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Economia

Pará é o estado que mais vai crescer em 2019, mostra estudo nacional

Projeção divulgada esta semana confirma publicação do Blog e aponta crescimento do PIB paraense em 10,8% acima do período pré-crise, quando o país enfrentou maior recessão da história.

A injeção de investimentos reportada com exclusividade e atualidade aqui no Blog do Zé Dudu na semana passada (veja aqui) entrou no radar dos analistas econômicos do país. Esta semana, a Tendências Consultoria Integrada, uma das mais prestigiadas do país, divulgou o estudo inédito “Cenários Regionais 2019-2023” que mostra o que o Blog já havia destacado: o Pará tem tudo para crescer. E vai.

Na análise das 27 Unidades da Federação, o Pará se destaca com a perspectiva de maior crescimento econômico em 2019, superando o período pré-crise, em 2014, momento a partir do qual o Brasil enfrentou sua maior recessão. A estimativa da Tendências é de que o Produto Interno Bruto (PIB) paraense atinja 10,8%, mais que o dobro do segundo colocado, Roraima, que tem perspectiva de crescer 4,7%. Além do Pará e de Roraima, apenas quatro outros estados vão voltar aos trilhos do progresso econômico: Mato Grosso (3,5%), Santa Catarina (0,2%), Mato Grosso do Sul (0,1%) e Rondônia (0,1%).

O Brasil deve registrar retração no crescimento de 3% em relação ao período pré-crise. Isso não quer dizer necessariamente que o PIB do país não vá crescer; no entanto, deve aumentar num ritmo inferior ao que vinha mantendo há cinco anos atrás, por exemplo. Alagoas, com retração de 9%, Maranhão, com queda de 8,4%, e Sergipe, com diminuição de 8,3%, são os estados com as piores perspectivas econômicas.

Segredos do Pará

Na análise do economista da Tendências e responsável pelo levantamento, Adriano Pitoli, o crescimento econômico deve dar fôlego a estados como o Pará, a fim de que os novos governadores consigam se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Também no caso específico do Pará, Pitoli joga na conta de seu avanço a maturação de projetos da mineradora multinacional Vale, como Salobo, em Marabá, que já vai enfrentar uma segunda expansão, e S11D, em Canaã dos Carajás, que está em franca expansão da capacidade produtiva, o chamado ramp-up (*). S11D também deverá ser alvo de ampliação de capacidade já no início da próxima década.

Veja também:  Inflação em Marabá cai em novembro e volta a subir em dezembro

Todos esses fatores, mais uma avalanche de investimentos privados e estatais previstos e à espera de acontecer, devem tornar o Pará o maior canteiro de obras do país na próxima década, num período que também é coberto pelo recorte do estudo. Até 2023, se tudo caminhar bem, Marabá será a meca de arrastão de trabalhadores para o derrocamento de pedrais no Rio Tocantins, nos limites do município de Itupiranga, e, quem sabe, para uma nova hidrelétrica nacional e uma nova ferrovia para cortar o estado e escoar a produção. Todos esses investimentos devem sair dos cofres públicos.

Na parte privada, o mesmo município deve movimentar, diretamente, entre 3.500 e 4.000 trabalhadores para a expansão do projeto de cobre Salobo e, também quem sabe, para uma segunda ponte rodoferroviária sobre o Rio Tocantins — que deve tornar-se real como contrapartida pela renovação antecipada da concessão do uso da Estrada de Ferro Carajás (EFC), por onde a Vale escoa o melhor minério de ferro do mundo.

Outros empreendimentos na própria cercania de Marabá (em Parauapebas, em Canaã, em Curionópolis, em Água Azul do Norte) e no lado polarizado por Santarém, com destaque para projetos de logística graneleira, sojícolas e de mineração, também devem turbinar a economia paraense.

(*) – Ramp-up é um termo usado em economia e negócios para descrever um aumento na produção de uma empresa antes dos aumentos previstos na demanda por produtos.

Comentários ( 2 )

  1. Muito fácil falar no crescimento do PIB se de fato houvesse interesse do governo no bem estar do povo paraense ele revogados o decreto do ladrão temer que prorrogou o incentivo fiscal das empresas extratoras de minério do nosso estado para que se estas assim pagassem os royalties ao povo paraense ai sim teríamos aumento no PIB e deixaríamos de enviar sr graça para o governo chinês aproximadamente 28 quilos de Ouro gratuitamente todos os dias

  2. Ha muita coisa ainda a ser feita no PA e entre elas uma boa fiscalização pois na grande maioria do Estado manda am tem dinheiro…sonega-se, burla-se, corrompe-se e td mais pra poder sair na frente, pra dar um passo a mais …. acredito muito no potencial do PA porque participei de frente de colonização e hj vejo aquela região lutanto pra conseguir melhorias q só viriam c sua emancipação apesar de td seu crescimento…estou falando da região sudoeste do PA

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