Senador propõe projeto que anula pagamento do Fies durante a pandemia

Seriam beneficiados alunos com renda familiar bruta de até três salários-mínimos ou desempregados
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Senador Paulo Rocha (PT-PA) que que alguns de baixa renda do ensino superior continue estudos durante a pandemia

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Brasília – O senador Paulo rocha (PT-PA) apresentou o projeto de lei (PL 1841/2021) para socorrer milhares de estudantes brasileiros que de alguma forma foram impactados pela pandemia. A proposta anula o pagamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), entre março de 2020 e março de 2022, por parte de beneficiários com renda familiar bruta de até três salários-mínimos ou comprovadamente desempregados.

“Propomos que se dê o tempo necessário para que os beneficiários mais pobres e desempregados possam continuar seus estudos ou sua inserção no mercado de trabalho. Pensamos que, anistiando os estudantes das mensalidades que vão do início do estado de calamidade pública no Brasil a março de 2022, ofereceremos uma oportunidade de encontrar caminhos em um contexto tão dramático e desolador”, explicou o senador.

Os valores, de acordo com a proposta, serão relativos à amortização do saldo devedor e aos juros incidentes sobre o financiamento no biênio. O projeto também prevê a retomada dos pagamentos ao Fies em abril de 2022, sem prejuízo para a quitação dos débitos anteriores ou posteriores ao biênio que ainda estejam em aberto.

“É preciso cuidar da qualidade da educação básica, promover medidas de recuperação dos alunos e, no caso específico da educação superior, criar mecanismos capazes de garantir que as pessoas permaneçam nos bancos universitários ou se integrem de forma plena ao mercado de trabalho. Nesse cenário, olhar para o Fies é fundamental, pois é por meio dele que milhares de estudantes conseguem realizar o sonho do diploma universitário e mudar o rumo das próprias vidas”, destacou o senador Paulo Rocha.

Ao final de 2020, destaca o senador, na justificação da proposta, 47% dos contratos estavam inadimplentes com o Fies. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), por sua vez, calcula que em janeiro deste ano 12,8% dos brasileiros passaram a viver com menos de R$ 246,00 por mês (R$ 8,20 por dia). Assim, segundo a FGV, quase 27 milhões de pessoas vivem em pobreza extrema no País.

Reportagem: Val-André Mutran – Correspondente do Blog do Zé Dudu em Brasília.