Canaã empurra PIB do Pará, que tem maior aumento de participação do Brasil

Produção de bens e serviços do estado saltou de R$ 138,1 bi para R$ 155,2 bi de 2016 para 2017. Belo Monte e, sobretudo, S11D engrenaram a economia paraense, que vai crescer mais.
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De 2016 para 2017, a riqueza do Pará, por meio da produção de bens e serviços, expressa em Produto Interno Bruto (PIB) avançou de R$ 138,11 bilhões (exatos R$ 138.107.514.252,38) para R$ 155,2 bilhões (exatos R$ 155.195.370.564,11). É como se, de um ano para outro, o estado tivesse incrementado em sua economia algo equivalente à metade da produção de riquezas do Tocantins, estimada em R$ 34,1 bilhões. Com todo esse desempenho, o Pará é o estado brasileiro que mais ganhou participação na fatia do PIB nacional, com subida de 0,2 ponto percentual.

As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que analisou os dados das “Contas Regionais” lançados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As “Contas Regionais” são uma espécie de aperitivo da pesquisa “Produto Interno Bruto dos Municípios”, que o IBGE soltará no dia 13 de dezembro e que mostra o tamanho da produção de riquezas de cada um dos 5.570 municípios brasileiros.

O que chama atenção na pesquisa do IBGE é a constatação de um prognóstico indicado pelo Blog do Zé Dudu desde 2018 — e reforçado este ano em análise da Consultoria Tendências — que este veículo reportou em primeira mão (relembre aqui): Canaã dos Carajás será, pelos próximos anos, o fiel da balança na economia paraense. Também em breve, com o mundaréu de obras previstas para Marabá, o PIB do estado ganhará ainda mais reforço, em termos de volume.

O avanço escalonado da produção do projeto S11D, instalado na Serra Sul de Carajás, no município de Canaã, está mudando os nichos de produção econômica do Pará, antes concentrada no poderoso setor de serviços de Belém, na indústria extrativa mineral em Parauapebas e na indústria de transformação nos municípios de Barcarena e Marabá.

A mina de S11D ainda não atingiu capacidade nominal plena de produção e, ainda assim, já deverá ser espécie de ampliação por volta de 2022. Essa sucessão de eventos vai levar o PIB paraense adiante, de maneira que Canaã dos Carajás se tornará, também, um dos municípios mais ricos do Brasil na próxima década. Outro aspecto que, segundo o IBGE, levou o Pará a aumentar a economia foi o número de turbinas em operação na Usina Belo Monte.

11ª maior economia

O Blog mergulhou nos números do IBGE e constatou que em uma década o PIB do Pará triplicou. Em 2007, a produção de riquezas paraense era estimada de R$ 51,85 bilhões. Com a divulgação de hoje, o Pará ultrapassou o Ceará e se tornou o 11º estado mais rico do país. Até 2016, o Ceará estava cerca de R$ 300 milhões à frente, mas em 2017 o Pará virou o jogo e está R$ 7,2 bilhões mais produtivo que o estado nordestino. A Unidade da Federação mais bem-sucedida continua, de longe, a ser São Paulo, que produziu R$ 2,12 trilhões, o equivalente à riqueza inteira da Argentina.

Além de São Paulo, Rio de Janeiro (R$ 671,36 bilhões), Minas Gerais (R$ 576,2 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 423,15 bilhões), Paraná (R$ 421,38 bilhões), Santa Catarina (R$ 277,19 bilhões), Bahia (R$ 268,66 bilhões), Distrito Federal (R$ 244,68 bilhões), Goiás (R$ 191,9 bilhões) e Pernambuco (R$ 181,55 bilhões) também são mais ricos que o Pará.

O PIB per capita do Pará, que é a divisão da riqueza teórica pelo tamanho da população, é de R$ 18.549,33, ainda abaixo da média nacional, que é de R$ 31.702,25. Mas já foi pior. No início da série histórica, em 2002, o PIB per capita local era de apenas R$ 4.043,64, o sexto pior entre as Unidades da Federação. Hoje, o estado ocupa a 18ª colocação no quesito.

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