Governo do Pará vê arrecadação subir 11%, aponta balanço

Pela primeira vez, Pará ultrapassa Goiás em arrecadação. Além disso, receita líquida, que é o “dinheiro vivo” recebido pela administração de Helder Barbalho, superou previsão orçamentária
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O ritmo de arrecadação da administração de Helder Barbalho é tão bom que superou até mesmo a meta orçamentária inicialmente prevista. Em 12 meses corridos, a receita bruta do Governo do Pará alcançou R$ 35,081 bilhões, acima dos R$ 32,165 bilhões projetados. E a receita corrente líquida para 12 meses, aquela já livre de deduções, atingiu R$ 25,63 bilhões, muito além dos R$ 22,718 bilhões previamente fixados. É um resultado celebrável em tempos inflação em alta e arrocho fiscal.

As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que analisou nesta sexta-feira (30) o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do 3º bimestre publicado pela gestão de Helder Barbalho a título de prestação de contas e entregue a órgãos de controle externo. Além de reportar crescimento nas finanças, o Governo do Pará também é exemplo de pontualidade nas obrigações fiscais.

De forma inédita, o Pará revelou em seu balanço orçamentário mais receitas que o estado de Goiás, potência agrícola do Centro-Sul. A administração de Helder ajuntou R$ 16,397 bilhões de janeiro a junho deste ano, enquanto a de Ronaldo Caiado computou R$ 15,343 bilhões, de acordo com dados levantados pelo Blog junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Com essa ultrapassagem, o Pará se torna a 9ª Unidade da Federação mais endinheirada do país, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Santa Catarina. O Distrito Federal, que sempre rivaliza em arrecadação com o Pará, ainda não divulgou suas contas.

O estado do Pará registou nos primeiro seis meses do ano passado R$ 14,803 bilhões em receitas, conforme noticiou o Blog na ocasião (relembre aqui). Com o resultado do primeiro semestre deste ano, a administração de Helder aprecia crescimento de 10,77% na receita no confronto com o mesmo período do ano passado. Na contagem de 12 meses corridos, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é a principal fonte de recursos do governo estadual, com R$ 15,578 bilhões, participando com 44,5% na arrecadação bruta.

RECEITA LÍQUIDA DO GOVERNO DO PARA EM 12 MESES

Julho de 2020 — R$ 2,359 bilhões

Agosto de 2020 — R$ 2,288 bilhões

Setembro de 2020 — R$ 2,235 bilhões

Outubro de 2020 — R$ 2,010 bilhões

Novembro de 2020 — R$ 2,112 bilhões

Dezembro de 2020 — R$ 1,959 bilhão

Janeiro de 2021 — R$ 2,31 bilhões

Fevereiro de 2021 — R$ 2,146 bilhões

Março de 2021 — R$ 1,888 bilhão

Abril de 2021 — R$ 1,872 bilhão

Maio de 2021 — R$ 2,32 bilhões

Junho de 2021 — R$ 2,13 bilhões

Resultado fiscal

O Governo do Pará também apresentou excelente resultado fiscal, tendo demonstrado superávit da ordem de R$ 1,594 bilhão. O superávit, uma espécie de lucro, ocorre quando as receitas são maiores que as despesas. Entre os estados que entregaram as contas do 3º bimestre até o momento, 14 no total, o Pará é o que detém a melhor situação fiscal.