Celpa é notificada em Parauapebas por obstrução de espaços públicos

Empresa foi advertida por largar galhos de árvores nas vias da cidade depois do trabalho de poda, sem qualquer programação com a Semurb.
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A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semurb) de Parauapebas novamente advertiu a Celpa por obstruir ruas e passeios públicos da cidade a cada vez que precisa podar árvores para desafogar a rede elétrica. O serviço de poda é necessário, para a própria segurança do município e da população, contudo tem sido praticado fora dos padrões de responsabilidades.

Quem afirma é o coordenador de Fiscalização de Urbanismo da Semurb, Francisco Soares. “O governo e a Celpa são parceiros, por isso seria possível o recolhimento do material se a empresa tivesse consultado a Semurb para alinhar a poda em período em que pudéssemos recolhê-lo imediatamente”, diz ele.

Pelo descumprimento das normas, a concessionária recebeu notificação de advertência nesta quarta-feira (9) por deixar “galhada em vias públicas” em vários locais da cidade. A infração é considerada leve, tendo a empresa, depois de receber a notificação, 48 horas para resolver o problema.

A persistência na atitude infracional pode agravar para “grave” ou “gravíssima”, o que implica em multa. Em uma nota curta, a Celpa informou apenas que está dialogando com a prefeitura para buscar a melhor forma de resolver a situação. A concessionária afirma que respeita as normas ambientais e está buscando alternativas para o caso junto à prefeitura.

Reincidência

De acordo com Francisco Soares, essa não é a primeira vez que a Celpa é notificada por largar galhos de árvores pela cidade, dificultando o trabalho do departamento de limpeza urbana, dando mau exemplo na cidade. Ao explicar sobre o processo de recolhimento de lixo no município, o coordenador da Semurb diz que, além da coleta rotineira, há mutirões, quando é feita a chamada “coleta geral” para retirar todos os tipos de resíduos sólidos, independentemente do que seja, como galhadas e entulhos.

Mas conforme frisa Francisco Soares, as coletas extras desse tipo de material devem ser programadas, devendo o cidadão que pretende descartar o material entrar em contato com o Departamento de Limpeza Urbana da Semurb para ver a disponibilidade de equipe e equipamentos para atender tal demanda. “Nossos equipamentos não são poucos se trabalharmos dentro de uma programação. No entanto, se tornam insuficientes se cada um decidir expor materiais a seu bel prazer”, orienta o coordenador.

No caso das empresas, independentemente do tipo de serviço que prestam ou de seu porte, não estão livres desta regra e precisam recolher o resíduo que produz, reforça Francisco Soares.

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