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Parauapebas

Operação ‘Dupla Limpeza’ prende homens que roubaram equipamentos da Vale

Ao todo, os acusados subtraíram mais de 10 computadores, 4 retroprojetores e televisores.

Policiais civis deflagraram ontem, quarta-feira (16), a operação denominada “Dupla Limpeza” para combate a crimes contra o patrimônio, em Parauapebas, sudeste paraense. Foram presos em flagrante Heleano Nascimento Estumano e Israel Moraes da Silva acusados da autoria de furtos de equipamentos de trabalho de propriedade da Vale desde o ano passado. Os dois trabalham em uma empresa contratada pela mineradora.

Ao todo, os dois são acusados de subtrair mais de 10 computadores, quatro retroprojetores e televisores. “A retirada do material era realizada por uma terceira pessoa que está sendo investigada e será qualificada para solicitação da prisão preventiva”, explica o delegado Gabriel Henrique Costa, titular da 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas.

Segundo ele, nenhum material furtado foi encontrado com os acusados, pois os objetos estariam com a terceira pessoa envolvida nos crimes. As investigações prosseguem para localizar e prender o terceiro envolvido e recuperar os objetos.

(Ascom Polícia Civil)
Belém

Polícia Civil elucida morte de sargento e assassino se entrega

Jefferson Wallace disse que tinha uma relação homoafetiva com o militar. Confessou que matou o sargento com um tiro na cabeça e incendiou a quitinete para apagar os vestígios do crime

A Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos (DHAP) desvendou a morte do sargento PM José Nazareno Barbosa Feio, 50 anos. O autor do crime, Jefferson Wallace Lopes Braga, 18 anos, foi preso, na sexta-feira (11), após se entregar na Delegacia de Mocajuba, nordeste do Pará. Ele foi conduzido para a sede da Divisão de Homicídios, em Belém, no final da noite, e ouvido em depoimento pelo delegado Márcio Murilo, responsável pelo inquérito policial.

O preso confessou a morte do policial e também admitiu que provocou o incêndio na residência da vítima para tentar apagar as provas do crime. Vai responder por latrocínio (pois a arma e objetos pessoais da vítima sumiram da casa); incêndio criminoso; destruição de cadáver e fraude processual pelo fato de tentar prejudicar as investigações ao queimar a casa. Jefferson já está recolhido em uma Unidade vinculada à Secretaria do Sistema Penitenciário à disposição da Justiça para passar por audiência de custódia.

As investigações do crime começaram desde o conhecimento do fato ocorrido na noite do último dia 9, em uma quitinete onde morava a vítima, no conjunto Cidade Nova, em Ananindeua, região metropolitana da capital. No mesmo dia, a equipe de investigação da DHAP levantou informações de que a vítima estava em companhia de Jefferson Wallace desde as festas de final de ano, período em que os dois mantiveram uma relação homoafetiva.

Conforme as investigações, os dois teriam se conhecido no distrito de Mosqueiro, em Belém, e desde então passaram a trocar mensagens via aplicativo de mensagens Messenger. No local do crime, a equipe de policiais civis apurou que, por volta de 22h30, um disparo de arma de fogo foi ouvido por moradores e, instantes depois, começou um incêndio na quitinete da vítima, localizada nos altos de uma casa.

Os moradores vizinhos tentaram ainda entrar na residência, mesmo com as chamas, mas as portas estavam trancadas. Foi acionado o Corpo de Bombeiros, via fone 190 (Centro Integrado de Operações), e uma guarnição dos bombeiros apagou o fogo do imóvel.

Ao fazer uma averiguação no local, os bombeiros descobriram que havia o corpo de um homem na casa. Logo em seguida, a vítima foi identificada como o sargento PM José Nazareno Barbosa Feio.

Durante o levantamento do local do crime, a equipe de peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves observou que havia um orifício no crânio do policial militar e que a perfuração poderia ser de disparo de arma de fogo. Além disso, os bombeiros informaram aos policiais civis e peritos que havia dois pontos de origem das chamas no imóvel, o que indicava que o incêndio era criminoso.

De imediato, a equipe da DHAP passou a investigar quem poderia ter cometido o crime, até os policiais civis chegarem ao nome do então suspeito Jefferson Wallace. Em consultas os bancos de dados do Sistema de Informações da Segurança Pública do Pará, a equipe de investigações apurou que o suspeito tinha residência em Mocajuba, interior do Pará.

Diante disso, a equipe policial se deslocou até o município para efetuar diligências para tentar localizar Jefferson. O trabalho contou com apoio de policiais civis e militares de Mocajuba que realizaram cercos em possíveis endereços onde o suspeito poderia estar escondido na cidade. Em depoimento, Jefferson relatou que, ao ficar sabendo que estava sendo procurado pela Polícia em Mocajuba, resolveu se entregar na Delegacia do município.

Ao ser preso, Jefferson confessou a autoria do crime e admitiu que mantinha uma relação amorosa com o policial militar desde o réveillon. Segundo versão do acusado, na noite do crime, ele estava na casa com o sargento.

A vítima teria dito ao acusado que gostaria de manter relações sexuais na condição de ativo, o que não foi aceito por Jefferson. Por causa dessa recusa, conforme o acusado, o policial militar teria começado a coagir o acusado apontando uma arma na direção de sua cabeça, o que fez com que Jefferson aceitasse manter a relação sexual. Após isso, conforme o acusado, a vítima saiu do quarto e caminhou até a sala do imóvel. Jefferson foi atrás da vítima e passou a discutir com ele. Em seguida, ele teria pego a arma do militar e feito o disparo na cabeça da vítima que morreu na hora.

O acusado alega ter pego diversas roupas da vítima e as jogou sobre o corpo e, em seguida, espalhou perfume no local e ateou fogo. Depois, foi até o quarto e realizou o mesmo procedimento para, segundo ele, apagar qualquer vestígio do crime e para não descobrissem que a vítima havia sido morta por disparo de arma de fogo.

Após o crime, Jefferson alega ter fugido para um hotel, em Ananindeua, onde pernoitou, e, no dia seguinte, retornou para Mocajuba, onda mora. Com base nas investigações, depoimentos e na confissão do suspeito, ele foi autuado em flagrante continuado, uma vez que as investigações não encerraram desde a ocasião do crime.

Mortes de policiais militares

Dos seis casos de mortes violentas de policiais militares ocorridos entre o fim do ano passado e os primeiros dias de 2019, dois já contam com suspeitos identificados e um está desvendado com o autor do crime preso. Um dos casos teve um dos suspeitos morto em confronto com policiais militares. Veja a seguir:

  1. Cabo Davi Ortega Lira Monteiro, 31 anos, morto a tiros, em 31 de dezembro de 2018, na Avenida Independência com Rodovia Augusto Montenegro, em Belém. Dois suspeitos do crime estão identificados. Investigação em andamento.
  2. Soldado Judá Wilkens da Costa Diniz, 25 anos, morto no dia 5 de janeiro, no Panorama XXI, em Belém. Um suspeito identificado. Investigação em andamento.
  3. Soldado reformado Jessé Medina da Cruz, 43 anos, conhecido como Jacundá, morto a tiros, no dia 6 de janeiro, em Marabá. Crime está em apuração sem autoria definida. Investigação em andamento.
  4. Sargento José Nazareno Barbosa Feio, 50 anos, morto a tiros e queimado, na noite do dia 9, na Cidade Nova, em Ananindeua. Autor do crime já está preso. Caso desvendado.
  5. Sargento Max Pedro da Silva Pereira, 48 anos, morto a tiros, no dia 10, no Carananduba, em Mosqueiro. Um dos envolvidos foi morto em intervenção com agente do Estado. Investigação em andamento.
  6. Sargento da reserva Antônio Avelino Ferreira de Araújo, 55 anos, morto a tiros, no dia 11, no Sideral em Belém. Autores do crime ainda não identificados. Investigação em andamento.
(Ascom Polícia Civil/ Fotos: Divulgação)
Jacundá

Em Jacundá, além de furtar, ladrão de residências deixa malcheirosa marca

Ele entra nas casas, rouba tudo o que encontra de valor, mas, antes de sair faz o "número dois" e deixa o local empestado

O cidadão chega à residência e após abrir a porta da casa percebe que tudo está revirado e, principalmente, que alguns objetos sumiram. Além do prejuízo material e financeiro, a vítima ao inalar o ar no interior do imóvel sente um odor fatídico de fezes humanas. Essa é a marca registrada de um ladrão ainda não identificado na cidade de Jacundá, onde dois casos já foram registrados na Delegacia de Polícia Civil.

Uma das vítimas, que pediu para não ser identificada, registrou Boletim de Ocorrência sobre o fato inusitado na semana passada. Ela é moradora do Bairro Amazonas e, conforme descreveu no BO, ao entrar no domicílio percebeu o sumiço de um aparelho de TV de 40 polegadas. E mais. “Havia uma catinga na sala que mal dava pra gente ficar. E quando procuramos atentamente havia um tolete no canto da sala”, detalhou a vítima.

No mesmo boletim de ocorrência, ela conta que uma vizinha também encontrou caso semelhante. Nessa situação, o ladrão fez uso de um ambiente externo do imóvel, que fica debaixo de uma caixa de água. “Ela teve vários objetos furtados e também encontrou um tolete”.

Outro caso registrado na Delegacia de Jacundá apresenta os mesmo modus operandi. Desta feita, o ladrão desconhecido resolveu defecar no piso da cozinha da vítima. Antes, ele aproveitou o que havia na geladeira da casa. Uma residência no Bairro Boa Esperança também recebeu a visita do ladrão. A vítima, identificada pelas iniciais A.N.S., contou que encontrou arrombada a porta dos fundos do imóvel. “E, no meu caso foi pior, pois o ladrão defecou em cima da cama e se limpou com o lençol”. Esse caso não foi registrado na Depol de Jacundá.

O ladrão escolhe casas construídas com madeira para atacar. “No meu caso, ele arrancou algumas tábuas da parede”, disse a vítima da primeira situação. “Ladrão Cagão”. Esse tem sido o apelido dado ao larápio do intestino solto nas redes sociais.

Marabá já teve seu “Cagadinha”

Esse caso lembra outro ocorrido na segunda metade dos anos 1980, em Marabá, conforme consta nos arquivos do antigo Jornal Correio do Tocantins – hoje Correio de Carajás. O modo de agir do ladrão, que atacava no Núcleo Cidade Nova, era o mesmo: ele entrava nas casas muito sorrateiramente, sem acordar os moradores, juntava tudo o que levaria em seguida, mas, antes de sair deixava sua “marca”, preferencialmente na mesa da cozinha ou da sala de jantar. E, em alguns casos, ainda escrevia bilhetes ao dono da casa com ironias. Foi preso diversas vezes pelo então delegado Distrital da Cidade Nova, Luís Filho, que lhe cunhou o apelido de “Cagadinha”.

Redenção

Polícia Civil prende dois acusados de roubo em Redenção

Eles roubaram a casa de um policial civil em outubro do ano passado

A Polícia Civil em Redenção cumpriu mandando de prisão preventiva na tarde de ontem, terça-feira (8), quando prendeu Tiago Araújo Silva, acusado de envolvimento em furto ocorrido na casa de um policial civil, em 30 de outubro do ano passado. Um segundo acusado, também com mandado de preventiva contra si, Wesley Feitosa Guimarães, conseguiu fugir antes da chegada da polícia. Tiago, entretanto, não quis ir em cana sozinho e entregou de bandeja o comparsa conhecido como Bruno Alemão, informando, inclusive, o endereço dele.

De acordo com o delegado João Abel, que preside o inquérito, as investigações começaram no ano passado, na data em que aconteceu o roubo na residência do policial, cujo nome não foi divulgado.

Na casa de Bruno foram encontradas: duas espingardas, duas motosserra, uma da marca Makita, uma placa de motocicleta QDA-4741 /Redenção-PA, cinco relógios – quatro dourados e um prateado -, três anéis, cinco aparelhos celulares, cinco cordões dourados e R$ 329,00 reais em dinheiro.

Tudo foi apreendido e removido para a Delegacia de Policia Civil, onde os acusados foram ouvidos pelo delegado e, depois, transferidos para a Penitenciária de Redenção.

Breu Branco

Polícia Civil prende estuprador de criança de 7 anos de idade em Breu Branco

Ele abusou sexualmente de um menino, espancou o outro e ameaçou os dois, fugindo em seguida

Dois irmãos foram vítimas de violência física e sexual no município de Breu Branco, região sudeste do Pará, no fim de semana passado. Ontem (7), investigadores lotados na Superintendência de Polícia Civil do Lago efetuaram a prisão do suspeito, identificado apenas como “Regis”. A polícia recebeu a informação de que o estuprador estaria escondido em uma área de mata no município de Pacajá, para onde fugiu após cometer os crimes. Uma equipe de policiais diligenciou à localidade e o capturou.

“Esse criminoso foi o responsável pelo estupro de uma criança de apenas 7 anos idade na zona rural do município de Breu Branco, bem como pelo espancamento do seu irmão de 9 anos, próximo ao Frigorífico Aliança”, explica o delegado Kelsson Schineider. Informações adicionais sobre como ocorreu a violência não foram divulgadas.

De acordo com o delegado, tão logo a PC soube da ocorrência, por meio de denúncias, teve início uma sigilosa investigação para identificar a autoria do delito, mas o criminoso conseguiu escapar ao cerco policial.

Contudo, na manhã de ontem, 7, em parceria com a Superintendência Regional, a equipe de policiais do Breu Branco conseguiu dar cumprimento ao mandado de prisão preventiva do indiciado, que foi entregue ao Sistema Penal e ficará à disposição da Justiça.

A Reportagem apurou por uma fonte familiar que o autor da violência contra os irmãos se aproveitou de um momento quando as crianças estavam sozinhas em casa, já que trabalhava próximo à residência da família, para cometer os abusos e ainda fez severas ameaças aos menores.

Canaã dos Carajás

Um ano e dois meses após assassinato em Canaã latrocida é preso

José Francisco Melo matou o motorista Marcelo Nascimento para roubar a carga que ele transportava. Em seguida enterrou o corpo do homem em cova rasa e sumiu da cidade

A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (28), em Pacajá, no sudeste paraense, José Francisco Soeiro Melo, acusado dos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver, praticados no ano passado, em Canaã dos Carajás. A prisão foi realizada pela equipe de policiais civis da Delegacia de Pacajá, após troca de informações com policiais civis de Canaã dos Carajás.

O preso está com mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça. José Francisco estava foragido após ser apontado como o autor da morte e ocultação do corpo do motorista de caminhão Marcelo Silva Nascimento. O crime chocou a região.

O corpo da vítima foi encontrado, em 21 de outubro de 2017, enterrado em uma cova no jardim de uma casa no bairro Flor de Liz I, em Canaã dos Carajás, pela equipe da Delegacia do município.

A equipe de policiais civis de Canaã dos Carajás, sob comando do delegado Jorge Carneiro, desvendou o crime, após 11 dias de investigações, com a identificação do autor e a localização do corpo da vítima. A vítima trabalhava dirigindo um caminhão no qual fazia entregas de mercadorias em pontos comerciais de municípios do sudeste paraense.

Em 10 de outubro do ano passado, ele partiu de Marabá para fazer entregas de materiais de construção em municípios da região. Após fazer entregas em comércios de Canaã dos Carajás, ele desapareceu e não foi mais visto desde então.

Logo após o registro de desaparecimento feito pelos familiares as investigações foram iniciadas e o caminhão dirigido pela vítima foi encontrado dois dias depois em uma estrada vicinal na Vila Feitosa, zona rural de Canaã dos Carajás. José Francisco Soeiro Melo foi identificado como a pessoa encarregada em receber mercadorias em um dos comércios da região.

Depois de receber a mercadoria, José decidiu roubar o restante da carga e em seguida assassinou o motorista. A mercadoria roubada foi encontrada em 20 de outubro em uma casa desabitada de propriedade de uma cliente do acusado.

A dona do imóvel foi ouvida no inquérito e declarou ao delegado que emprestou o local para José Francisco que pretendia, segundo relato da testemunha, guardar materiais de sua propriedade na residência. Os policiais civis fizeram uma vistoria na casa, onde, além da mercadoria roubada, encontraram um colchão com marcas de sangue.

No dia seguinte – 21 de outubro – o corpo da vítima foi encontrado após escavação feita por homens do Corpo de Bombeiros. No mesmo dia, a moto usada pelo acusado foi localizada abandonada na estação rodoviária da cidade.

Nesta sexta, o acusado foi localizado escondido no Assentamento Cururuí, na Vila do É, zona rural de Pacajá. A prisão foi realizada pela equipe formada pelos investigadores Caldeira, Veiga e Belém e escrivão Wladimir. O preso será recambiado para Canaã dos Carajás para responder pelos crimes.

Com informações da Polícia Civil
Capa

Corpo é encontrado amarrado com pedras no fundo do Rio Parauapebas

Na tarde desta segunda-feira, 17, uma equipe do Corpo de Bombeiros de Parauapebas encontrou o corpo de um homem que estava no fundo do Rio Parauapebas, mais precisamente embaixo da ponte do City Park.

Segundo o sub-tenente Gilson Mourão, do Corpo de Bombeiros, eles receberam informação da Delegacia de Polícia Civil, dando conta que havia um corpo submerso no rio. Ao chegar ao local indicado, os militares encontraram um corpo envolto em uma lona azul, dos pés à cabeça e com vários tijolos e pedras amarrados para que não boiasse.

Após o resgate, o corpo foi entregue à Polícia Civil de Parauapebas, que deverá passar por necropsia no IML (Instituto Médico Legal) de Parauapebas.

Na avaliação dos bombeiros, tudo leva a crer que o corpo foi lançado da ponte juntamente com as pedras para que ficasse submerso e não fosse encontrado. “Mas como o rio está seco e a lona bem clara, alguém percebeu e avisou a polícia”, diz.

O exame do IML definirá a causa da morte e há quanto tempo o corpo estava no fundo do rio.

 

Notícias

Polícia ganha cana de braço na polêmica sobre fechamento de bares em Marabá

A polêmica sobre o horário de funcionamento de casas noturnas, bares e similares em Marabá vem se perpetuando há alguns anos na cidade. Esta semana, o juiz Manoel Antonio Silva Macedo, substituto da 3a Vara Cível e Empresarial da Comarca de Marabá, escreveu mais um capítulo nessa história.

A RA Boate, de Gilson Souza Rodrigues, ingressou com um mandado de segurança contra a superintendente de Polícia Civil do Sudeste, delegada Simone Felinto e da Diretoria de Polícia Administrativa de Marabá, alegando que funciona sob alvará concedido em junho de 2015, que autoriza as atividades de bar, por meio de realização de festas e eventos (casa noturna). Ressalta que, no escopo de não prejudicar o meio ambiente, e no sentido de promover a segurança de todos os seus empregados e clientes, edificou estrutura com isolamento acústico para o funcionamento do bar e tomou todas as cautelas e procedimentos legalmente exigidos para o seu regular funcionamento, estando devidamente autorizado para exercer suas atividades pelos órgãos competentes.

Gilson alegou ainda que, numa atitude arbitrária e sem o menor respaldo legal, as autoridades vêm impedindo seu estabelecimento de funcionar após 1 hora da madrugada, determinando o seu fechamento e a saída dos que lá estiverem frequentando através do uso de força policial, sob a alegação de pretensa desobediência à Portaria n. 014/2011 da Secretaria de Estado de Segurança Pública e à Lei Estadual n. 6.896/2006, o que configuraria abuso de poder.

Sustentou, também que, consoante o art. 30, I, da CF/88, ao município é que compete legislar sobre assuntos locais, logo, sobre o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais presentes em seu território, conforme entendimento consolidado no STF por meio da Súmula Vinculante n. 38, sendo que, em âmbito municipal a Lei n. 17.333/2008 não impõe qualquer restrição ao horário de funcionamento do impetrante.

Por meio de advogados, Gilson pediu em sede e liminar e meritória, a determinação para que fosse assegurado o seu direito constitucional de trabalho e livre iniciativa, possibilitando-lhe, por conseguinte, o exercício das atividades comerciais no estabelecimento após 1 hora da madrugada.

O Estado do Pará apresentou impugnação ao pedido inicial, ressaltando que não cabe mandado de segurança contra lei em tese, como já assentou o STF na Súmula 266, bem como que não há prova da existência do ato coator, e por fim que a Lei Estadual n. 6.896/2006 proíbe a comercialização de bebidas alcoólicas no Estado do Pará de 01 hora às 07 horas da manhã, requerendo a imediata revogação da liminar deferida por este Juízo.

Por sua vez, a Superintendência Regional da Polícia Civil prestou informações, ressaltando pela inexistência de ato coator, pois o impetrante não teria trazido a prova concreta da existência desse suposto ato ilegal; que não cabe mandado de segurança contra Lei em tese, conforme Súmula n. 266 do STF, bem como que Portaria n. 014/2011 da Secretaria de Estado de Segurança Pública e a Lei estadual n. 6.896/2006 são atos abstratos e genéricos e impessoais; que não se aplica a Súmula Vinculante n. 38 ao caso concreto, considerando que a comercialização de bebidas alcoólicas até altas horas da noite representa uma ameaça à segurança pública; que a própria legislação (Lei n. 6.896/2006) em seu art. 2º abre exceção para que o comércio de bebidas ultrapasse esse horário, caso o estabelecimento respeite a legislação do sossego e possua sistema de segurança, não tendo havido requerimento do interessado à autoridade em tal sentido para funcionamento do bar.

Por sua vez, o Ministério Público opinou acerca do caso pelo acolhimento das preliminares de ausência de prova da violação de direito líquido e certo e prova pré-constituída, ou ainda, caso não reconhecida a preliminar, seja denegada a segurança face à legalidade dos atos normativos da Polícia Administrativa, e diante da necessidade de garantir a segurança, ordem e tranquilidade pública.

Em sua decisão, o juiz Manoel Silva Macedo denegou a segurança pedida ante a falta de prova pré-constituída do direito líquido e certo, embora reconheça que o documento emitido pelo município estabelece horário de funcionamento até 2 horas da manhã durante a semana e até 4 horas aos finais de semana e véspera de feriado.

Ulisses Pompeu – de Marabá