Prefeitura de Canaã oferece quase R$ 15 milhões por pacote de exames

Governo alega não ter capacidade de realizar exames de análises clínicas diante da demanda crescente, porém não acha viável ampliar laboratório municipal haja vista a população flutuante
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Em se tratando de saúde pública, a endinheiradíssima Prefeitura de Canaã dos Carajás não tem cobra no bolso. Nesta quinta-feira (19), a titular da terceira maior praça financeira do Pará fez publicar no mural do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) uma chamada pública para contratar prestadora de serviços na área de exames complementares de baixa, média e alta complexidades, conforme a necessidade indicada pela Secretaria Municipal de Saúde. Cerca de R$ 14,707 milhões devem ser gastos com a empreitada.

As informações foram levantadas pelo Blog do Zé Dudu e podem ser conferidas aqui. A prefeitura marcou o credenciamento para o período compreendido entre os dias 6 e 10 de setembro, no horário das 8 às 12 horas. Os pacotes de exames são oferecidos em dois lotes, um com 209 itens e outro com 72.

No lote 1, o preço médio unitário dos exames parte de R$ 3,15, para detecção do tipo sanguíneo, até R$ 2.882,25, para pesquisa de anticorpos de doenças como dengue e febre amarela. Já no lote 2 a variação vai de um ecocardiograma, no valor de R$ 156,67, até um procedimento de cateterismo, ao custo de R$ 4.848,33. Neste último lote há diversos exames especializados de biópsia, úteis para casos de suspeita de câncer.

O processo foi dividido em lotes, segundo a prefeitura, para, entre outros fatores, concentrar o atendimento aos pacientes em único laboratório, de modo a evitar que recebam resultados em diferentes datas, o que pode prejudicar o diagnóstico e comprometer o tratamento.

Ainda de acordo com o governo municipal, em razão de a população local flutuar muito — particularmente pelo fato de Canaã dos Carajás ser uma localidade mineradora e, como tal, ter sua economia e sua dinâmica demográfica guiadas pelo mercado externo — não é viável neste momento a ampliação da estrutura física do laboratório municipal, mas sim a complementação dos serviços de acordo com as necessidades pontuais que possam, ao longo do tempo, vir a surgir ou a desaparecer. A Secretaria Municipal de Saúde local não teria atualmente capacidade instalada para realizar exames especializados de análises clínicas advindos da demanda pública. “O mais importante, acima de tudo, é manter o atendimento pleno aos cidadãos”, reconhece a administração.