Coluna do Frede: o plebiscito, os bois e seus nomes

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Por Frede Silveira – Marabá
Fred Silveira Engana-se redondamente quem pensa que os efeitos colaterais do resultado do plebiscito do 11 de dezembro passado esgotaram-se com a contagem dos votos e a constatação de que o Sim havia perdido. Principalmente levando-se em consideração a espetacular votação em favor da separação.

Tenho usado os meios de comunicação de que disponho, principalmente nossa coluna daqui do Correio do Tocantins, para demonstrar o ledo engano de quem assim está pensando. Os argumentos contrários a quem tem essa convicção são inquestionáveis, a começar pela inequívoca e quase unânime adesão da população residente nas regiões emancipandas.

Ora, quando quase 94% do povo diz que quer se separar do estado mãe, o Pará, com o propósito de criar os estados do Carajás e Tapajós deixa claro para quem quiser saber o seu real desejo. Foram 1.200.000 homens e mulheres de todas as classes sociais que disseram não a continuidade do atual estado de dependência e consequente penúria de uma região reconhecidamente rica e próspera do ponto de vista econômico, mas que fica muito a desejar nas questões sociais em larguíssima escala.

A população vai guardar por muito tempo na memória o nome de alguns políticos, líderes empresariais e comunitários, sindicalistas e demais lideranças, que foram frontalmente favoráveis a manutenção da atual situação em que vive todo um povo honesto e trabalhador e que até hoje acredita ser possível, sim, mudar essa triste realidade em que está mergulhada ao longo do tempo.

Para ficar apenas aqui por Marabá, onde faço parte de um grupo, a Comissão Brandão, que juntamente com algumas outras entidades e reconhecidas pessoas, faz um trabalho de décadas em prol da criação do estado do Carajás posso afirmar que do desenho idealizado inicialmente pela cúpula diretiva para desenvolver um trabalho de massificação da campanha pelo Sim, de onde mais se esperava foi de onde menos se obteve apoio.

Ficou determinado pela Frente do Sim Carajás um desenho pelo qual haveria uma Frente Municipal (servindo de modelo a todos os 39 municípios), composta de três dirigentes, a saber: O presidente, que seria o prefeito municipal; o vice-presidente, que seria o presidente da Câmara dos Vereadores; e um secretário, que foi indicado por um grupo minoritário e que, por estranha coincidência, seria eu mesmo.

Ocorre que isso não funcionou. E, claro, não poderia funcionar mesmo, principalmente aqui em nosso município onde o senhor prefeito nunca foi propriamente dito um grande entusiasta na luta pela separação. O vice-presidente da dita Frente Municipal, no caso o presidente da Câmara de Vereadores, por conta de seus prováveis múltiplos encargos não teve muito tempo a dedicar a campanha. E o secretário, por acaso esse escriba, não passava de um simples enfeite posto embaixo da mesa de decisões sem direito ao menos de escutar o que se decidia. O resultado dessa fórmula miraculosa inicialmente foi o que já era esperado: puro e simples fiasco, engodo.

Na verdade o centro de decisões estava muito longe daqui, deslocando-se entre Xinguara, Redenção, Brasília e Salvador. Sim, Salvador mesmo, a cidade do salvador da pátria Duda Mendonça que muito antes do dia D, segundo se comenta já estava a léguas do tiroteio final. Mas essa, como outras, é outra história. Outras histórias que, por sinal, por ocasião da campanha eleitoral deste ano certamente virão à tona com todos os bois e seus respectivos nomes. E que fique bem claro: jamais se deve brincar com a memória e inteligência do povo. A vingança poderá ser cruel. É só esperar.

11 comentários em “Coluna do Frede: o plebiscito, os bois e seus nomes

  1. José Benjamim Braga Responder

    . . .Os ignorantes não tem coragem de aparecer, os covardes, os mentirosos, os sem nada são tão imprestáveis que mudam de nome quando querem defender a sua estupidez.

    SR. FREDE, HOMENS FAZEM O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO, DEFENDE UMA CAUSA JUSTA, COM DIGNIDADE E RESPEITO E SE IDENTIFICA>
    NÃO RESPONDA A ANONIMOS. QUEM SE ESCONDE NO ANONIMATO NÃO MERECEM NEM MESMO RESPEITO.

  2. Mozarildo Quintanilha Responder


    Luana:

    Caro Fred, conforme-se, por enquanto, com a estupidez da maioria da população paraense, que ainda prefere um estado imenso e subdesenvolvido. Mais alguns anos amargando miséria e este mesmo povo irá concordar com a mudança, principalmente porque doravante o Governo não mais poderá nos ignorar e terá de dividir o bolo de forma mais justa. Ao se colocar publicamente contra a divisão, o Governo obrigou-se a provar que o Estado deste tamanho é viável e para fazer isto terá de tirar recursos de Belém e região para aplicar aqui. Ora, se Belém já está ficando inabitável mesmo com toda a dinheirama que recebe, imagina se os recursos diminuírem. Aí nós veremos de onde partirá o CHORORÔ.

    Quanto mais eles absurdos eles falam, mas fica patente que realmente quem defendia a divisão eram ignorantes aliciados pelos poderosos da região.

  3. Luana Responder

    Caro Fred, conforme-se, por enquanto, com a estupidez da maioria da população paraense, que ainda prefere um estado imenso e subdesenvolvido. Mais alguns anos amargando miséria e este mesmo povo irá concordar com a mudança, principalmente porque doravante o Governo não mais poderá nos ignorar e terá de dividir o bolo de forma mais justa. Ao se colocar publicamente contra a divisão, o Governo obrigou-se a provar que o Estado deste tamanho é viável e para fazer isto terá de tirar recursos de Belém e região para aplicar aqui. Ora, se Belém já está ficando inabitável mesmo com toda a dinheirama que recebe, imagina se os recursos diminuírem. Aí nós veremos de onde partirá o CHORORÔ.

  4. roberto Responder

    Pois é seu Frede, imagina se todos os paraenses votassem como seria?
    Pois cerca de 25% não votaram. A lavagem seria maior
    Conforme-se com sua insignificancia e não duvide da capacidade do povo em decidir o que é melhor para ele.

  5. Toninho Responder

    Parem de chorar, o lugar de reclamações é na delagacia, só que nesse caso nem BO, resolve mais.
    Quanto aos 94% de homens e mulheres que disseram sim, eles correspondem a 94% de 33% do total de eleitores do Estado do Pará, enquanto 96% de 67% dos eleitores do Pará, disseram NÃO.
    Portanto 2 em cada 3 paraenses não querem a divisão.
    Há o que contestar?

  6. Claudia Responder

    Caro companheiro não fui só em seu município que isto aconteceu, aqui em dom Eliseu o prefeito dizia ser a favor do plebiscito, mas nada fez para colocar a campanha na rua para pedir voto, a campanha que teve aqui foi de alguns vereadores a memoria, e o povo que clama por justiça que fez. Mas não há mau que não traga o bem agora já podemos saber quem é quem…

  7. Senna Responder

    “Na verdade o centro de decisões estava muito longe daqui, deslocando-se entre Xinguara, Redenção, Brasília e Salvador. Sim, Salvador mesmo, a cidade do salvador da pátria Duda Mendonça que muito antes do dia D, segundo se comenta já estava a léguas do tiroteio final. …por ocasião da campanha eleitoral deste ano certamente virão à tona com todos os bois e seus respectivos nomes… A vingança poderá ser cruel. É só esperar.”

    Resquícios vingativos da divisão:
    Será que o nome “forasteiro” cabe neste caso? Ou, se deve tratá-lo mesmo de “chifrudo”?

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