Pará

Belém, Ananindeua, Parauapebas e Canaã lideram estatísticas de roubo no Pará

Embora maiores taxas estejam na região metropolitana, municípios de Carajás lideram avanço dos índices nos últimos cinco anos. Lugares mais pacíficos estão no oeste do Pará e Marajó

Os municípios mais ricos do Pará têm se tornado solo fértil para ladrões, que, como diz um dito popular, “estão dando no meio da canela” nas áreas urbanas paraenses. Dados inéditos da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), referentes a 2018, foram parar no Anuário Estatístico do Pará 2019, e o Blog do Zé Dudu organizou os números que trazem os municípios da Grande Belém e do sudeste do Pará na liderança quando o assunto é crime de roubo.

Belém, Ananindeua e Marituba são verdadeiros redutos de ladrões. Enquanto a taxa de roubo por 100 mil habitantes no estado fica em torno de 1.248 ocorrências, na capital são impressionantes 3.067 – uma vez e meia. Em Ananindeua, praticamente a mesma coisa: 2.975 registros por 100 mil habitantes. E em Marituba, município encravado entre os dois anteriores, a taxa é de 2.460 roubos por 100 mil habitantes.

Não por acaso, a Grande Belém é uma das áreas urbanas mais violentas do globo, segundo contabiliza anualmente uma organização não governamental com sede no México. Recentemente, Ananindeua e Marituba desfilaram no “Atlas da Violência 2019”, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), entre os 20 municípios mais letais do Brasil, uma vergonha para o Pará, que, não obstante, ainda teve outros representantes famosos na nada gloriosa lista.

Riqueza de Carajás afoita larápios

Fora do cinturão metropolitano dos roubos, que ainda tem Benevides (2.211 ocorrências por 100 mil habitantes) e Castanhal (1.885 por 100 mil), os nomes que lideram são os de Canaã dos Carajás e Parauapebas, os dois lugares do estado que mais prosperaram financeiramente esta década e atraíram para si, além de recursos econômicos, trupes incontáveis de ladrões.

Os dados da Segup apontam que, no ano passado, Canaã apresentou 1.786 registros de roubo para cada grupo de 100 mil moradores, enquanto Parauapebas, que vem na sequência, apresentou 1.683 por 100 mil. No comparativo dos últimos cinco anos, enquanto todos os municípios da Região Metropolitana anteriormente citados apresentaram declínio nas taxas de roubo, Canaã e Parauapebas “evoluíram” e tomaram lugares antes pertencentes a Altamira e Marabá, que já não fazem mais parte do grupo das dez localidades do estado com mais roubo.

Mas nem tudo são misérias. Os municípios com menor taxa de roubo são Aveiro, no oeste do Pará, e Chaves, na Ilha do Marajó. Em Aveiro, campeão da paz e da harmonia, a taxa de ocorrência foi de apenas 6,11 roubos para cada grupo de 100 mil habitantes. Isso quer dizer que apenas um delito foi formalmente registrado no ano passado naquele município de 16,4 mil habitantes. Já em Chaves, foram 8,52 registros de roubos por 100 mil; na prática, dois casos.

Confira o ranking elaborado pelo Blog do Zé Dudu dos 10 municípios mais “remosos” em número de roubos e os 10 mais pacatos do estado!

Fonte: Anuário Estatístico do Pará, 2019 (Organizado pelo Blog do Zé Dudu)

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