Pará zera roubos a transporte de valores e reduz em 72% os ataques a bancos

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Inteligência e Análise Criminal (Siac), vinculada à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). Segundo a secretaria, as ações preventivas e repressivas minaram o poder de ataque de quadrilhas especializadas que agiam no estado
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Em dados divulgados ontem (17), a Secretaria de Inteligência e Análise Criminal (Siac), vinculada à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), mostra que os números de registros relacionados aos roubos de veículos de transporte de valores reduziram 100% e os números de roubos a bancos diminuíram 72% em todo o Pará no período de janeiro a agosto deste ano, em comparação a 2019.

Segundo o titular da Segupo, Ualame Machado, as ações preventivas e repressivas mineram o poder de ataque das quadrilhas que agiam no estado, muitas oriundas ou com ramificações em outros estados. Ele observa que antes, os assaltos a carros de transportes de valores e a banco eram frequentes no Pará.

O secretário frisa que os ataques, principalmente no interior, na modalidade conhecida como “vapor” ou “novo cangaço”, eram comuns. Na ação, os integrantes dessas quadrilhas, oriundos, em sua maioria, da região Nordeste do Brasil, de estados como Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco e Bahia, “sitiam” as cidades, normalmente aquelas pequenas e localizadas geralmente em áreas próximas a fronteiras com outros estados.

Nas ações, os criminosos chegam rapidamente, efetuando disparos para o alto, ou em direção ao quartel da Polícia Militar e a Delegacia de Polícia Civil, enquanto que outra parte do grupo vai até o banco, onde fazem reféns que são usados como “escudos humanos” e realizam o assalto. O secretário garante, no entanto, que a realidade vivida hoje pelo Pará é outra.

“Nos últimos anos vivemos uma situação de muita apreensão, em especial no interior do estado, com quadrilhas tomando algumas cidades e praticando o ‘novo cangaço’, quebrando e assaltando agências bancárias, levando todo o valor e deixando a população sem agência. Outra modalidade que cresceu muito foi à abordagem e explosão a carro forte para levar o dinheiro. Em 2019, nós conseguimos iniciar esse trabalho, ainda não sendo o ideal, mas já desarticulamos algumas quadrilhas. Este ano, nós conseguimos estrategicamente focar nas principais quadrilhas que atuavam neste setor, o que resultou na redução de 100% dos casos de roubos a carros-fortes e em mais de 70% nos roubos a bancos”, destaca o secretário.

Ultimato – Ele enfatiza que, entre as ações, está a “Operação Ultimato”, que foi concluída pela Polícia Civil na última terça-feira (15), com a desarticulação e prisão de um grupo criminoso especializado em ataques a carros-fortes no Pará e em outros estados do país. O grupo criminoso foi preso em Redenção, no sul do estado.

As equipes também conseguiram localizar uma propriedade rural utilizada como base pelo bando na zona rural de Ulianópolis, no sudeste do paraense, onde apreenderam 75 quilos de explosivos e munições de diversos calibres, cordéis detonantes e 25 estopins para detonação, além dos quatro fuzis. “Isso tudo é fruto de um trabalho de prevenção, de ostensividade, de presença de polícia, mas também de investigação que nos levou a desarticulação de diversas quadrilhas, a exemplo da quadrilha desarticulada pela Polícia Civil, em que armas de grosso calibre, de grande poder de letalidade e de difícil apreensão, foram encontradas e apreendidas, desarticulando assim a organização, até porque o armamento é o principal equipamento que eles utilizam”, frisa Ualame Machado.

O secretário acrescenta que, devido à extensão territorial e as dificuldades geográficas do estado, principalmente no interior, é necessário investir e garantir viaturas adequadas para a atuação dos agentes de segurança pública. Ele pontua que, no interior, onde a maioria desses tipos de crimes ocorria, a Polícia Militar ganhou mais qualidade para executar o serviço com a renovação da frota.

“Os novos veículos contribuem para maior eficiência, agilidade e segurança no atendimento à população, o que contribui com mais segurança e diminuição da criminalidade”, diz o secretário.

(Tina Santos-com informações da Segup)

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