Policiais Militares e Bombeiros em greve em Parauapebas

Bombeiros e Policiais Militares lotados em Parauapebas aderiram nesta quarta-feira (19) ao estado de greve imposto pela categoria no Estado do Pará, mesmo depois que o governo ofereceu um reajuste que varia entre 14,3% e  22,4% sobre o salário dos soldados, sargentos e subtenentes. A categoria pleiteia reajuste de 100%, em virtude perdas acumuladas.

Com o reajuste proposto pelo governo, o soldado, que ganha hoje R$ 1.689,50, passará a receber R$ 2.128,80. O aumento é de 14,13%, tendo a partir daí um aumento escalonado de 1% a cada patente. O subtenente que ganha atualmente R$ 2.531,47, deve ganhar R$ 3.185,62.

As negociações continuaram hoje pela manhã. Segundo o secretário de comunicação do governo do Pará, Ney Messias, em seu twitter, às 13:39 horas a comissão que negociava levantava da mesa de negociações para levar as propostas ao PM’s. “ E neste momento a comissão de PMs saiu da mesa de negociação pra levar a proposta para os PM’s. Eles querem as cláusulas sociais todas agora”, postou o secretário”. Logo depois Ney Messias postava:

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Com relação às negociações para o reajuste salarial dos policiais e bombeiros militares, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, em nota, informa que:

1) Dentro do limite que é possível  oferecer sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal o Governo do Estado apresentou proposta de reajuste que eleva os salários dos soldados para  R$ 2.128,80. Com o reajuste, as tropas paraenses passarão a ter o oitavo maior salário pago a policiais militares no Brasil.

2) Há uma clara disposição do governo em negociar com os militares por reconhecer a importância e a responsabilidade do trabalho desempenhado por estes servidores, tanto que uma mesa permanente de negociação foi criada para discutir, a partir de março, outros pontos previstos na pauta de reivindicação como auxílio-moradia, auxílio-alimentação e gratificação por risco de vida.

3) Apenas os batalhões de Icoaraci (10º), Marituba (21º) e Ananindeua (6º) decidiram manter a paralisação de advertência, mesmo após a decisão tomada em assembleia de manter-se apenas em estado de greve até nova negociação.

4) Nos batalhões de Icoaraci e Marituba a paralisação durou poucas horas e o trabalho começou a ser retomado por volta de meia-noite.

5) Para evitar descontinuidade de policiamento e manter a segurança dos cidadãos nas áreas onde houve paralisação, a Polícia Civil foi deslocada para as ruas, junto com as Tropas de Missões Especiais da PM e com dez viaturas do Conselho de Segurança Pública do Meio Norte (Cone).

6) O delegado geral da Polícia Civil, Nilton Athayde; o  delegado geral adjunto, Rilmar Firmino; o comandante geral da Polícia Militar, coronel Daniel Mendes, e todos os comandantes de batalhões da Região Metropolitana de Belém também estão nas ruas para assegurar a tranquilidade da população.

Atualização:
A Polícia Militar ainda não declarou greve em Parauapebas, mas desde a manhã de hoje, 19, está em estado de greve. segundo informações do comandante interino, Major Mauro Sérgio, nada foi definido pelos praças que aguardam para hoje a noite parecer de seu advogado que definirá a situação.

No pátio do quartel, do 23º BPM de Parauapebas, muitas viaturas estacionadas e policiais cumprindo serviço sem sair às ruas. Segundo Major Mauro Sérgio, parte da corporação ainda está nas ruas e atendem chamados pelo 190 e disk denúncia.

Áreas de conflitos assistidas pela PM como, por exemplo, a Rua Fortaleza, conhecida rua Do Meio, a Cracolândia de Parauapebas, está sem a vigilância da polícia, e nas proximidades já podem ser visto viciados e vendedores da droga abordando quem passa.

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