No Círio, Dilma diz que o Pará é fundamental para o Brasil

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Continua depois da publicidade

A ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Roussef, representou o Presidente Lula na procissão do Círio de Nazaré, realizada neste domingo (11). Enquanto assistia a uma das maiores e mais belas procissões católicas do Brasil e do mundo, a ministra disse que não é possível falar do crescimento do Brasil sem inserir o Pará no centro da conversa. “O Brasil só vai crescer se o Pará se desenvolver, porque aqui existe um grande potencial que ainda precisa ser explorado”. Ela relacionou algumas áreas em crescimento, como a produção de biodiesel a partir da palma (dendê), a existência de áreas consolidadas que podem ser destinadas à atividade agrícola e uma matriz energética hídrica que representa cerca de 40% do potencial do Brasil.

Realizado em Belém há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré reúne cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus. A ministra se disse “estarrecida” com a força da multidão e a comunhão da população em torno da imagem Santa Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, que segundo ela se transforma em uma espécie de onda, uma manifestação que é ao mesmo tempo de fé e dos anseios de cada romeiro.

Acompanhada da governadora Ana Júlia Carepa e do ministro-chefe das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, do ministro em exercício de Ciência e Tecnologia, José Elias, do prefeito Duciomar Costa, além de autoridades regionais e locais, Dilma Roussef assistiu a procissão da sede da Companhia Docas do Pará (CDP).

A ministra Dilma afirmou que fez alguns pedidos e, em tom de brincadeira, disse que não iria revelar o que pediu: “é segredo de fonte”. A ministra viu da sacada do hotel onde se hospedou inclusive a Festa da Chiquita, uma tradicional manifestação profana que integra o calendário do Círio de Nazaré e é realizada no sábado à noite, véspera da procissão do Círio.

Dilma se disse impressionada com as centenas de miniaturas de casas carregadas pelos romeiros. Ela abordou algumas pessoas e ouviu delas que estavam pagando promessas e outras que esperam pela graça de conseguir sua casa própria. “Fico satisfeita com o programa que fizemos, Minha Casa, Minha Vida, pois a casa é o local em que as pessoas se sentem seguras, um espaço para criar os filhos e desfrutar os bons momentos de sua vida”.

O ministro de Projetos Estratégicos, Daniel Vargas, que participou pela primeira vez da festividade e esteve, no sábado, na romaria fluvial, na cerimônia da Descida do Glória e na Trasladação, se disse emocionado. “Acredito que as pessoas deveriam pelo menos uma vez ter essa experiência de passar pelo Círio, de ver como a sociedade se mobiliza. Eu já tinha lido sobre o Círio, mas nunca tinha estado em Belém. Me surpreendeu muito.”

Marabá e o pré-sal

Durante sua passagem por Belém a ministra Dilma disse que a implantação da siderúrgica da empresa Vale em Marabá “é uma questão de honra”, pois, segundo ela, esse empreendimento vai atender as demandas do pré-sal de todas as regiões do Brasil. “A siderúrgica vai atender toda a cadeia produtiva do setor de petróleo, como os estaleiros”, disse.

A ministra citou ainda os investimentos do Governo Federal no estado, entre eles as eclusas de Tucuruí, que vão possibilitar a navegabilidade no rio Tocantins a partir de Marabá; o Aproveitamento Hidrelétrico Belo Monte, que irá demandar investimentos entre R$ 17 a R$ 20 bilhões; a recuperação das rodovias BR-163 e BR-220, além de investimentos em saneamento e habitação, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

PT

Durante um jantar organizado pelo Partido dos Trabalhadores para lideranças políticas dos partidos que compõem a base aliada dos governos federal e estadual, a ministra Dilma disse que é preciso respeitar as características locais. ”Não vou botar minha colher de pau onde não cabe, mas se eu puder contribuir vou achar bom”. A ministra Dilma lembrou que uma coligação política requer um tempo de amadurecimento e é natural que haja um processo de entendimentos. “Estou vendo um processo de construção dessa aliança e saio extremamente otimista daqui, pois vi concretamente gestos de aproximação”.

Realizado na noite de sábado, o jantar reuniu lideranças do PMDB, PRB, PR, PTB, PDT, PCdoB, PP e PSC. Na avaliação da governadora Ana Júlia, o espírito de fraternidade e solidariedade contagiou o ambiente e favoreceu o diálogo. A governadora lembrou que o PMDB coordena 66% das obras do PAC no Pará, o que demonstra que a sigla está no governo. “Juntos poderemos fazer mais pelo povo do Pará e pelo Brasil”.

Fonte: Notícias da Amazônia e Agência Pará

Publicidade