Pará: portaria da Lei Seca no dia do plebiscito já foi publicada no Diário Oficial

Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira, dia 2, a portaria 455, de 2011, que trata da proibição da venda ou de fornecimento gratuito de bebidas alcoólicas por estabelecimentos comerciais e por vendedores ambulantes, no próximo dia 11, quando será realizado o plebiscito sobre a divisão do Estado do Pará. A proibição valerá de 8h da manhã às 18h do domingo do pleito eleitoral que mobilizará todo o Estado. Assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Nilton Atayde, a determinação limita o comércio e fornecimento ainda que gratuito de bebidas alcoólicas, no período, em bares, restaurantes, lanchonetes, boates, lojas de conveniência, treilers, quiosques, além dos vendedores ambulantes. A emissão de licenças para festas feita pela Divisão de Polícia Administrativa (DPA) não acontecerá para o período da proibição. “Somente até meia-noite de sábado e após as 18 horas de domingo”, explicou o delegado Roberto Teixeira, diretor da DPA.

Na mesma edição do Diário Oficial, o delegado-geral da Polícia Civil determina que todos os policiais civis deverão permanecer nos municípios em que trabalham no dia 11 até a conclusão do pleito eleitoral. As folgas dos servidores serão compensadas posteriormente. Todas as cidades do Pará contarão com policiais civis de plantão mesmo aquelas em que não há unidade da Polícia Civil. Haverá reforços de policiais civis em 40 municípios, além do efetivo normal que trabalha nessas cidades. Quem insistir a desobedecer a determinar estará sujeito a ser conduzido a uma seccional para responder a um Termo Circunstancial de Ocorrência por crime de desobediência, cuja pena é de um a seis meses de prisão. O estabelecimento pode ainda ser fechado pela polícia. O objetivo da portaria é garantir a tranquilidade do plebiscito.

Posts relacionados

TJ do Pará recorre ao STF por folga às sextas de julho

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA), Constantino Guerreiro, impetrou ontem, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), um mandado de segurança com pedido de liminar, no Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer valer a portaria nº 3047, de 29 de junho, que facultou o

O Plebiscito da divisão do Pará, um alerta à geopolítica do Brasil

Por Célio Costa (*) O plebiscito da divisão do Pará revelou mais que um grito de independência, das regiões de Carajás e Tapajós, ecoado por mais de 95% de seus eleitores. Mostrou que a geopolítica do país precisa ser revista. Que as elites paraenses, que controlam a política e a

Coluna do Frede: o plebiscito, os bois e seus nomes

Por Frede Silveira – Marabá Engana-se redondamente quem pensa que os efeitos colaterais do resultado do plebiscito do 11 de dezembro passado esgotaram-se com a contagem dos votos e a constatação de que o Sim havia perdido. Principalmente levando-se em consideração a espetacular votação em favor da separação. Tenho usado

Deputado João Salame não é mais o vice-líder do governo na ALEPA

O deputado estadual João Salame Neto (PPS) protocolou ofício na última quinta-feira (22) no Gabinete do governador do Estado do Pará, Simão Jatene, entregando a vice-liderança do governo da Assembleia Legislativa do Pará, assim como colocou à disposição alguns cargos por ele indicados na estrutura de governo em Marabá. A

TJ do Pará recorre ao STF por folga às sextas de julho

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA), Constantino Guerreiro, impetrou ontem, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), um mandado de segurança com pedido de liminar, no Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer valer a portaria nº 3047, de 29 de junho, que facultou o expediente em todas às sextas-feiras do mês de julho. A portaria foi tornada sem efeito por decisão liminar monocrática do conselheiro Emmanoel Campelo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a

Ha 1250 dias o STF definia que todos os eleitores do Pará deveriam votar no Plebiscito que pretendia criar Carajás e Tapajós.

Há 1250 dias, o Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, definiu que a população inteira de um estado a ser desmembrado deveria ser ouvida em plebiscito. Ao julgar uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI), os ministros entenderam que não são apenas os moradores da área que pretende se separar que devem formar o colégio eleitoral. A decisão foi aplicada para o plebiscito que pretendia dividir o estado do Pará em três, criando os estados de Tapajós e Carajás, ocorrido em

Lei seca: Câmara aprova PL que facilita prova de direção sob influência de álcool

O Plenário da Câmara aprovou, ontem, o PL 5.607/09, do deputado Hugo Leal (PSC/RJ), que dobra a multa por dirigir sob influência de álcool ou outras drogas que causam dependência e permite o uso de imagens ou vídeos para constatar essa infração. A matéria, aprovada na forma do substitutivo do deputado Edinho Araújo (PMDB/SP), será votada ainda pelo Senado. A iniciativa de votar o projeto surgiu como reação da Câmara à decisão do STJ, que considerou como válidas para desencadear uma

O Plebiscito da divisão do Pará, um alerta à geopolítica do Brasil

Por Célio Costa (*) O plebiscito da divisão do Pará revelou mais que um grito de independência, das regiões de Carajás e Tapajós, ecoado por mais de 95% de seus eleitores. Mostrou que a geopolítica do país precisa ser revista. Que as elites paraenses, que controlam a política e a economia do estado, se comportaram com o mesmo egoísmo impatriótico de algumas elites de estados ricos que só reivindicam pra si e são indiferentes aos problemas dos outros. Ficou evidente

Coluna do Frede: o plebiscito, os bois e seus nomes

Por Frede Silveira – Marabá Engana-se redondamente quem pensa que os efeitos colaterais do resultado do plebiscito do 11 de dezembro passado esgotaram-se com a contagem dos votos e a constatação de que o Sim havia perdido. Principalmente levando-se em consideração a espetacular votação em favor da separação. Tenho usado os meios de comunicação de que disponho, principalmente nossa coluna daqui do Correio do Tocantins, para demonstrar o ledo engano de quem assim está pensando. Os argumentos contrários a quem

Deputado João Salame não é mais o vice-líder do governo na ALEPA

O deputado estadual João Salame Neto (PPS) protocolou ofício na última quinta-feira (22) no Gabinete do governador do Estado do Pará, Simão Jatene, entregando a vice-liderança do governo da Assembleia Legislativa do Pará, assim como colocou à disposição alguns cargos por ele indicados na estrutura de governo em Marabá. A decisão do deputado João Salame se deve ao fato do governador ter se colocado de forma muito contundente em favor do NÃO no plebiscito recentemente realizado para decidir sobre a