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Pará

OAB se prepara para processo de escolha de seus dirigentes

As eleições acontecem em novembro, quando os advogados escolherão três presidentes: o do Conselho Federal, o da Seção Pará e os das 25 subseções do estado

Encerrou, no último dia 28 de outubro, o prazo de inscrição das chapas que concorrerão às eleições da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seção Pará e para as 25 Subseções do interior do estado , que acontecem no dia 28 deste mês.  Os candidatos têm de preencher os seguintes requisitos: estar inscrito com domicílio profissional no município onde se situa a subseção e estar em dia com suas obrigações na Ordem. Os votantes são advogados com registro na OAB/Seção Pará e também devem estar em dia com suas obrigações; ou seja, é o pagamento da anuidade para ter direito a participar do ato democrático. Em janeiro de 2019, também acontece a eleição do Conselho Federal da OAB.

Em Parauapebas apenas uma chapa foi registrada: a “OAB Segue em Frente”, tendo como candidata à presidência a advogada Maura Paulino. Para a Seccional do Pará, duas chapas estão inscritas: a “OAB Segue em Frente”, encabeçada pelo atual presidente Alberto Campos, que concorre à reeleição; e a “Avante”, encabeçada pelo advogado criminalista Osvaldo Serrão.

As eleições acontecem no dia 28 de novembro, das 8 horas às 17 horas, quando os advogados escolherão dois presidentes, um para a subseção local e outro para a seção estadual, para um mandato de três anos.

Na opinião do presidente da subseção de Parauapebas, Deivid Benasor da Silva Barbosa, deveria haver protocolos de registros de outras chapas para concorrer à sua sucessão. “Isso é salutar para fortalecer a democracia,” afirma Deivid, lembrando que apenas na eleição de 2015, quando ele foi aclamado a ter mais um mandato, não houve forte concorrência com duas ou mais chapas, fato que se repete também nesta eleição.

A candidata Maura Paulino diz ter como meta em sua gestão a valorização dos advogados, com defesa intransigente das prerrogativas; combate do aviltamento dos honorários; fortalecimento das comissões temáticas, tendo como objetivo descentralizar a administração da subseção, podendo realizar um trabalho mais efetivo; oferecer mais atenção aos jovens advogados para que se sintam mais preparados para exercer sua função como profissional; e inclusão da OAB na sociedade.

“É de grande importância a aproximação da Ordem com a sociedade envolvida nos problemas da comunidade, pois, assim, podemos detectar com mais precisão suas necessidades e auxiliar dentro de nossas possibilidades,” conclui Maura.

Parauapebas

Associação Comercial e Industrial de Parauapebas prepara eleições de diretoria

Eleições deverão ocorrer em 20 de novembro próximo, na sede da ACIP

A Acip (Associação Comercial e Industrial de Parauapebas) já está ultimando os preparativos para a eleição da nova diretoria que governará os destinos da entidade no biênio 2019/2020. Para isso convoca todos os associados a participarem da Assembleia Geral Ordinária (AGO) que vai acontecer em 20 de novembro próximo, em sua sede, em obediência ao que preceitua o Estatuto da Associação no artigo 20 do capítulo 5.

Conforme o 3° parágrafo do artigo 58, para concorrer às eleições, s associado deve estar filiado há, no mínimo, três anos e, ainda, que nesse período não tenha deixado de recolher suas obrigações mensais por seis meses, consecutivos ou alternados.

Também em consonância com o Estatuto, no artigo 58 do capítulo 12, os associados têm até 15 dias úteis antes da AGO para registrar na secretaria da entidade, mediante requerimento assinado pelos interessados, chapa para concorrer às eleições, apresentando o documento em duas vias, uma das quais devolvida protocolada, anotadas data e hora da entrega.

A lista de empresas aptas e os cargos a serem ocupados para concorrer às eleições estão disponíveis na secretaria da Acip. Qualquer dúvida pode ser dirimida pelos telefones 94-3356-1871 e 99239-2558, ou pelo e-mail gerencia@acipparauapebas.com.br.

 

Eleições 2018

PROS peticiona ao TRE-PA para que Blogs não divulguem resultado da pesquisa Doxa.

Antes o MDB tentou impugnar liminarmente a pesquisa Doxa, mas viu seu pedido ser indeferido pelo TRE-PA. Agora há pouco a pesquisa para o Senado foi suspensa.

O Diretório Estadual do Partido Republicano da Ordem Social – PROS – entrou com representação para que o  resultado da pesquisa registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Pará sob o protocolo nº PA-03208/2018 não fosse divulgado pelo  Blog Fala da Pólis e Blog da Franssinete Florenzano. Os dois Blogs haviam divulgado chamada de que divulgariam o resultado da pesquisa em minutos, como de fato divulgaram.

A petição está sob os cuidados da Juíza Auxiliar Lucyana Said Daibes Pereira, do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, que ainda não se manifestou.

Anteriormente foi indeferido pedido de liminar interposto pelo MDB para que a pesquisa fosse impugnada. O indeferimento foi chancelado pelo juiz auxiliar Rui Frazão de Sousa. O MDB alega que nos formulários utilizados pela Doxa para recolher a opinião não continham o nome do candidato ao Senado Anivaldo Vale.

Diz o juiz em sua decisão:

A concessão de liminar é medida de absoluta excepcionalidade. Torna-se nítida a sua vinculação à efetiva presença de todos os pressupostos indispensáveis, quais sejam: o periculum in mora, o fumus boni iuris, e a relevância dos motivos alegados, sem os quais jamais pode ser deferida tal concessão, em virtude do princípio da legalidade.

No presente caso, o requerimento de concessão de liminar se mostra totalmente inviável em virtude da ausência dos requisitos ensejadores do pedido.

Ressalta-se que se está diante de exame perfunctório, motivo pelo qual resguarda-se a possível mudança de entendimento após o trâmite da representação.

As entidades e as empresas que realizam pesquisas de opinião pública relativas às Eleições de 2018 devem registrar cada pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral do Pará, em até cinco dias antes da divulgação de cada resultado. Essa é uma exigência estabelecida pelo art. 33 da Lei nº 9.504/1997 e regulamentada na Resolução TSE nº 23.549/2017.

Ainda de acordo com o art. 33 da Lei nº 9.504/1997, os portais da Justiça Eleitoral disponibilizam as informações das pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou aos candidatos, quando realizadas para conhecimento público. Os dados publicados são fornecidos, integralmente, pelas entidades e empresas que as realizam.

Nesse contexto, “o Tribunal não realiza qualquer análise qualitativa, defere ou homologa o teor, método ou resultado das pesquisas. A finalidade é apenas uma: dar publicidade às informações prestadas e, com isso, permitir a ação fiscalizadora das agremiações político-partidárias e do Ministério Público” (Recurso Eleitoral n 15710, ACÓRDÃO n 28853 de 04/11/2016, Relator (a) CÉLIA REGINA DE LIMA PINHEIRO, Publicação: PSESS – Publicado em Sessão, Data 04/11/2016 ).

O Registro de pesquisa eleitoral não está sujeito a deferimento ou indeferimento (Acórdão TSE 4.654/04). Cabe à Justiça Eleitoral, no momento do recebimento do pedido, registrar a pesquisa ou, verificada a sua divulgação sem o respectivo registro, aplicar as penalidades legais (Acórdão TSE n 357/04).

No caso concreto, o Representante insurge-se contra o método de pesquisa elaborado pela Representada, alegando que o plano de amostragem deveria refletir com perfeição a porcentagem de habitantes por nível econômico, o que não é exigido pela Resolução TSE 23.549/2017, que exige apenas que seja informado “plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução e nível econômico do entrevistado, área física de realização do trabalho, margem de erro e nível de confiança”. (art. 2º, IV, da Resolução TSE 23.549/2017).

Assim, ante a impossibilidade desta Especializada de adentrar no método de pesquisa eleitoral promovida pelos institutos, o indeferimento da liminar é medida que se impõe.

Ante o exposto, INDEFIRO a liminar pleiteada e DETERMINO:
1) citem-se os representados, nos termos do art. 8º da Resolução TSE nº 23.547/2017, para, querendo, apresentar defesa em 02 (dois) dias;

2) após a apresentação da defesa ou do transcurso in albis do prazo para tal desiderato, dê-se vista ao Ministério Público, nos termos do art. 12 da Resolução TSE nº 23.547/2017;

3) publique-se. Intimem-se. Cumpra-se sucessivamente.

Atualização

Há minutos a juíza mandou suspender a divulgação dos resultados da pesquisa para o Senado. Confira a decisão:

Cinge-se a controvérsia acerca da realização e publicação de pesquisa eleitoral com omissão de nome do candidato ao cargo do Senado. De início, cumpre destacar que somente a presença conjunta de elementos que evidenciem a probabilidade do direito e perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo permite ao julgador deferir tutela de urgência (art. 300, CPC), resultante de análise perfunctória dos fatos sobre o qual se assenta a pretensão autoral.

Acerca do tema, as entidades e as empresas que realizam pesquisas de opinião pública relativas às Eleições 2018 devem registrar cada  pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral do Pará, em até 5 (cinco) dias antes da divulgação de cada resultado. Essa é uma exigência estabelecida pelo art. 33 da Lei nº 9.504/1997 e detalhada na Resolução TSE nº 23.549/2017.

Quanto ao , cumpre registrar que a legislação fumus boni juris combate a existência de pesquisas eleitorais fraudulentas, como se observa, por exemplo, pelo art. 18 da Resolução n° 23.549/2017, o qual prescreve que “A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de 6 meses a 1 ano e multa no valor de R$ 53.205,00 (cinquenta e três mil e duzentos e cinco reais) a R$ 106.410,00 (cento e seis mil e quatrocentos e dez reais) (Lei nº 9.504/97, art. 33, § 4º)”.

Dito isto, observo que, em uma análise prefacial, entendo que existe relevância do direito invocado e a possibilidade de prejuízo de difícil reparação, impondo-se a determinação de suspensão da divulgação parcial dos resultados da pesquisa ora impugnada.

É certo que, nos termos do art. 3º, caput, da Resolução TSE nº 23.459/2017, a presença de todos os concorrentes em pesquisas de tipo estimulado só é obrigatória após a publicação dos editais de registro de candidatura. No caso, a pesquisa foi registrada em 12/8/2018, com período realização de 13/8/2018 até 17/8/2018. Ocorre que, em 15/8/2018, foi publicado o edital de registro de candidatura do candidato Anivaldo Vale, sendo obrigatória, a partir desse momento, a inclusão de seu nome em todas as pesquisas.

Neste sentido, de fato, reitere-se, em uma análise inicial, assiste razão à representante, uma vez que o representado, de fato, descumpriu o disposto no art. 3º da Resolução TSE nº 23.549/2017, pois no item 12, 13 e 14 do questionário da pesquisa (ID n. 27.346) não consta o nome do candidato ao Senado Anivaldo Vale, nº 221, Partido PR.

Quanto ao , igualmente entendo presente, periculum in mora uma vez que a veiculação de pesquisa eleitoral realizada nos parâmetros acima é temerária e de resultados incalculáveis e, provavelmente, irreversíveis.

Ante o exposto, em análise superficial, própria da presente fase  processual, com a reserva da faculdade legal de a qualquer tempo poder revogar ou modificar a tutela provisória, presentes os requisitos do fumus boni juris e periculum in mora no caso ora em exame DEFIRO PARCIALMENTE o pedido de medida liminar para determinar:

I) A suspensão da divulgação do resultado da pesquisa referida especificamente em relação aos candidatos ao Senado Federal, com a devida comunicação da ordem de suspensão da pesquisa AO CONTRATANTE E AO CONTRATADO – DOXA ARTE & COMUNICAÇÃO S/S LTDA. e GRAVASOM COMERCIAL FONOGRÁFICA E PUBLICIDADE LTDA; e

II) Que os blogs as “falas das polis” e o blog “franssinete florenzo”, se abstenham de veicular a pesquisa, especificamente em relação aos candidatos ao Senado Federal.

Citem-se os representados, nos termos do art. 8º da Resolução TSE nº 23.547/2017, para, querendo, apresentar defesa em 02 (dois) dias. Após a apresentação da defesa ou do transcurso in albis do prazo para tal desiderato, dê-se vista ao Ministério Público, nos termos do art. 12 da Resolução TSE nº 23.547/2017.

Registre-se. Publique-se e intime-se.
Belém/PA, 18 de agosto de 2018.
Juíza Federal Lucyana Said Daibes Pereira.
Juíza Auxiliar

 

Marabá

TRE: Marabá recebe Seminário de Direito Eleitoral – 2018, no dia 23 de maio

Serão discutidos: Registro de Candidaturas, Inelegibilidades, Arrecadação e Financiamento de Campanhas, Ilícitos Eleitorais, Fake News, dentre outros.

Com o objetivo de compartilhar conhecimentos e experiências bem sucedidas na área do Direito Eleitoral, bem como, orientar e esclarecer aspectos polêmicos da Legislação Eleitoral e os cuidados que devem ser adotados no pleito vindouro, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará, por meio da Escola Judiciária Eleitoral, realizará o Seminário de Direito Eleitoral –2018, no dia 23 de maio de 2018, de 8h às 18h, na Faculdade Metropolitana de Marabá (Rodovia BR 230, Transamazônica, Km 05, S/N), em Marabá/PA.

Serão discutidos temas de grande relevância para o processo eleitoral, tais como Registro de Candidaturas, Inelegibilidades, Arrecadação e Financiamento de Campanhas, Ilícitos Eleitorais, Fake News, dentre outros.

Com carga horária de 10 (dez) horas, o Seminário terá como público alvo Magistrados, Promotores e Servidores da Justiça Eleitoral; Partidos Políticos; Pré-candidatos; Forças Armadas; Polícias Federal, Militar e Civil; Advogados; Contadores; Imprensa; Acadêmicos e Sociedade Civil em geral.

As fichas de inscrição deverão ser preenchidas e entregues no dia 23/05/2018, à recepção do evento, no momento do credenciamento.

Todos os participantes receberão certificados que serão disponibilizados através de link encaminhado ao e-mail do participante, após uma semana da realização do evento.

Programação

8h – Credenciamento

9h – Abertura – Com a Desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Pará

9h30 – Palestra “O direito de candidatar-se e seus limites jurídicos”, com  Maíra de Barros Domingues, Mestra em Ciência Política pela UFPA. Graduada em Direito pelo CESUPA. Analista Judiciária do TRE/PA.

11h – Palestra – “Os custos da Democracia e os impactos da arrecadação, financiamento e prestação de contas de campanha”, com Marcos Antônio Barreiros Leão, Graduado em Direito pela Unama. Pós-Graduado em Direito Processual também pela Unama. Servidor Efetivo do Tribunal Regional Eleitoral, onde ocupou os cargos de Assessor da Corregedoria, Coordenador de Controle Interno e Secretário de Controle Interno e Auditoria. Integrante de Grupo de Trabalho no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral encarregado de elaborar a minuta de Resolução que disciplinou a Arrecadação, Gastos e Prestação de Contas nas Eleições 2014. Coordenador dos trabalhos de análise dos processos de prestação de contas das Eleições 2014. Palestrante e Conferencista no tema “Prestação de Contas Eleitorais”.

14h – Palestra – “Os principais ilícitos eleitorais de natureza penal e não penal”, com Letícia Lacerda, Advogada, Mestre em Direito, Professora, Fundadora do IEJC – Instituto Jurídico de Ensino e Consultoria.

15h30 – Palestra – “Instrumentos de combate a ilícitos eleitorais, com José Edvaldo Pereira Sales, Mestre e Doutorando em Direito pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Pará.

17h – Palestra – “Dos novos desafios impostos pelo avanço tecnológico à propaganda eleitoral: Fake News, Big Data e Robôs”, com Juliana Freitas, Doutora em Direito. Mestre em Direitos Humanos. Pós-Graduada em Direito do Estado. Graduada em Direito. Atua como Consultora Jurídica e Advogada na área eleitoral e municipal. Professora da Graduação e Mestrado em Direito do Centro Universitário do Estado do Pará – CESUPA. Presidente da Comissão da Mulher Advogada OAB/Pa. Membro Fundadora da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político – ABRADEP.

18h – Encerramento

Eleições

Candidato de Marabá à presidência do CREA PA/AP condenado a 4 anos e meio de prisão

A sentença foi prolatada pelo juiz Marcelo Honorato, da 1ª Vara Federal de Marabá, que condenou também o ex-prefeito de S. João do Araguaia, Mário Martins e o empresário Francisco Cândido Sobrinho

Ocorrem no próximo dia 15, em todo o Pará, as eleições para escolher o novo presidente do CREA PA/AP (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Pará e Amapá), para mandato de três anos, de 2018 a 2020. O atual presidente, Elias da Silva Lima, engenheiro agrônomo com 42 anos de profissão, disse ao Blog que concorre à reeleição e espera vencer novamente. Indagado sobre seus concorrentes, ele disse que são três, mas não conhece nenhum, porque não são do sistema nem de entidade de classe. “Conheço só de foto, tem um de Marabá, Renato, me parece; um de Santarém, Aquino; e um daqui de Belém, André Tavares”.

Interessante a afirmação do atual presidente, de desconhecer os concorrentes, já que seu grupo está à frente do CREA-PA/AP há mais de vinte anos. Solicitado a fazer um balanço de sua atuação no último triênio, ele afirma que assumiu em meio a uma crise, em 2015, e, não fez grandes investimentos, mas deu ao profissional aquilo que ele precisa. “Fizemos produto que ele precisa chegar mais perto dele, a tecnologia”, disse, acrescentando: “Temos plena certeza de que foi um trabalho espetacular da nossa administração”.

Segundo dados do CREA, hoje no Pará existem perto de 50 mil engenheiros, contando com os que vêm de outros estados.

Candidato ficha suja

Em tempos em que a justiça brasileira retira dos cargos figuras importantes da política nacional em virtude da descoberta da prática de atos de corrupção, o CREA vai em outra vertente, já que um dos candidatos à presidência da instituição é condenado por prática de corrupção em contratos com uma prefeitura paraense.

Apesar da classe clamar por mudanças na gestão, o nome do engenheiro marabaense Carlos Renato Milhomem Chaves parece não agradar muito aos engenheiros para presidir tão importante entidade. Tanto é assim que ao Blog foi enviada cópia de sentença expedida no último dia 27 de novembro, pelo juiz Marcelo Honorato, da 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária Federal, que o condenou a 4 anos de 6 meses de reclusão por ter desviado, em 2012, R$20.441,28 (vinte mil, quatrocentos e quarenta e um Reais e onze centavos) em conjunto com o então prefeito de São João do Araguaia, Mário Martins, e Francisco Cândido Sobrinho, proprietário da empresa Encoplan. Martins e Sobrinho também foram condenados a 4 anos e meio de reclusão cada um.

Justificativa
Ao justificar a pena aplicada, o juiz Marcelo Honorato relata que, de acordo com a peça acusatória, foram constatadas irregularidades na execução do convênio de n. 465271 firmado entre o Município de São João do Araguaia/PA e o Ministério da Integração Nacional para a construção de 09 km de estradas vicinais na comunidade São Cristóvão.  Segue contando que, para a execução da referida obra, foram liberados recursos no montante de R$112.516,22. Após a prestação de contas, realizou-se Vistoria Técnica em que se constatou que o objeto do contrato não foi concluído em sua totalidade, tendo ocorrido desvio de verbas no valor de R$20.441,28, haja vista que tal valor não foi ressarcido aos cofres públicos.

Contradições
O juiz federal afirma que não encontrou respaldo na defesa dos acusados, uma vez que cada um contou uma história diferente: Mário Martins disse que a obra foi realizada, e só a recebeu após terem sido sanadas as pendências verificadas pelo Incra. Todavia, em juízo, alegou ter colocado as “bueiras” no local, mas não sabe se foi realizada a obra, contradizendo o que fora narrado na sede policial, bem como os documentos acima citados que atestavam a execução total da obra. Ou seja, confirmou falsamente a execução integral da obra. Francisco Cândido declarou que que foram recebidos todos os valores devidos pela Prefeitura de São João do Araguaia/PA. Contudo, em juízo, alegou não ter conhecimento do contrato firmado com o município, alegando que o corréu Carlos Renato tinha poderes para representar a empresa, inclusive, para receber dinheiro em nome da empresa. Acrescentou que a declaração prestada no inquérito, no sentido de que teria recebido todo o dinheiro referente ao contrato, foi dada em razão do que lhe foi dito por Carlos Renato, mas que, na verdade, nunca soube do contrato.

Renato Milhomem confirmou a realização dos serviços para os quais a empresa foi contratada, bem como o recebimento do devido pagamento. Ocorre que, na fase processual, alegou que a empresa não recebeu o dinheiro referente à obra, tampouco a executou, embora tenha emitido a nota fiscal para a Prefeitura. Ademais, apesar de ter sido firmado o contrato com a Prefeitura, esta alegou que os recursos não haviam sido liberados, razão pela qual a empresa não realizou os serviços.

O Blog tentou, mas não conseguiu localizar as pessoas citadas na matéria nem seus advogados, para ouvir a versão deles.

Parauapebas

Cultura Viva: Conselho Municipal de Políticas Culturais elege nova diretoria

Ivan Oliveira foi eleito presidente do Conselho

No dia 19 de Abril, às 19h, na sede do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Parauapebas (CMPC), localizado no CDC, foi realizada Assembleia para eleição da diretoria executiva do Conselho. Participaram do processo os conselheiros municipais de cultura que foram recentemente empossados por meio de decreto municipal assinado pelo prefeito de Parauapebas, Darci Lermen.

Os conselheiros oriundos da sociedade civil, que foram eleitos na V Conferência Municipal de Cultura, realizada em junho de 2016, finalmente foram nomeados, assim como os conselheiros indicados pelo governo para composição do pleno. O CMPC conta atualmente com 18 conselheiros, entre representantes da sociedade civil e do governo.

As chapas ‘’Cultura Viva” e “Por uma Cultura Universal” concorreram durante às eleições para composição da nova diretoria executiva do CMPC e, pela maioria dos votos, a chapa “Cultura Viva” foi eleita. A diretoria foi ocupada de seguinte forma: Presidente, Ivan Oliveira; Vice-Presidente, Sandra Santos; 1º Secretário, Clodoaldo Souza; 2ª Secretário, Jaerli Campos.

“Estamos num momento de reconstrução das políticas públicas voltadas para cultura de Parauapebas, na verdade, o termo correto seria afirmação de tais políticas, visto que as mesmas já são demandas antigas e precisam ser implementadas, como o Sistema Municipal de Cultura, que irá enquadrar o município no Sistema Nacional de Cultura, possibilitando o acesso a recursos do governo federal, assim como a criação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, que irá permitir a iniciativa privada investir em projetos culturais via renúncia fiscal, além dos editais de cultura”, reforçou Ivan Oliveira.

“Hoje, mais do que nunca, é necessário entender que a cultura é um fator econômico, que gera renda e qualidade de vida, e que o fomento a economia da cultura possibilita a geração de negócios em vários outros segmentos da economia local. O Conselho de Cultura, juntamente com a Secretaria Municipal de Cultura, deve buscar o diálogo junto ao poder público e ao legislativo para que o Sistema Municipal de Cultura seja implantado no município, e que possamos ser referência em geração de renda através de políticas culturais no estado do Pará. Tá na hora de pensarmos grande,” afirmou o novo presidente do Conselho de Cultura.

Eleição

Prefeitos se reúnem em Belém para escolher presidente da AmatCarajás – atualizado

Nos bastidores, candidatos apoiados por Jader Barbalho e Simão Jatene polarizaram a disputa

Está em andamento, neste momento, no Hotel Sagres, em Belém, a Assembleia Geral onde ocorrerá a eleição para presidente da AMAT Carajás (Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins), com dois nomes polarizando a disputa. Pedro Paraná (PPS), prefeito de São Domingos do Araguaia, e Jair Martins (PMDB), prefeito de Conceição do Araguaia.

Uma das novidades da Assembleia Geral da AMATCarajás é o anúncio de que o município de Marabá volta aos quadros da entidade, quatro anos depois que João Salame, derrotado na disputa para presidência da entidade, retirou o município do quadro de associados.

Quem representa Marabá na assembleia não é o prefeito Tião Miranda, que preferiu ficar em seu município para participar da primeira sessão do ano na Câmara Municipal.

Darci Lermen, prefeito de Parauapebas, saiu mais cedo da Sessão Solene de abertura dos trabalhos do legislativo do seu município para comparecer à escolha do presidente.

Tão logo a eleição termine, vamos publicar aqui o resultado para o leitor.

Atualização:

Pedro Paraná
Foi divulgado, há poucos minutos, o resultado da eleição para presidente da AMATCarajás (Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins), entidade que congrega 39 municípios desta região. O resultado apontou vitória do prefeito de São Domingos do Araguaia, Pedro Paraná (PPS), que derrotou Jair Martins, de Conceição do Araguaia (PMDB) por 21 a 17. Esta é a segunda vez seguida que um candidato à presidência da AMAT vence com apoio do governador Simão Jatene.

A assembleia geral e eleição ocorreu no Hotel Sagres, em Belém, e dela participaram 38 dos 39 representantes dos municípios da região. Deputados do lado governista e também do senador Jader Barbalho foram “enviados” para fazer lobby no evento, antes da eleição, que foi marcada pelo voto secreto.

Futebol

Sem chapa inscrita e em crise, Águia de Marabá terá eleição neste sábado

O atual presidente, Ferreirinha, ainda não sabe se será candidato à reeleição

Ulisses Pompeu – de Marabá

Na manhã deste sábado, dia 10, a partir de 9 horas, cerca de 100 sócios do Águia de Marabá Futebol Clube vão se reunir para escolher a nova diretoria do clube para o biênio 2016/2017. Nenhum grupo formalizou chapa e a eleição será praticamente em clima informal.

Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, disse nesta sexta-feira para a reportagem que nem ele sabe se será candidato e que deixará essa decisão para o momento da assembleia, depois que prestar contas aos sócios e apresentar o cenário financeiro do clube.

Ferreirinha conta que nos últimos dias peregrinou em escritórios de vários empresários para tentar encontrar um candidato em potencial para assumir a diretoria do clube, mas lamentavelmente não encontrou.

A eleição vai acontecer no auditório da Tratorpeças, em frente ao Shopping Pátio Marabá, com a participação de sócios fundadores, sócios contribuintes e ainda os sócios benfeitores, aqueles que desempenharam alguma ação em favor do clube. “Se em cima da hora aparecer um candidato, vou sugerir à Assembleia Geral do clube para que o aceitem”, disse Ferreira.

Ele explicou ainda que os sócios vão eleger, também, os três membros titulares do Conselho Fiscal e três suplentes. Já secretários, tesoureiro e outros cargos serão escolhidos pelo presidente eleito, através de nomeação.

O vice-presidente do Águia, Miguel Gomes Filho, o Miguelito, pode não colocar seu nome para disputar um cargo no clube, uma vez que se recupera de uma cirurgia delicada.

Na última semana, Ferreirinha disse à Reportagem que uma dívida de cerca de R$ 500 mil do Águia para com jogadores e fornecedores é o grande vilão neste final de ano, faltando pouco mais de um mês para as disputas do Campeonato Paraense 2017 e, posteriormente, a Copa Verde.

Ele disse que além de procurar empresários, políticos e outras pessoas de influência na cidade, a diretoria do Águia está deslanchando uma campanha para conseguir 100 pessoas que possam doar R$ 500,00 por mês durante dez meses, o que arrecadaria R$ 50 mil a cada 30 dias. “Não é o suficiente, mas ajudaria muito”, avalia o presidente.

O presidente garante que as pessoas que aderirem a essa campanha terão título de sócio torcedor vitalício do Águia, além de outros benefícios relacionados ao clube. Por enquanto, revela, 20 pessoas já toparam a empreitada e começaram a contribuir. As despesas mensais do Águia em 2016, quando o time disputava a Série C, giravam em torno de R$ 300 mil, de acordo com Ferreirinha. Aí estão incluídos gastos com escolinha, aluguel de casas, veículos, entre outros.

Ferreirinha avisa que o time que o Águia vai montar para disputar o Parazão 2017, que começa no final de janeiro, terá um custo em torno de R$ 150 mil por mês, cerca da metade deste ano. Todavia, boa parte do elenco será de jogadores locais, alguns deles oriundos do sub-20 do Águia, que disputaram o estadual da categoria recentemente. “Vamos tentar aproveitar bastante a prata da casa para não gastar muito. Então, teremos um time bastante caseiro, até mesmo para a Copa Verde, que começa em março”.