Operação “Ouro de Tolo” cumpre prisão de Firmo Giroux por lavagem de dinheiro de tráfico de drogas

A operação batizada de “Ouro de Tolo” cumpriu diversas diligências com mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão de pessoas com envolvimento em tráfico de drogas em Tucuruí e região do Lago.
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Na manhã desta sexta-feira (7), a Polícia Civil do Pará deflagrou a operação “Ouro de Tolo”, onde foram cumpridos 11 (onze) mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas relacionadas ao tráfico de drogas em Tucuruí e dois mandados de prisão.

Dentre os envolvidos está o nacional Firmo Leite Giroux, ex-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Tucuruí – IPASET, que respondia em liberdade pelos crimes de associação criminosa, peculato, lavagem e ocultação de bens e valores.

Esquema Fraudulento – Firmo Leite Giroux é ligado a Alexandre Siqueira que é proprietário de diversas empresas que prestavam serviços a Prefeitura de Tucuruí, inclusive recentemente alugou uma rádio comunitária, que tem sua sede o município de Barcarena, distante cerca de 480 km da filial em Tucuruí. É fato, que Alexandre Siqueira, também conhecido na época dos esquemas como “eike batista”, está sendo investigado por envolvimentos em saques fraudulentos nos cofres da prefeitura no dia da morte do ex-prefeito Jones Wiliam, juntamente com a viúva de Jones William, Graciele Galvão (funcionária e atual diretoria do BANPARÁ); o ex-secretário de Finanças Móises Gomes Soares (Móises Águia) e o vereador Weber Galvão, irmão do ex-prefeito Jones William.

Firmo Giroux foi preso em 17/04/2018, denunciado pelo MPPA por fazer parte de um esquema que fraudou os cofres da Prefeitura de Tucuruí, desviando cerca de R$ 500 mil das contas do Ipaset.

No esquema, segundo o MP, eram desviados os recursos repassados pela Prefeitura para o Ipaset, instituto responsável pela administração do regime próprio de previdência do município, e posteriormente Firmo pagava as empresas ligadas a quadrilha, e elas eram responsáveis pela lavagem do dinheiro e a redistribuição ao grupo.

A fraude contava com o apoio de empresários que de forma fictícia prestavam serviços à prefeitura, e os membros do esquema faziam o pagamento na ausência do prefeito Jones William, inclusive falsificando a assinatura do gestor, a quadrilha surrupiou dos cofres da Prefeitura de Tucuruí na gestão do ex-prefeito Jones William (janeiro a julho/2017), realizando pagamentos de notas frias pela prefeitura e repasses de dinheiro através do IPASET, a volumosa quantia que ultrapassa a cifra de R$ 15 milhões.

Firmo Giruox chegou a cumprir reclusão no Centro de Recuperação Regional de Tucuruí até o dia 30/08/2018, quando foi revertida sua prisão em liberdade provisória com medidas protetivas.

Dentro da operação “Ouro de Tolo”, Firmo Leite Giroux volta a figurar como o operador da quadrilha, realizando a lavagem de dinheiro, com comprovação de volumosos depósitos em dinheiro proveniente do tráfico de drogas em sua conta e posteriormente repassadas as contas dos traficantes.

Dentro da operação foram apreendidos 6 kg da droga conhecida como “pedra oxi”, e aproximadamente 2,800 Kg de maconha.

A operação “Ouro de Tolo” contou com o apoio das equipes de polícias civis da Superintendência Regional do Lago, Seccional de Tucuruí, Núcleo de Apoio a Investigação de Tucuruí; das Delegacias de Homicídios de Abaetetuba e Breu Branco, além das Delegacias de Goianésia do Pará, Novo Repartimento, Jacundá e Barcarena.

FONTE: Jornal Pessoal

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