Canaã dos Carajás

Postos promovem ação de combate à tuberculose em Canaã

Nos últimos anos, o município registrou 106 casos da doença, sendo que 10 foram no ano passado. O ano com mais registros foi em 2015, com 29 diagnósticos

Que com saúde não se brinca, isso todo o mundo já sabe. Prevenir doenças já são outros 500. Em alusão ao Dia Mundial de Combate à tuberculose, celebrado em 24 de março passado, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Canaã dos Carajás está promovendo ações de conscientização sobre a doença infectocontagiosa que mais mata no País.

Dentre a série de atividades que estão sendo desenvolvidas por profissionais da área em todas as Unidades de Saúde da Família (USF), estão: Palestras rápidas de orientação sobre a doença além da intensificação da busca por pessoas que apresentem sintomas respiratórios indicando a presença da tuberculose.

Essas pessoas, após abordagem e diagnóstico suspeito, serão encaminhadas para tratamento. De acordo com o coordenador de Vigilância em Saúde, Douglas Pacheco, a avaliação em busca de sinais clínicos é essencial para quebrar a cadeia de transmissão da tuberculose. “Se uma pessoa com tuberculose vive com outras pessoas próximas na mesma residência, o risco de transmissão e alto”, explicou.

As ações que iniciaram na segunda-feira (25), seguem até a próxima sexta (29). Atualmente, Canaã oferece acompanhamento gratuito para os pacientes com tuberculose em todas as Unidades de Saúde. O tratamento dura seis meses e não pode ser interrompido.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, em 2018 foram registrados 10 casos da doença na cidade. O ano com mais registros foi em 2015, com 29 diagnósticos.

Também nesse período, foram avaliadas 183 pessoas que conviviam com pacientes diagnosticados. Ainda de acordo com Douglas, dos casos registrados, 73 prosseguiram com o tratamento e foram curados.

Houve seis óbitos de pacientes, por motivos não relacionados à doença, e 15 abandonos de tratamento – que normalmente se encaixam no perfil de pessoas em condição de rua ou dependentes químicos –, 10 pacientes prosseguiram com o tratamento em outra localidade e dois pacientes seguem em tratamento, que deve ser concluído ainda este ano.

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