Canaã dos Carajás

Família cuja casa incendiou no domingo, em Canaã, precisa de ajuda

Após ter deixado os filhos trancados, enquanto saiu para fazer um “bico” de garçonete, no último domingo (10), a desempregada Eloí Pereira da Silva, 32 anos, foi proibida de sair de casa e agora está encontrando dificuldades para sustentar a família. Acontece que, enquanto ela estava fora, os filhos Ingrid, 10 anos, Douglas, 6, e Noemy, 2, em meio a uma brincadeira, tocaram fogo em um colchão, provocando incêndio que por pouco não acaba numa fatalidade, conforme noticiado por este Blog.

Eloí é mãe solteira, mora com os filhos na Rua Minas Gerais, Bairro Novo Brasil, em uma casa cuja locação é paga pela Prefeitura de Canaã, dentro do Programa Aluguel Social. Para não deixar faltar o alimento à família, ela fazia “bicos” de faxineira, durante a semana, e de garçonete em um restaurante, aos sábados e domingos.

Porém, devido ao incidente, ela foi denunciada à polícia pelo Conselho Tutelar e enquadrada no artigo 133 do Código Penal Brasileiro – abandonar pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono.

Agora, a mulher está sem condições trabalhar, muito menos de pagar alguém para cuidar dos filhos, viu-se de mãos atadas e tem sobrevivido de doações, nos últimos dias.

“Eu não tenho mais como sair pra trabalhar, a minha situação ficou muito difícil porque eu sou sozinha e preciso dar comida para os meus filhos. No dia em que a casa pegou fogo, eu tinha deixado só ovo e arroz, porque era só o que tinha. E agora eu estou vivendo das doações”, lamentou.

Não bastasse isso, ela acaba de ser informada de que o pagamento do aluguel, pela prefeitura, já chegou ao nono mês e a ajuda será cortada o. Sem ter para onde ir, Eloí faz um apelo às autoridades. “Eu queria muito que eles continuassem me ajudando, pagando meu aluguel ou me dando uma casa para morar. Eu sou sozinha, o que ganho dá mal para nossas despesas, não tenho condições de pagar aluguel e também não tenho para onde ir”, apelou.

A Reportagem procurou a Secretaria de Assistência Social, que, por meio da Assessoria de Comunicação da Prefeitura, informou que Eloí faz parte de um grupo de famílias que foram remanejadas recentemente de uma área de risco e que vêm recebendo acompanhamento do Cras – Centro de Referência de Assistência Social – do Bairro Novo Brasil, onde residem.

A nota diz, ainda, que a secretaria já está ciente do corrido, afirma que a família está cadastrada no “Programa Moradia Digna” e, provavelmente, será uma das contempladas com uma das unidades habitacionais, que devem ser entregues até o final do ano. A Secretaria de Assistência Social finalizou garantindo que o benefício do Aluguel Solidário “não será suspenso”.

Quem quiser ajudar a família deve entrar em contato pelo celular (94) 99110–8518 ou no endereço – Rua Minas Gerais, Bairro Novo Brasil. “Eu estou precisando muito da ajuda de todos. Seja comida, móveis, roupas, calçados, qualquer coisa é muito bem vinda”, disse Eloí Pereira da Silva.

 

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