No dia do SIM

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image Por Demerval Moreno
Lembro do Padre fazendo as perguntas de praxe e, tanto eu quanto ela, dissemos SIM. Formamos uma família e nossos filhos cresceram. E dia desses meu filho perguntou se podia “arriscar uma faculdade” e eu disse SIM. Aí ele estudou, passou e chegou a hora de ir para uma capital. Escolheu São Luis do Maranhão e eu disse SIM.

Só há um dia na vida que se pode dizer SIM. Se você resolve pela dúvida, por certo prevalecerá o Não. Quando esse dia chega é normal que o corpo sinta, que o coração bata mais forte, que as mãos tremam e alguma coisa revolva nossas entranhas desacostumadas a solavancos. Se optamos por manter as coisas na zona de conforto, tudo seguirá como antes e basta uma palavra que tem o mesmo tanto de letras do SIM, mas que não provoca os mesmos efeitos: o NÃO!

“Não” é tão óbvio, tão limitador, tão inexpressivamente covarde. Ao negativarmos uma ação, assumimos nosso comodismo diante de um mundo em ebulição. Tudo pára. O não fará o Pará parar onde está, na mesmice, na pasmaceira, na gosma das indecisões políticas e na lama da corrupção dos políticos sem compromisso com o futuro.

O futuro de uma pessoa depende do SIM. O do mundo NÃO. A vida lá fora vai continuar seguindo seu curso rápido e as mudanças mais velozes ainda. Só os que deixaram de apostar na dinâmica do tempo se perderão no vão das promessas que nunca se concretizarão.

Meu casamento vai bem, obrigado! Tudo mudou naquele DIA DO SIM. Meu filho? Segue seu caminho e faz suas descobertas. É uma aventura para ele, ainda que faça surgir aquela dor aqui dentro de quem não assimila as mudanças tão necessárias para o crescimento de tudo. Demora mesmo a gente se acostumar com essa ideia. A família que leva a filha ao altar, o pai que leva o filho para estudar fora, o filho que precisa largar os brinquedos. Mudança dói… crescer dói!

As árvores estão mudando a casca constantemente e as aves mudando suas penas e vão construindo novos ninhos voo afora. Seremos tão fracos diante desses ventos fortes? Somos menos que uma castanheira ou um sabiá? Precisamos sacar que o novo se apresenta como uma oportunidade única e histórica, pois jamais houve na história do Brasil a possibilidade do povo dizer que deseja um NOVO ESTADO. Temos a chance de dizer que queremos não apenas um, mas dois, três. O Novo Pará será administrável como jamais foi; Tapajós tomará as rédeas de uma região linda e cheia de sonhos; e o nosso Carajás poderá com sua riqueza, pujança e povo de todos os lugares desse imenso país, assumir seu destino e empregar seus recursos de forma justa. O SIM fará isso! E fará muito MAIS!

O SIM muda TUDO! O Não mantem as coisas como ESTÃO!

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