O Plebiscito da divisão do Pará, um alerta à geopolítica do Brasil

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Por Célio Costa (*)
O plebiscito da divisão do Pará revelou mais que um grito de independência, das regiões de Carajás e Tapajós, ecoado por mais de 95% de seus eleitores. Mostrou que a geopolítica do país precisa ser revista. Que as elites paraenses, que controlam a política e a economia do estado, se comportaram com o mesmo egoísmo impatriótico de algumas elites de estados ricos que só reivindicam pra si e são indiferentes aos problemas dos outros.

Ficou evidente que o plebiscito com voto obrigatório ao eleitorado de todo o estado sepulta de vez o processo de descentralização político-administrativa da federação, seja para instalar novos estados ou municípios. Ora, 84% da população brasileira concentram-se nas sedes dos estados e municípios. Para cada três votos paraenses, dois estavam fora das duas áreas que reivindicavam autonomia. Como esperar que regiões sem o apoio das sedes administrativas conquistem sua autonomia? Dificilmente estados e municípios aceitam perdas de territórios e suas implicações políticas e econômicas.

Historicamente a geografia política brasileira ainda traz ranços herdados do período colonial quando a coroa portuguesa desenhou as províncias de modo arbitrário, até mesmo por não dispor de bons recursos cartográficos e censitários. Entretanto, a República Federativa do Brasil herdou esse mapa sem que o submetesse a uma revisão profunda que observasse critérios técnicos e os princípios da equipolência.

Desde a última expressiva reforma político-administrativa do Estado federal, quando pela Constituinte de 1988 foram criados os estados do Amapá, Roraima e Tocantins, o Brasil se desenvolveu a passo acelerado e adquiriu estatura internacional, sua economia já é a sexta maior do mundo. Daquela Constituinte até o Censo de 2010, a população brasileira incorporou mais de 45 milhões de pessoas, o equivalente à população da Espanha, um país que se acha dividido em 52 províncias autônomas, e superior à população da Argentina, que é formada por uma federação de 23 províncias.

Então, passa da hora do Brasil reorganizar seu espaço territorial atendendo as exigências dos novos tempos da República, reordenando em novos recortes as anomalias geográficas de estados que são verdadeiros latifúndios políticos ingovernáveis. Lembrando que a autonomia de regiões penalizadas por “vazios” de Estado é um processo que resulta em multiplicação de espaços sub-regionais, atendendo aos princípios da descentralização administrativa e melhor governança da coisa pública, de equilíbrio regional e integração socioeconômica dessas regiões ao arranjo federativo. Que a falta de governança estatal atiça a desarmonia federativa, impõe alto custo de oportunidade às áreas desassistidas e colidi com o propósito de uma fraternidade federativa.

(*) – Economista, autor dos livros Fundamentos para Criação do Estado do Tocantins (1982), e Assimetrias Regionais no Brasil – Fundamentos para Criação do Estado de Carajás (2011). É co-autor dos Fundamentos para Criação do Estado do Tapajós – Efetivando a Presença do Estado na Amazônia Brasileira (2011).

17 comentários em “O Plebiscito da divisão do Pará, um alerta à geopolítica do Brasil

  1. Pará sem futuro! Responder

    PALADINO AGORA QUANDO VC FOR PARA O HOSPITAL PÚBLICO DE BELÉM E ENCONTRAR SEUS IRMÃOS QUE VIERAM DE OUTRAS CIDADES PARAENSES PARA SE CONSULTAR NAQUELA FILA ENOOOOOORMEEE, VC GRITA BEM ALTO E COM ORGULHO:
    “EITA COISA BOA, AINDA BEM QUE NÃO DIVIDI O MEU PARÁ.”

  2. Pará sem futuro! Responder

    A esse paladino sem futuro, pra sua informação eu nasci aqui mesmo no Pará nessa terra sem lei como todo mundo chama..Vc não me conhece pra dizer se eu sou ou não Paraense. Nasci no sul do estado chamado Santana do Araguaia. Porém, me envergonho de viver num estado em que quando vc vai tirar férias em outro estado, todos vêem o Pará negativo. Vc convida alguém pra visitar sua terra, viram pra vc e diz” Deus me livre eu ir nessa terra sem lei, esse meu relógio aqui ja era, corta meu braço e leva junto”. E isso é pouco do absurdo do que eles falam de nós. Vc cego como os outros não enxergam isso e prefere que nós paraenses sejamos taxados para sempre como uma TERRA SEM LEI. Mudança??? Quero ver que esperança de mudança é essa estagnada que fica pra traz até do estado do tocantins que é muito mais novo que o Pará e é hoje mais desenvolvido do que essa terra sem lei. Só ignorantes infames sem futuro não enxergam e não entendem nada de história, só sabem acusar os outros sem conhecimento.

  3. Gleydson Responder


    Junior:

    Parabéns Pará! Fiquem com seu penúltimo lugar no IDH, piores índices de saneamento básico, violência (Belém é a 2ª cidade mais violenta do Brasil), infelizmente nasci nesta terra sem lei que se chama Parazão, e troquei por vontade própria e me orgulho hoje de ser tocantinense, um estado que vem despontando no Brasil com apenas 23 anos. Sejam felizes comendo açai com farinha e se orgulham de ter esgoto a céu aberto em todas as cidades!

    Paraense tem orgulho sim de sua terra, quem vem de fora não tem do que se orgulhar, a nossa diferença é que reconhecemos os nossos problemas e cobramos das autoridades competentes: seja no âmbito municipal, estadual, federal ou do judiciário, não somos enganados pelos politicos locais que jogam toda as sua responsabilidades para uma única esfera (a estadual) para continuarem cometendo os mesmos ilícitos e seguirem impunes, e ainda por cima, continuarem enganando o povo com a falsa idéia de que só a criação de um estado aquilo vai mudar. Quantos e quantos prefeitos do sul e sudeste do Pará estão respondendo processos na justiça? o de Redenção até fugiu do Pará! Mas para a população iludida esss caras são verdadeiros heróis. Geralmente quem vem de fora respeita o lugar em que ganha o seu pão, mas infelizmente muitos dos que tem aparecido por aqui não são dignos de viverem nessa terra cabana.

  4. Junior Responder

    Parabéns Pará! Fiquem com seu penúltimo lugar no IDH, piores índices de saneamento básico, violência (Belém é a 2ª cidade mais violenta do Brasil), infelizmente nasci nesta terra sem lei que se chama Parazão, e troquei por vontade própria e me orgulho hoje de ser tocantinense, um estado que vem despontando no Brasil com apenas 23 anos. Sejam felizes comendo açai com farinha e se orgulham de ter esgoto a céu aberto em todas as cidades!

  5. paladino Responder

    ô sem futuro!!!!!!! até onde as noticias dão conta quem não cumpre as leis são os pistoleiros que vem do MA, PI, CE e de toda parte do Brasil e promovem estas bárbaries e chacinas a mando de fazendeiros e empresários do SIM (veja a lista dos que apoiaram a tentativa de esbulho possessório fracassada) perto deles, nosso JADER é um querubim. O povo paraense é ordeiro, tranquilo, acolhedor quem espalha o terror são vcs que já aprontaram nos seus buracos de origem e vieram pra cá pra “mexer com quem tá quieto” e lembre-se: já detonamos os invasores uma vez na cabanagem… pra extirpar de vez essa quadrilha de usurpadores não demora nada. AS URNAS DERAM SEU RECADO!!!!!!

  6. paladino Responder

    Rosangela! se vc não quiser voltar pra Imperatriz, volta pro Canadá do MA (próximo a lagoa seca, grajaú, nazaré), aproveita e leva a Luiza que já passou da hora de voltar. A propósito, não sou de Belém, sou natural de Santarém e resido em Parauapebas desde 2003

  7. Pará sem futuro! Responder

    Rosangela estou com vc… não ligue para esses ignorantes dessa “TERRA SEM LEI”. Afinal é disso que o Pará será para sempre lembrado com o apoio deles que decidiram isso, pois eles amam viver na miséria! Parabéns foi com o “NÃO” que o Pará chegou ao ápice de terceiro estado mais violento do país em 2011. Enquanto isso Jader Barbalho, Jatene e a cambada política fazem a festa com a ignorância do povo paraense… Fato!!!

  8. paladino Responder

    Da-lhe Vanessa!!!! esses(as) que pregam o esbulho possessório e a usurpação das nossas riquesas devem pegar o trem de volta (deixa que eu pago a passagem) para morrerem de fome!!! ou sobreviver consumindo “bicho de tucum e/ou trocando o corpo por 10 real ou um PF”

  9. anônimo Responder

    Pode ficar com o seu Pará, que nos aqui do Sul e Sudeste Paraense ficaremos na nossa humilde insignificância, “como assim vocês nos consideram”, mas sabendo que estas riquezas naturais e minerais são do Brasil, não só do Pará.
    Assim como vocês, nós o Carajaenses e Tapajoenses podemos também ser guardiões desse patrimônio ecológico e das riquezas aqui existentes.

  10. Pará sem futuro! Responder

    Rosangela esquece esses miseráveis que gostam de que o Pará seja lembrado como terceiro estado mais violento do país. Eles não raciocinam e preferiram viver com IDH baixo e serem chamados pelos outros estados brasileiros eternamente de “LADRÕES NESSA TERRA SEM LEI”.

  11. Gleydson Responder

    Quando eu penso que esse dublê de economista mercenário, pago pelos grandes empresários, politicos e fazendeiros do SIM, vai se recolher à sua insignificância ele reaparece com outra “pérola”. Já estamos cansados dessa conversa de perdedor, hora de mudar o foco, hora de trabalhar pela união pelo engrandecimento deste Estado, hora de olhar pra frente. Já chega dessa conversa!

  12. seja bem vindo Responder

    manda esse sei lá quem recolher-se a sua apática insignificancia pq o PARÁ é nosso!!!! dos paraenses e de todos os brasileiros que vierem pra cá para contribuir com o seu desenvolvimento. Não e Não ninguém divide e jamais dividirá o PARÁ sempre!!!! com seus rios gigantes, suas matas verdejantes (exceto pelo desmatamento que aquele dep fed separatista promoveu) repito de novo: AOS INSATISFEITOS ” O CAMINHO DO FEIO É POR ONDE VEIO” VIVA O PARÁ ÉGUA!!!!!!! PAI D’ÉGUA rss

  13. Rosangela Sampaio Responder

    Ainda não acredito que este processo de divisão esteja sepultado, nem para a criação do Estado de Tapajós e Carajás, tão pouco para outros estados que precisam de sua independência político administrativa.
    A divisão já ocorreu há muitos anos, desde o momento em que deixamos de ser assistidos pelo governo do estado e que fomos considerados forasteiros.
    Eu sei que estamos em nosso direito de esperniar… mas não podemos deixar que um NÃO, que veio da Capital Belém, esmoreça um SIM que ecoou quase que como um pedido de SOCORRO do interior dos municípios que eu ainda considero CARAJAENSES E TAPAJOENSES.

    Roangela Sampaio
    comunicadora social
    Parauapebas-PA

  14. kpnup Responder

    A grande maioria decidiu e se for preciso decidirá de novo, não e não ninguém divide o Pará! Manteremos o nosso território unido mesmo que seja preciso usar da força, pois ao deixar de manter esse brilho, preferimos mil vezes a morte!

  15. kpnup Responder

    Chega de tanto blá blá blá, o Pará não foi e nunca será esquartejado, pois os verdadeiros paraenses, que amam este Estado, nunca deixarão esse despautério acontecer.

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