CNJ toma medidas disciplinares contra magistradas de Tocantins e do Pará

O Conselho Nacional de Justiça instaurou, nesta terça-feira, processo administrativo disciplinar para, no prazo regimental de 145 dias, propor eventuais sanções — inclusive aposentadoria compulsória — à ex-presidente do Tribunal de Justiça de Tocantins, desembargadora Willamara Leila de Almeida, suspeita de corrupção ativa e passiva, numa esquema de liberação de precatórios.  Ela foi também afastada de suas funções enquanto durar o procedimento administrativo, que pode ser prorrogado.

Magistrada do Pará
Ainda na sessão plenária desta terça-feira, o CNJ resolveu converter em sindicância a “reclamação disciplinar”, também com o carimbo de “sigilo”, referente a conduta da juíza Vera Araújo de Souza, da 5ª Vara Cível de Belém do Pará. Em dezembro do ano passado, a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, concedera uma liminar ao Banco do Brasil, a fim de suspender decisão da juíza que — numa ação de “usucapião de dinheiro” supostamente existente em conta corrente de um particular — reconheceu, em caráter cautelar, a existência dos valores, e  decretou o bloqueio de R$ 2,3 bilhões na instituição financeira de economia mista, que deveriam ficar à disposição da Justiça.

A ministra explicou que a decisão foi tomada com base em fortes indícios de que o bloqueio e o eventual saque do grande volume de dinheiro favoreceriam uma quadrilha interestadual especializada em golpes contra instituições bancárias. A liminar foi solicitada pelo Banco do Brasil à Corregedoria Nacional de Justiça porque a juíza, ao decretar o bloqueio, desconsiderou laudos e uma decisão da Justiça do Distrito Federal que comprovariam a fraude, “em desrespeito ao princípio da prudência que integra os deveres éticos da magistratura”. O caso é também objeto de inquérito aberto pelo Ministério Público do Pará.

Posts relacionados

TJ do Pará recorre ao STF por folga às sextas de julho

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA), Constantino Guerreiro, impetrou ontem, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), um mandado de segurança com pedido de liminar, no Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer valer a portaria nº 3047, de 29 de junho, que facultou o

Pará tem 11 juízes sob risco, aponta relatório do CNJ

Os casos de ameaça foram registrados na polícia em 65% das situações relatadas durante a elaboração do relatório. O Pará é o terceiro Estado brasileiro com o maior número de magistrados em situação de risco no país. O dado consta no Diagnóstico da Segurança Institucional do Poder Judiciário divulgado pelo

Greve de fome de advogado provoca correição do CNJ na comarca de Xinguara

Portaria assinada pelo corregedor Nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão, e publicada no Diário de Justiça Eletrônico (DJe) desta sexta-feira (2/5) determina a realização de correição na comarca de Xinguara e em outras unidades administrativas e judiciais vinculadas ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA). O trabalho teve

TJ do Pará recorre ao STF por folga às sextas de julho

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA), Constantino Guerreiro, impetrou ontem, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), um mandado de segurança com pedido de liminar, no Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer valer a portaria nº 3047, de 29 de junho, que facultou o expediente em todas às sextas-feiras do mês de julho. A portaria foi tornada sem efeito por decisão liminar monocrática do conselheiro Emmanoel Campelo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a

Pará tem 11 juízes sob risco, aponta relatório do CNJ

Os casos de ameaça foram registrados na polícia em 65% das situações relatadas durante a elaboração do relatório. O Pará é o terceiro Estado brasileiro com o maior número de magistrados em situação de risco no país. O dado consta no Diagnóstico da Segurança Institucional do Poder Judiciário divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na última segunda-feira (27). O Estado tem 11 magistrados em situação de risco. O levantamento foi feito entre os meses de março e maio. O

Greve de fome de advogado provoca correição do CNJ na comarca de Xinguara

Portaria assinada pelo corregedor Nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão, e publicada no Diário de Justiça Eletrônico (DJe) desta sexta-feira (2/5) determina a realização de correição na comarca de Xinguara e em outras unidades administrativas e judiciais vinculadas ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA). O trabalho teve início nesta segunda-feira (5/5). Segundo a Portaria n.16, um dos fatos que motivaram a correição foi a existência de quatro procedimentos em curso no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) envolvendo

Pará tem novo juiz julgado pelo CNJ sob acusação de tráfico de influência e venda de sentença

O Conselho Nacional de Justiça decidiu na segunda-feira (24), julgar o juiz José Admilson Gomes Pereira por tráfico de influência e venda de sentenças. Pereira é acusado de favorecer advogados e vender sentenças em Novo Progresso, no interior do Estado. Com isso o conselho revisará a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Pará que julgou improcedentes as acusações contra o magistrado. Pereira respondeu procedimento administrativo disciplinar por suspeita de tráfico de influência e venda de sentenças entre os

Processo disciplinar vai apurar denúncias de envolvimento de desembargador do Pará com venda de sentenças

O colegiado decidiu também afastar o magistrado de suas funções durante o andamento do PAD. Por unanimidade, o Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, nesta segunda-feira (24/3), durante a 185ª Sessão Ordinária, instaurar Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar indícios de que o desembargador João José da Silva Maroja, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), teria recebido, quando presidia o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA), pelo menos R$ 1,3 milhão em troca de decisões