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Marabá

Hospital Regional em Marabá sem previsão para colocar hemodinâmica para funcionar

Direção da casa de saúde não arrisca data para oferecer novos serviços à comunidade de 22 municípios do sudeste do Pará
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Nesta segunda-feira, dia 10 de setembro, a Câmara Municipal de Marabá recebeu representantes do Hospital Regional Público do Sudeste “Dr. Geraldo Veloso” e do 11º Centro Regional de Proteção Social ligado à Sespa (Secretaria de Estado de Saúde). A reunião aconteceu na Sala de Comissões da Câmara Municipal e contou com a presença dos vereadores Ray Athie, Beto Miranda, Miguel Gomes Filho, Pedro Corrêa, Frank Varão, Gilson Dias, Cristina Mutran e Mariozan Quintão.

Na abertura, o presidente da Câmara, Pedro Corrêa, justificou o convite para que a direção do Hospital Regional e da Sespa viessem à Câmara em função das demandas apresentadas pelo vereador Gilson Dias, e de outros parlamentares, diante de vários problemas identificados naquela casa de saúde.

Participaram como convidados Geraldo Barroso, diretor do 11º Centro Regional da Sespa; enfermeira Zelinda Moraes, da Sespa, e André Gustavo Coelho Pereira, da Doca; Valdemir Girato; diretor do Hospital Regional do Sudeste; e Benjamim Souza, diretor administrativo e financeiro do HR.

Valdemir Fernille Girato, diretor hospitalar do Regional, disse que aquela casa de saúde é referenciada para atender pacientes de 22 municípios da região sudeste e de algumas outras regiões do Estado. Ele explicou, ainda, que a Pró-Saúde tem contrato de gestão com o governo do Estado, assinado em 17 setembro de 2017, o qual tem mais de 300 páginas, estabelecendo metas quantitativas e qualitativas a serem cumpridas. Possui uma estrutura organizacional moderna, mapa estratégico para atender uma população estimada em 1.300.000 habitantes.

A capacidade atual é de 115 leitos, com 21 especialidades, 13 serviços de diagnóstico e tratamento, oferecendo cirurgia geral, ortopedia e cirurgia pediátrica, sendo que na ortopedia a permanência média é de 40 dias.

Atualmente, segundo ele, há 628 colaboradores, mas quando as obras encerrarem e todos os serviços previstos forem implantados vai aumentar para 850 o número de funcionários. Contou que implantou o projeto “Açaí com o Diretor”, em que ele faz sorteio de 20 funcionários para reunião com ele, ocasião em que ouve as demandas de quem trabalha na ponta, para tentar superar e apresentar aos colaboradores as principais ações realizadas.

Valdemir Girato também contou aos vereadores que o HR realiza campanha de doação de sangue com colaboradores e para o público externo, para ajudar o Hemocentro Regional. O próprio hospital usa uma média de 260 bolsas de sangue por mês desta entidade de captação. Também realiza projetos externos como Amigo da Comunidade, Direção Viva e educação em saúde.

A taxa global de mortalidade do Hospital Regional do Sudeste, segundo ele, está abaixo de 10% e o índice de satisfação está acima de 90%.

Já a ampliação e reforma estão recebendo mais de R$ 6,8 milhões para construção do centro de hemodiálise, ampliação da hemodinâmica, centro de ensino e pesquisa e aguarda apenas a aquisição de equipamentos para começarem a funcionar. Com a hemodinâmica, o HR vai realizar procedimentos como cateterismo, por exemplo. Ele avalia que dentro de 60 a 90 dias a primeira etapa esteja concluída e funcionando, faltando a hemodinâmica, os 30 novos leitos e o centro cirúrgico. “Estão sendo investidos mais de R$ 20 milhões apenas em equipamentos”, revelou, observando que as obras deveriam ter terminado em 31 de agosto.

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Girato disse, ainda, que não serão instalados mais leitos de UTI, mas sim 30 novos leitos tradicionais, sendo 6 de UCI (Unidade de Cuidados Intensivos).  Também está em pronto o Centro de Ensino e Pesquisa, que vai receber estagiários da UEPA e ainda 10 médicos residentes.

O diretor também observou que a empresa responsável pelas obras está empenhada em dar celeridade aos trabalhos, mas que o funcionamento 24 horas do hospital requer cuidados redobrados na construção.

Em seguida, os vereadores fizeram vários questionamentos, os quais foram respondidos pelo diretor do Hospital Regional do Sudeste. Miguel Gomes Filho, por exemplo, reconheceu as dificuldades da direção do HR em resolver os problemas de saúde de pacientes de 22 municípios da região e quis saber sobre as especialidades que serão oferecidas pela residência médica.

O presidente Pedro Correa ficou surpreso com o fato de a hemodinâmica ter sido preterida para a próxima etapa e perguntou quais os reais motivos para isso e quis saber, também, o prazo final das obras. O diretor Valdemir Girato respondeu que o secretário de Estado de Saúde, Victor Mateus, dividiu a compra de equipamentos e funcionamento pleno por etapas, ficando a hemodinâmica, o centro cirúrgico e mais 30 leitos por último. A alegação do governo do Estado é que está sem orçamento para este ano.

Por outro lado, Girato confessou que não tem previsão para a conclusão das obras, embora esteja bastante otimista com o andamento dos últimos meses. “O custo é alto e há que ser levado em conta o valor a ser gasto para a manutenção do HR após com a nova estrutura”, finalizou.

Como encaminhamento, ficou definido que após a eleição do mês de outubro deverá ser marcada uma visita para os vereadores ao Hospital Regional para conhecer a estrutura e as obras em andamento. O presidente pediu, ainda, que seja encaminhada à Câmara uma cópia de todos os documentos sobre as obras que forem enviados ao governo do Estado que estejam relacionados à morosidade na liberação de recursos para que os vereadores possam cobrar os gestores estaduais em relação a esta demanda.

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