Jacundá

Mistura de bebida e ciúme vitima morador do Porto Novo, em Jacundá

Dois homens bebiam e batiam papo em um bar. De repente, a conversa descambou para o campo do relacionamento amoroso e um deles, ofendido, matou o outro a golpes de facão

Morador há 20 anos na comunidade de Porto Novo, área rural do município de Goianésia do Pará, o comerciante Raimundo Oliveira Gomes, 56 anos de idade, foi morto no início da noite de ontem, segunda-feira (20), por um pescador. Os dois bebiam e uma discussão causou o assassinato. O autor do crime, já identificado, do crime foragido.

O crime que abalou a pequena comunidade ribeirinha aconteceu por volta das 19h40, na ilha Vitória, de propriedade da vítima, e que fica localizada próximo de Porto Novo. Segundo levantou o início da investigação, Oliveira, como era conhecido o comerciante, ingeria bebida alcoólica com Márcio da Conceição. A certa altura os dois começaram uma discussão banal sobre relacionamento amoroso e, nutrido de ciúme de sua esposa, o algoz desferiu vários golpes de facão em partes do corpo de Oliveira. O primeiro golpe, de acordo com testemunhas, atingiu a cabeça dele.

“O assassino já está qualificado, porém tomou destino incerto. Foi feita busca no sentido de localizar o paradeiro de Márcio, ainda sem sucesso. Mas, começamos a ouvir testemunhas e estamos aguardando posicionamento da Justiça, não sendo possível o flagrante, tão logo pela decretação de sua prisão”, informou o investigador Isaías, da Delegacia de Goianésia, que esteve no local com o também investigador Clevis. O crime está a cargo do delegado Djalma Antonio Paulo dos Santos.

Oliveira residia com a família na Vila Porto Novo e era dono de uma pequena ilha. Ele trabalhava no ramo de compra de peixe e era considerada uma pessoa amiga de todos. “Lamento muito sua morte. Era um grande amigo”, lembrou Dino Silva. O corpo de Raimundo Oliveira foi removido pelo IML de Tucuruí e liberado hoje para familiares. O sepultamento acontece na cidade de Mãe do Rio, no nordeste do Estado.

Por Antonio Barroso – de Jacundá

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