Pará tem menor custo por habitante para déficit da previdência, aponta estudo

No entanto, remuneração média de aposentado (R$ 5,9 mil) é muito maior que do trabalhador da ativa (R$ 4,3 mil), o que, no futuro, pode comprometer o equilíbrio fiscal.
Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on twitter
Twitter
Share on print
Imprimir

Continua depois da publicidade

O déficit na previdência do Pará é de cerca de meio bilhão de reais e, se repassado ao cidadão, tem custo estimado em R$ 69. Esse custo é o mais baixo entre as 22 Unidades da Federação que, atualmente, apresentam rombo no caixa previdenciário. As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu a partir de estudo intitulado “A situação fiscal dos estados brasileiros”, produzido e divulgado ontem (11) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

De acordo com o levantamento, o estado com o maior déficit absoluto é São Paulo, onde o rombo chega a aproximadamente R$ 18 bilhões, conforme dados repassados pela Secretaria da Previdência. Mas é no Rio Grande do Sul (R$ 1.038), no Distrito Federal (R$ 887), no Rio de Janeiro (R$ 663) e em Santa Catarina (R$ 613) onde a população mais deve sentir os efeitos do desarranjo previdenciário.

Mas se, no momento, o déficit na previdência não é o problema número 1 do Pará, o futuro pode reservar surpresas nada agradáveis. Ocorre que, segundo a pesquisa, os inativos paraenses têm, hoje, média de remuneração acima do pessoal ativo. A distância salarial entre quem já se aposentou e quem está no batente é de quase R$ 2 mil. Essa distorção, no longo prazo, pode conduzir o estado aos mesmos problemas fiscais por que passam Minas Gerais e Rio Grande do Sul, por exemplo, ambos os quais neste mesmo grupo em que aposentados ganham mais que quem está na ativa.

A Firjan destaca que os dados da previdência e os problemas sociais pelos quais passam os estados deixam claro que nos últimos anos o rápido crescimento das despesas de pessoal tem sido o principal vilão para o equilíbrio fiscal. Porém, chama a atenção para o fato de que os dados declarados não revelam esse quadro alarmante, dificultando a aplicação de medidas eficazes de ajuste e controle de gastos públicos.

Publicidade

Relacionados