Parauapebas: prefeito recebe investidores e ASCOM pouco informa

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Está no site da Prefeitura Municipal de Parauapebas, com um certo atraso diga-se de passagem, a notícia de um encontro entre o prefeito Darci Lermen e um grupo de investidores que visitam a região. O objetivo do encontro foi atrair tecnologia e investimentos para geração de emprego e renda ao município.

Entre alguns projetos a serem colocados à disposição de Parauapebas, estão o Projeto Sisal (produção de matéria-prima para peças de automóveis e produtos artesanais), que já está sendo implantado na cidade de Governador Edson Lobão (MA), uma fábrica chinesa de medicamentos genéricos, um depósito Alfandegado, entre outros investimentos também na área da agricultura e esporte. Leia a matéria completa clicando aqui.

Nota do Blogger:

Importante a iniciativa dos empresários que vislumbram Parauapebas como um bom local para se investir. Essa deveria ser a ordem do dia do prefeito Darci, buscar investidores em diversas áreas que não a mineração. Todavia gostaria de colocar a colher de pau nessa panela e buscar, por parte da ASCOM, maiores detalhes da visita e dos investimentos relacionados no site oficial da prefeitura.

Sisal

Quanto ao sisal, trata-se de uma cultura importante, todavia pouco sabemos sobre a mesma. Seria importante que a ASCOM, através de questionamentos aos empresários, fornecesse maiores detalhes do cultivo e, em especial, das possibilidades de geração de renda junto aos agricultores da região.

É público que  o sisal gera uma versatilidade de aproveitamentos, entre os principais produtos feitos com o sisal estão os fios biodegradáveis usados em artesanato e produção de cordas para várias utilidades, inclusive navais. O sisal também é utilizado na produção de estofados, pasta para indústria de celulose, produção de tequila, tapetes decorativos, remédios, biofertilizantes, adubo orgânico e sacarias. As fibras podem ser utilizadas também na indústria automobilística substituindo a fibra de vidro, bem como a mucilagem do sisal, que é usada na alimentação animal.

Medicamentos genéricos

Sobre a fábrica chinesa de medicamentos genéricos, sem querer ser estraga prazer, mas a China não tem know-how algum em medicamentos genéricos. É sabido que a indústria de medicamentos genéricos teve origem na década de 60, por iniciativa do governo dos Estados Unidos – primeiro país a adotar essa política – onde os medicamentos genéricos representam atualmente 72% do receituário médico e entram no mercado, em média, três meses após expiração da patente.

Posteriormente, muitos países da Europa também adotaram a Política dos Genéricos. Isso há mais de 20 anos. Os genéricos são bem aceitos nos Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Grã-Bretanha e Holanda. EUA, Japão e Alemanha representam 60% do mercado mundial de genéricos. Outros países de destaque na comercialização de medicamentos genéricos são: Reino Unido (50%), Dinamarca (22%), Holanda (14,5%), Áustria (8,7%), Finlândia (7,8%), Itália (7,5%), Bélgica (5,9%). A China é sequer citada pelos órgãos informativos que pesquisei sobre os medicamentos genéricos para elucidar essa postagem.

Depósito Alfandegado

Com meus parcos conhecimentos, não consegui atinar o que a reportagem tentou colocar como investimento nessa área, por isso nem vou opinar. Todavia gostaria que a ASCOM tentasse explicar o que seria esse depósito alfandegado que os investidores querem criar em Parauapebas.

Investimento na Agricultura e no Esporte

Não ficou claro na matéria quais os investimentos seriam feitos nessas duas áreas. redobro o pedido no item acima também para este.

Por fim, acredito ser mesmo necessário atrair investidores, principalmente em áreas não relacionadas ao minério. Mas sempre usando aquele velho ditado de "um olho no peixe e outro no gato", porque, de sabidos, este mundo está cheio.

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