Em fase de testes no Brasil, projeto do Google pretende conectar o mundo com balões

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Projeto-Loon3Conectar o mundo com balões de internet. O que era visto apenas como um sonho do Google ganha notoriedade a cada teste bem sucedido do projeto Loon. Após aceitar um convite do governo brasileiro, a empresa lançou protótipos nos céus do país e já alcança bons resultados.

Em junho, foi fornecida conexão de alta velocidade para uma escola do interior do Piauí e novos testes operacionais de grande porte podem ser realizados. A iniciativa completa um ano em fase experimental, com expectativas de ser efetivada em 2015 pelos idealizadores.

O conceito do projeto é simples. Ele apresenta uma rede formada por balões, que retransmitem o sinal de estações terrestres de telecomunicações e conversam entre si com antenas equipadas com tecnologia especializada de radiofrequência.

Neste caso, seria como um roteador flutuante, que sobrevoa as regiões onde os cabos de dados não conseguem chegar. Com esta medida, o Google poderia suprir a demanda de mais da metade da população mundial, que não tem acesso à internet. A empresa tem feito diversos testes para ter a certeza da dimensão e da capacidade da iniciativa. dddddddddddddddddddddddddddddd

No mês passado, um dos protótipos do Google na Nova Zelândia, país que recebeu os primeiros 30 balões do Loon, caiu e foi entendido como um acidente de avião pelas autoridades locais, que acionaram os serviços de inteligência. No início do ano, outro foi encontrado em um campo da capital dos Estados Unidos e fez com que a eletricidade fosse cortada na área.

Para reduzir os problemas ocasionados pelo clima e por dificuldades técnicas, a tecnologia do projeto tem sido aprimorada a cada lançamento. Mas nada deve alterar os planos de conectar pessoas de áreas rurais, remotas e que passaram por desastres.

Tudo isso é analisado de forma criteriosa pelos funcionários responsáveis pelo projeto, que trabalham com as variáveis da estratosfera para disponibilizar materiais resistentes, capazes de flutuarem a uma altura duas vezes mais alta que as aeronaves e fenômenos meteorológicos.

Para receber os benefícios da iniciativa, contudo, é necessário instalar uma antena especial que deve ser fixada acima de domicílios, escolas, empresas etc.

Além do planejado

Em reunião com o Ministério das Comunicações, o Google foi convidado a trazer a iniciativa para o Brasil e os resultados obtidos no país têm superado as expectativas da empresa. Por cerca de uma hora, a turma do 9º ano da Escola Linoca Gayoso da comunidade de Água Fria, município de Campo Maior, no Piauí, tiveram pela primeira vez uma aula com acesso à internet.

Algo visto como prioridade pelo ministro Paulo Bernardo, responsável pela vinda do Loon para o Brasil. “Um projeto deste pode trazer inúmeros benefícios, especialmente econômicos e na área da Educação, e o governo está aberto a estudar novas ideias e convertê-las em serviços”, disse o político durante o lançamento de cinco balões próximos à linha do Equador, com a tecnologia 4G.imagesfffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff

De acordo com o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, o Piauí foi o Estado escolhido para os testes para que seja possível entender como se comportam os protótipos da experiência em áreas com climas mais quentes. “Pretendemos lançar em outros lugares, mas por enquanto vamos acompanhar as informações destes balões”, destaca o executivo.

Com os testes no Brasil, foi possível verificar que os “roteadores voadores” passaram a ficar mais tempo em operação, a 63 mil pés de altitude.  Normalmente, eles só ficavam dois dias no ar. A velocidade de conexão também foi outro ponto positivo encontrado.

No início dos trabalhos, a banda larga era de cerca de três Mbps e hoje atinge a picos entre 20 e 30 Mbps. O maior entrave tem sido a manutenção do balão flutuando pelo maior tempo possível, que depende de variáveis climáticas e de temperatura para continuar voando.

Alternativas
Além dos testes, a empresa trabalha com uma meta, apresentada pelo site de tecnologia Wired ao retratar o aniversário do Loon, que faz um ano desde seu anúncio oficial em junho, na Nova Zelândia.

Em 2015, o Google pretende conseguir manter no ar 100 balões simultaneamente durante 100 dias e chegar aos 400 balões em torno de uma área, para oferecer serviço contínuo de internet via Projeto Loon em determinada região.

“Em dois anos, teremos mais balões permanentes do que balões sendo testados. É o que espero. Em vários países, você poderá ligar o telefone e falar via balões”, conta Astro Teller, diretor da divisão X do Google à Wired.

Parceiros no Brasil

Sob coordenação do governo federal, a Telebrás foi disponibilizada para atender às necessidades de uma estação terrestre que envia os sinais para o Loon no Brasil. Esta iniciativa acontece em parceria com a operadora Telefônica Vivo.

A assessoria de imprensa da Vivo afirma que os resultados dos testes operacionais serão analisados por sua equipe técnica, e que as inovações tecnológicas estão constantemente na estratégia de atuação da operadora. “A empresa tem como pilares de atuação a qualidade e a inovação, o que proporcionou a confiabilidade necessária para a implementação do Loon no Brasil”.

Sobre o projeto, o Ministério das Comunicações afirma que “ainda é necessário realizar mais simulações para verificar a viabilidade do modelo como uma solução de baixo custo para o provimento de banda larga em áreas remotas”.