do rio Parauapebas, que cortam a cidade, subiram abruptamente, provocando os alagamentos. O órgão está em alerta e  equipes foram colocadas de plantão para atender as emergências que aparecerem.

Nesse período chuvoso é necessário dobrar a atenção e algumas ações são recomendadas pela Defesa Civil. Entre elas:

* Evite enfrentar o mau tempo.

* Observe alteração nas encostas.

* Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

* Em caso de situação de inundação, ou similar, proteja seus pertences da água envoltos em sacos plásticos.

* Em Parauapebas a Defesa Civil pode ser acionada através do telefone 3356-5597.

Tempo ruim

Em Canaã dos Carajás, temporal arrasta carro em Avenida inundada

Transtorno aconteceu na avenida Parakanã, próximo ao cemitério
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Muita tristeza e desespero por parte de um motorista ao perceber que o seu veículo estava sendo levado pelas águas em Canaã. Após uma noite de temporal na Terra Prometida, um igarapé acabou transbordando e inundando a Avenida Parakanã, que interliga o bairro Cidade Nova ao bairro Parakanã, nas proximidades do Cemitério Municipal. O transtorno aconteceu por volta das 05:30 da manhã, quando a Avenida se transformou em um verdadeiro rio e a força das águas provocou vários transtornos à população.

O motorista, dono de um carro Honda City tentou atravessar as águas, mas o veículo não suportou a força da correnteza e o motor apagou. Sem ter o que fazer, o homem só conseguiu assistir a tragédia de ver as águas levarem embora o seu precioso bem. O fato atraiu a atenção de curiosos e viralizou nas redes sociais do município. Os moradores das proximidades também viram a água invadir as suas residências.

Felizmente, não houve vítimas no incidente. O Corpo de Bombeiros foi acionado e esteve presente no local para averiguar as residências que estão em situação de risco nas proximidades.

Ciente da situação, a Secretaria de Obras de Canaã dos Carajás, mesmo com muita chuva, disponibilizou maquinário para trabalhar no local e tentar minimizar o alagamento da Avenida.

alagamento

Fevereiro começa com chuva forte e alagamentos em Marabá

A Estação Meteorológica de Marabá registrou 103 milímetros de chuva desde a madrugada desta quinta-feira, com incidência maior até as 7 da manhã, quando choveu 58,2 milímetros
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São Pedro começou o mês de fevereiro abrindo as comportas. Desde a madrugada desta quinta-feira, dia 1º, Marabá recebeu um “dilúvio” que inundou dezenas de ruas, centenas de residências e comércios em vários bairros da cidade.

Os bairros Liberdade e Folha 29, na Nova Marabá, foram os mais castigados, com alagamentos que permanecem mesmo depois que a chuva diminuiu. A Prefeitura precisou colocar de plantão dez equipes da Defesa Civil para resolver pontos de alagamentos e permitir que a água escoasse com mais velocidade.

Além dos bairros já citados, também houve alagamentos em diversas ruas do Belo Horizonte, Laranjeiras, Folha 33, Folhas 28, km 7 e São Félix.

A dona de casa Silvia Lurdes Guedes, residente na Avenida Antônio Vilhena, 1.472, disse que só este ano sua residência já foi inundada por água de chuva seis vezes, tendo perdido sofá, colchão e até uma geladeira. “Dessa vez já fiz um jirau permanente. A gente sofre aqui toda vez que começa a chover. Antigamente, esses alagamentos não aconteciam”, desabafa a mulher.

Procurada pela Reportagem, a Prefeitura de Marabá, por meio da Assessoria de Comunicação, reconhece que os problemas da Antônio Vilhena, na Liberdade, Folha 29 e Avenida Manaus, no Belo Horizonte, são crônicos, e ressalta que apenas no verão terá condições de refazer o sistema de escoamento de águas pluviais com bueiros mais amplos.

A Estação Meteorológica de Marabá registrou 103 milímetros de chuva desde a madrugada desta quinta-feira, com incidência maior até as 7 da manhã, quando choveu 58,2 milímetros. Depois, a chuva foi diminuindo aos poucos, até ficar “serenando” por volta de 10 horas.

Incidência de raios

Com as fortes chuvas e rajadas de ventos, também é recorrente a incidência de descargas elétricas neste período do ano, como aconteceu na madrugada desta quinta-feira. Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), raios ganham maior intensidade primeiro nas regiões sul, sudeste e sudoeste do Pará.

De acordo com dados da Agência Nacional de Águas (ANA), o mês de janeiro registrou até o dia 26 a marca de 163,4 mm – volume 36% da média esperada para os primeiros 30 dias do ano, que seria 254,2 mm.

Apesar de ser um volume abaixo do esperado, para os meses de fevereiro e março os volumes serão intensificados. Respectivamente, o mês do carnaval pode chegar a marca de 273,5 mm, enquanto o mês seguinte registrará quase o dobro, com 435,8 mm.

Para a meteorologista Gláucia Gomes, o aumento de chuvas está diretamente ligado ao fenômeno conhecido como La Niña, que, oposto ao El Niño, consiste na diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico Tropical Central e Oriental, causando mudanças no clima.

“Em dezembro de 2017 os modelos de previsão apontavam para a chance de configuração do episódio La Niña no trimestre janeiro, fevereiro e março de 2018, com chances de ocorrência até abril de 2018. Esse padrão favorece o aumento de chuva em parte da região norte do Brasil. Neste mês de janeiro os modelos indicam que este episódio frio persiste ao longo do pacífico equatorial, provocando anomalias negativas na temperatura da superfície do mar”, explicou.

alagamento

Marabá: vereadores exigem que a prefeitura busque uma solução para alagamentos

Hoje tornou a chover em Marabá e população ficou apreensiva, temendo perder tudo na enxurrada
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

Depois do temporal da última quinta-feira (9), nova chuva caiu hoje pela manhã em Marabá, (14). Não tão intensa quanto a da semana passada, mas forte a ponto de, novamente, provocar alagamentos em casas localizadas em áreas baixas da cidade – como na Folha 33 – ou em locais à margem de grotas ou ainda em ruas cujos bueiros estão entupidos. E foi esse o assunto levantado pelo vereador Ilker Moraes Ferreira (PHS), na sessão de hoje da Câmara Municipal.

Em seu pronunciamento, ele lembrou que “muita gente diz que o governo está bem e é o melhor”, mas, os alagamentos da semana passada mostraram que não é bem assim. Ilker reconhece que esse problema é bem antigo, mas afirma que está na hora do governo municipal fazer um levantamento de todas as áreas críticas e começar a buscar uma solução definitiva para o problema.

Salientou que, a cada chuva forte, com os alagamentos muitas famílias perdem boa parte ou tudo o que têm, como aconteceu na quinta-feira passada, nas Folhas 20 e 28 da Nova Marabá, onde houve transbordamento da Grota Criminosa, e em áreas dos bairros Liberdade, Laranjeiras, Belo Horizonte e Da Paz, entre outros.

Ilker foi aparteado pelo colega Gilson Dias (PCdoB), ex-superintendente de Desenvolvimento Urbano de Marabá, e relatou que as águas que descem para a Grota Criminosa têm o volume cada vez maior em razão da urbanização crescente dos bairros Quilômetro Sete, Araguaia e Nossa Senhora Aparecida – estes dois antes invasões da Fanta e da Coca-Cola -, onde o asfaltamento impede que a água seja absorvida pelo solo.

Marcelo Alves (PT) também falou sobre sua preocupação com os alagamentos e disse que “entra governo, sai governo” e a situação perdura, parecendo “que tem cabeça de cavalo enterrada”. Ele afirmou que, na quinta-feira ligou para o prefeito Tião Miranda, advertindo de que “não tem governo no mundo que consiga ter popularidade com esses alagamentos”.

O vereador Pastor Ronisteu (PTB) também se reportou com muita preocupação sobre o assunto, chamando atenção para os inúmeros bueiros sem tampa na cidade, nos quais pessoas caíram na quinta-feira passada, alertando para o fato de que, se uma criança ou um idoso cair num desses bueiros, em dia de alagamento, corre risco de morte.

Irismar Melo (PR) disse ter sido acordada de madrugada e acompanhado o drama de “pessoas que já não têm nada e perderam tudo”, nos alagamentos, exigindo uma ação preventiva da prefeitura pois essa é uma situação previsível.