Sem caixa, governo é pressionado para criar novo auxílio emergencial

Congressista e governadores da Amazônia Legal pedem pressa
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Brasília – A principal reinvindicação dos congressistas externada nos discursos de posse dos novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido), foi reforçada neste final de semana pelos governadores do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal que divulgaram uma carta (leia abaixo) na qual pedem a retomada imediata do pagamento do auxílio emergencial, destinado a famílias de baixa renda, e da habilitação de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS).

O governo federal prepara a criação de um novo auxílio emergencial para brasileiros impactados pela pandemia do novo coronavírus. O benefício, a princípio, será pago no formato de três parcelas de R$ 200 apenas aos trabalhadores informais que estão fora do Bolsa Família, entretanto, não há espaço fiscal, muito menos é apontado qual a fonte de recursos, uma vez que o Orçamento da União sequer foi votado.

A ideia é que sejam beneficiados apenas os brasileiros que participarem de curso de qualificação profissional. O programa está orçado em R$ 6 bilhões e ainda não tem previsão de quando deve entrar em vigor, adiantou o ministro da Economia Paulo Guedes.

O texto da carta foi assinado pelos governadores do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB); do Acre, Gladson Cameli (PP); do Amapá, Antônio Waldez (PDT); do Amazonas, Wilson Lima (PSC); do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM); do Pará, Helder Barbalho (MDB); de Rondônia, Marcos Rocha (sem partido); de Roraima, Antonio Denarium (sem partido); e do Tocantins, Mauro Carlesse (DEM).

Segundo o ministério da Economia, foram pagos R$ 290 bilhões em auxílio emergencial para 68 milhões de brasileiros no ano passado. Do total, 2,6 milhões receberam as parcelas de maneira irregular e apenas 200 mil pessoas devolveram o dinheiro ao governo.

* Reportagem: Val-André Mutran – Correspondente do Blog do Zé Dudu em Brasília.