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Marabá

Helder vem a Marabá e ouve reivindicações do setor produtivo

Barbalho ouviu dos representantes do comércio, da indústria e do agronegócio, relatos das dificuldades que eles enfrentam e também sugestões, em encontro que reuniu cerca de 300 pessoas

Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá
Fotos: Breno Pompeu

O pré-candidato ao governo do Pará Helder Barbalho (MDB) manteve reunião, nesta sexta-feira (27), com representantes do setor produtivo de Marabá e regiões sul e sudeste do estado, quando recebeu uma carta assinada por: Acim (Associação Comercial de Industrial de Marabá), Conjove (Conselho dos Jovens Empresários de Marabá), Sindicom (Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Marabá), CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), AcriPará (Associação dos Criadores do Pará) e Sindirural (Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá).

O documento relata os principais anseios de Marabá e região, no que diz respeito ao desenvolvimento econômico, listando as dificuldades enfrentadas para alcançar esses objetivos; e pretendendo ouvir dos postulantes aos cargos executivos o que eles têm, no que diz respeito a propostas desenvolvimentistas, para o sul e sudeste do Estado.

Conforme a carta, um dos fatores que travam o desenvolvimento econômico paraense é o modelo tributário injusto, que não recompensa o estado por seu grande potencial energético e mineral, obrigando-o a suportar as expensas dos impactos gerados. “Os maiores danos vêm da falta de compensação do ICMS da exportação de minérios (Lei Kandir) e do ICMS da venda de energia, uma vez que fica com o Estado consumidor e não no produtor,” justificam as entidades no documento.

Depois, a carta fala dos investimentos em logística, destacando a ampliação do Porto de Barcarena, a dragagem do Canal do Quiriri, a Hidrovia Tocantins–Marabá/Barcarena, a derrocagem do Pedral do Lourenção, o Porto Público de Marabá, a Ferrovia Paraense e a manutenção permanente da Rodovia PA-279 (Xinguara–São Félix do Xingu).

Foto: Breno Pompeu

No tema “Indução da Siderurgia em Marabá”, o documento fala na readequação da produção para o mercado interno, com a implantação de um polo metalmecânico e a criação de uma Zona de Processamento de Exportação.

Sobre a relação do governo com os grandes projetos, a carta entregue ao pré-candidato explica que é importante que esses grandes empreendimentos sejam indutores da atração de novos negócios, contratem mão de obra local e comprem de fornecedores locais.

O documento também faz referências ao Centro Regional de Governo; à celeridade na tramitação e liberação de processos na Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade; da precariedade do Ensino Médio na região; do aumento do número de vagas no curso de Medicina da UEPA; da implantação da hemodinâmica no Hospital Regional; e da implantação do Centro Oncológico de Marabá.

A carta foca ainda nas questões referentes ao Agronegócio, como a verticalização dos produtos que vêm da produção rural; regularização ambiental e fundiária; exportação do boi em pé; as despesas cartorárias; a erradicação da aftosa; e a segurança rural.

Sugestões

Os objetivos das sugestões propostas são: presença e dinâmica à atuação do governo estadual no sul e sudeste do Pará; atração de novos negócios e diversificação da plataforma do setor produtivo regional (verticalização); estímulo à implantação sustentável de novos modelos de negócios de micro e pequeno porte; geração de parcerias locais com grandes empreendimentos de modo a promover o fortalecimento de empresas já fixadas na região; fomento à instalação de um parque tecnológico atualizado capaz de ampliar e sustentar as atividades acadêmicas (engenharias, medicina, incubadora de empresas, etc.); e geração de fontes de empregos e renda, “premissas para o desenvolvimento socioeconômico”.

Resultados esperados

Os resultados esperados são: a transformação, em realidade, das potencialidades regionais, dando sustentabilidade às operações de desenvolvimento, estabelecimento de regras e compromissos com os grandes projetos já instalados e a serem instalados, ofertando um cenário competitivo, com baixo custo, qualidade, produtividade e segurança; ser reconhecida como região alternativa para novos investimentos pelo mundo empreendedor; aumento significativo das receitas diretas e indiretas das prefeituras e governo do estado: e melhoria dos índices: desenvolvimento humano, econômicos e sociais de toda região.

Discursaram, ainda, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, Antônio Vieira Caetano; o presidente da Associação dos Criadores do Pará, Maurício Fraga Filho; o deputado federal Beto Salame (PP/PA); o deputado estadual João Chamon Neto (MDB) e o senador Jader Barbalho (MDB). Também fez parte da mesa dos trabalhos o deputado federal José Priante (MDB/PA).

Diagnóstico

Em sua fala, Helder Barbalho disse que, em cada item descrito no documento que lhe foi entregue, não via problemas e sim oportunidades de desenvolvimento das cadeias produtivas agregadas. Afirmou que não pode cometer o erro de fazer a promessa fácil, porque a região, seu povo e os empresários já estão descrentes dessas promessas.

Foto: Breno Pompeu

Disse que o momento é de construir um diagnóstico vocacional para cada município e trabalhar baseado nessas informações. Afirmou e que é favorável à construção de um ambiente adequado ao desenvolvimento mineral e do agronegócio, destacando que esses são os dois grandes pilares econômicos da região.

O encontro aconteceu no auditório de uma instituição privada de ensino e reuniu cerca de 300 pessoas, entre empresários, prefeitos de outros municípios, correligionários do MDB, políticos locais, pré-candidatos a deputado estadual e federal, vereadores e líderes comunitários.

LEIA, ABAIXO, A ÍNTEGRA DA CARTA

Exmo. Sr. HELDER BARBALHO

Marabá e região já de algum tempo vem experimentando amargas experiências, traduzidas no antagonismo das máximas; potencial de desenvolvimento existente e real captura das oportunidades e suas transformações em ações que gerem desenvolvimento.

A Associação Comercial e Industrial de Marabá – ACIM, CONJOVE, SINDICOM, CDL, ACRIPARÁ e SINDICATO RURAL DE MARABÁ, como representantes dos anseios empresariais e por consequência das expectativas da comunidade, se preocupa em ver suas riquezas potencializadas e as atividades extrativistas transformadas em modelo de desenvolvimento contínuo e permanente.

Nesse contexto, conhecedores dos grandes desafios estruturais que estão a exigir desenvoltura e domínio do gestor estadual, tomamos a liberdade de sugerir ao futuro governador deste estado, ações que possam atender às expectativas da comunidade desta vasta região.

Com uma pecuária forte, o agronegócio em franca consolidação e a mineração, a região tem os ingredientes básicos para a promoção do desenvolvimento ancorado numa plataforma diversificada e que compartilhe oportunidades, com geração de empregos e transformação da matéria prima em produtos manufaturados e com maior valor agregado.

Para tanto, apresentamos a seguir, alguns temas que entendemos relevantes na elaboração da plataforma de governo Estadual.

DESTRAVAR O ESTADO DO PARÁ

  • Rediscussão do pacto federativo: O Pará é vítima de um modelo tributário injusto, que não recompensa o estado por seu grande potencial energético e mineral, obrigando-o a suportar as expensas dos impactos gerados. Os maiores danos vêm da falta de compensação do ICMS da exportação de minérios (Lei Kandir) e o ICMS da venda de energia, uma vez que o mesmo fica com o estado consumidor e não no produtor.

INVESTIMENTOS EM LOGÍSTICA

  • Porto de Barcarena
    • Ampliação do porto com mais piers
    • Dragagem do Canal do Quiriri
  • Hidrovia Tocantins – Marabá/Barcarena
    • Derrocagem do Pedral do Lourenço
    • Porto Público de Marabá
  • Ferrovia – Ligação Ferroviária entre Barcarena a Santana do Araguaia: A Construção desse modal consolida o Pará como a principal rota de escoamento do País acima do Paralelo 16, além de viabilizar a exploração de jazidas minerais ao longo de seu trajeto e consolidar o Pará como a grande joia da agricultura nacional por seu tripé (terras férteis, regime de chuvas e logística imbatível). Em movimento contínuo, e com a ação política adequada, a Ferrovia poderá ser estendida até o município de Água Boa/MT, caracterizando para o Brasil três alternativas ferroviárias pelo sistema NORTE – Norte Sul ligando ao Porto São Luís/MA e versão Paraense ligando o Mato Grosso ao Porto de Barcarena e mais a oeste, Sinop/MT a Miritituba/PA. A transformação causada por Pecém e Suape, irá se potencializar em nosso estado, ao unirmos porto e ferrovia, além de corrigir um erro histórico, a perda no passado de nossa logística de minério de ferro para o Maranhão. Hoje a estrada de Ferro Carajás tornou o porto de São Luis a rota final da ferrovia Norte Sul, alijando ainda mais o Pará no escoamento de sua produção e na verticalização de cadeias produtivas.
  • Anexo ao Documento, um mapa onde destacamos projetos minerais (pesquisa) potencialmente viáveis, mais que requerem uma logística adequada para sua viabilização (ferrovia).
  • Rodovias
    • Manutenção permanente PA 279 (Xinguara – São Félix do Xingu)

DISTRITOS INDUSTRIAIS NO SUL DO PARÁ:

  • INDUÇÃO DA SIDERURGIA EM MARABÁ: Ao longo do debate sobre siderurgia, resta hoje um projeto readequado para o mercado interno, com base em Marabá, com estudos de viabilidade econômico-financeira elaborados pela Vale e aprovados no último dia 23/12/2017. A Produção de bobinas de aço em Marabá, habilita a região a se tonar um polo metal-mecânico, consolidando em definitivo seu crescimento, pela capacidade renovada de atrair novas indústrias, seja para o mercado interno (projeto citado) ou exportação, que nesse caso pode ser potencializada através da criação de uma ZPE (Zona de Processamento e Exportação) no Distrito Industrial de Marabá. A siderurgia corrige ainda, uma dívida histórica com nossa região, que sempre sofreu os impactos sociais de grandes projetos extrativistas, sem a devida compensação social e econômica.
  • GRUPO DE ESTUDOS DENTRO DA ESTRUTURA DE GOVERNO: Com objetivo de estudar especificidades das cidades da região e estimular a condição de dar viabilidade à dinâmica dos seus distritos, verticalizando a cadeia produtiva. Exemplo: Indústria – Correias Mercúrio – Marabá/PA.

RELAÇÃO DO GOVERNO COM GRANDES PROJETOS:

  • Que sejam indutores de atração de novos negócios (Exemplo: Vale e siderurgia)
  • Contratação de Mão de Obra Local nos Empreendimentos
  • Contratação de fornecedores locais

CENTRO REGIONAL DE GOVERNO

  • Representação LOCAL no comando dos Centros Regionais de Governo.
  • Atuação direta do Centro Regional nas ações do Governo em suas estruturas descentralizadas como:
    • SEMAS:
      • Celeridade na tramitação e liberação dos processos.
    • SEDUC:
      • Falta de professores para atender às demandas educacionais
      • Ensino Médio: Correção Fluxo Escolar com evasão e analfabetismo
      • Estruturas físicas das escolas estaduais (nos últimos 35 anos, apenas 28 salas de aula foram construídas)
    • SESPA:
      • Ampliar para 100, o número de vagas no curso de MEDICINA na Universidade Estadual
      • Implantação da Hemodinâmica no Hospital Regional de Marabá
      • Instalação de Centro Oncológico de Marabá

CRIAÇÃO DE FÓRUM PERMANENTE DE DISCUSSÃO E DEBATE SOBRE OS TEMAS QUE ENVOLVEM O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO.

  • Diálogo permanente entre Governo do estado e Setor Produtivo, de forma a identificar e solucionar gargalos.

AGRONEGÓCIO:

  • Verticalização: Como rota de escoamento, Marabá se torna estratégica para produção de alimentos, ração e fábricas de fertilizantes a fim de aproveitar a logística de retorno.
  • Regularização ambiental: Grande percentual do setor produtivo tem passivos ambientais e não consegue se regularizar, estando impedido de vender sua produção no mercado formal, induzindo à clandestinidade, colocando em risco a saúde pública, a defesa sanitária e gerando grande evasão fiscal.
  • Regularização Fundiária: O Pará possui uma enorme quantidade de áreas devolutas pertencentes ao estado, hoje ocupadas sem legalização, gerando crimes ambientais, problemas trabalhistas, evasão fiscal e inviabilizando o acesso ao crédito.
  • Exportação do Boi em Pé: A votação, na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, pela proibição da exportação do gado em pé, patrocinada por ONGs descompromissadas com o desenvolvimento, ameaça criar uma tendência que prejudica um dos grandes mercados do nosso rebanho, que garante a livre concorrência, gerando alternativa aos grandes grupos que hoje dominam o setor
    frigorifico. Neste sentido o estado do Pará precisa se posicionar a fim de evitar o avanço deste movimento, que em muito pode afetar a pecuária Paraense.
  • DESPESAS CARTORÁRIAS: Revisão da lei que institui a tabela estadual de emolumentos cartorários. O Pará possui hoje os maiores custos para registro de contratos de financiamento e custeio agrícola do Brasil. Bem como o fim da tabela progressiva para o registro do contrato de máquinas agrícolas pois, quanto maior e mais cara a máquina mais divisas ela gera. Entretanto, os altos custos cartorários, levam a venda de máquinas para outros estados, gerando a perda de tributos e investimentos no Pará.
  • SISBI: Implantação no Pará do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal. Tendo em vista a dificuldade e o custo para adequar-se as normas do SIF, que hoje impedem várias indústrias do agronegócio de vender sua produção fora do estado, é necessário que a ADEPARÁ fomente o SISBI, a fim de ampliar o mercado consumidor aos estabelecimentos que trabalham com produtos de origem animal.
  • ERRADICAÇÃO DA FEBRE AFTOSA: De acordo com o Programa Nacional de Prevenção e Erradicação da Febre Aftosa, do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), cujo é Pará signatário, teremos em 2020 o fim da vacinação de aftosa, neste sentido é preciso trabalhar com antecedência o planejamento de ações de Defesa Sanitária, assim como o financiamento das mesmas para manter o estado na condição de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação.
  • SEGURANÇA RURAL: Garantia pelo Governo Estadual do Direito de Propriedade, através do célere cumprimento das sentenças de reintegração de posse, pelo CME (Comando de Missões Especiais), assim como a manutenção e ampliação da equipe de Patrulha Rural da Polícia Militar. Continuidade da implantação da Companhia de Missões Especiais da Polícia Militar em Marabá, para atuar nas reintegrações de posse e nos presídios.

OBJETIVOS DAS SUGESTÕES PROPOSTAS:

  • Presença e dinâmica à atuação do Governo estadual no Sul e Sudeste do Pará.
  • Atrair novos negócios e diversificar a plataforma do setor produtivo regional (verticalização)
  • Estimular a implantação sustentável de novos modelos de negócios de micro e pequeno porte (área mineral – agricultura familiar – têxtil – cerâmica – etc)
  • Gerar parcerias locais com grandes empreendimentos de modo a promover o fortalecimento de empresas já fixadas na região
  • Fomentar a instalação de um parque tecnológico atualizado capaz de ampliar e sustentar as atividades acadêmicas (engenharias, medicina, incubadora de empresas, etc)
  • Gerar fontes de empregos e renda, premissas para o desenvolvimento socioeconômico.

RESULTADOS ESPERADOS

  • Transformar em realidade as potencialidades regionais, dando sustentabilidade às operações de desenvolvimento, estabelecer regras e compromissos com os grandes projetos já instalados e a serem instalados (as chamadas INDÚSTRIAS DE BASE) ofertando um cenário competitivo, com baixo custo, qualidade, produtividade e segurança.
  • Ser reconhecido como Região alternativa para novos investimentos pelo mundo empreendedor.
  • Aumento significativo das receitas diretas e indiretas das Prefeituras e Governo do estado.
  • Melhoria dos índices: desenvolvimento humano, econômicos e sociais de toda região.

Nesse sentido, apresentamos ao senhor candidato a Governador do Estado do Pará, um pequeno esboço do que entendemos ser estratégico para consecução dos objetivos comuns ao estado, a partir da sua vocação natural conhecida e sua respectiva transformação, criando um ambiente de negócios que possibilite o avanço nas questões ligadas ao seu desenvolvimento.

Marabá, 26 de julho de 2018.

Marabá

Conselho de Jovens Empresários lança o 3º Liquida Geral Marabá

Este ano a campanha, que aquece o comércio local, acontece em 10 e 11 de agosto. No ano passado, nos dois dias, as 125 empresas que aderiram faturaram R$ 9,4 milhões

O Conselho de Jovens Empresários de Marabá (Conjove) lançou, na noite de ontem, terça-feira (3), no auditório da Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim), o 3º Liquida Geral. A campanha acontece desde 2016 na cidade e durante dois dias aquece o comércio e setor de serviços, que concedem descontos que podem ir de 25% a 80%. Isso faz com que tenham faturamento extra, levem o consumidor – que também sai ganhando – para dentro das lojas e renovem seus estoques. No ano passado, 125 empresas participaram do Liquida Geral Marabá e, juntas, faltaram R$ 9,4 milhões em dois dias. Este ano a campanha acontece nos dias 10 e 11 de agosto próximo.

Caetano Reis Neto, presidente do Conjove Marabá, conta que há testemunhos de empresários revelando que nos dois dias tiveram faturamento surpreendente, afirmando que venderam mais que no Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados, as três datas mais fortes para o comércio. Este ano a expectativa é de que 150 empresas possam aderir à campanha.

A iniciativa tem a parceria do Sindicom (Sindicato do Comércio Varejista de Marabá), CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Prefeitura de Marabá e Acim, entidade da qual o Conjove é órgão permanente.

“Nesta terceira edição, a gente vem com novidades para atender a essa demanda do comerciante local, oferecendo, inclusive novas ferramentas para esse desenvolvimento”, afirma Caetano, informando que, este ano o Liquida Vem com três novidades.

A primeira é a mudança de data, antecipada para agosto – nos dois primeiros anos aconteceu em outubro -, em razão do adiamento da Expoama (Exposição Agropecuária de Marabá) para setembro; e das eleições, em outubro. A segunda é o abatimento no valor dos kis – camisetas, bandeirolas e adesivos da campanha – para quem adquirir maior quantidade.

E a terceira inovação será uma capacitação voltada ao comércio de mercadorias e serviços usando as redes sociais. “Tanto na parte do e-comerce, para quem já tem site, quanto na área de marketing digital voltado para as redes sociais”, explica Caetano, lembrando ainda que os vendedores das empresas participantes terão palestras motivacionais antes do 3º Liquida Geral.

Além do Liquida Geral, o Conjove promove outras duas grandes campanhas que movimentam o comércio local: o Saldão de Aniversário, que acontece há dois anos; e o Feirão do Imposto, que ocorre há oito anos. As três datas já fazem parte do calendário de eventos empresariais da cidade.

Participaram da palestra de abertura: o presidente da Acim, Ítalo Ipojucan Costa; o vice-presidente, Eugênio Alegretti Neto; os diretores Sueli Pianho, Delano Remor, João Tatagiba, Marcelo Almeida Araújo; Ricardo Pugliese, também secretário municipal de Comércio e Indústria; o vice-presidente do Sindicom, Raimundo Alves Neto; e o gerente do Sebrae em Marabá, Marcelo Araújo, além de diretores do Conjove.

Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá
Marabá

Conjove lança hoje em Marabá o 8º Feirão do Imposto

Durante três dias, empresas que aderiram à ação venderão produtos e serviços sem impostos, com o objetivo de conscientizar a comunidade em geral sobre a pesada carga tributária do País

O Conjove (Conselho de Jovens Empresários de Marabá), órgão da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá), lança nesta quarta-feira (6), a partir das 18h, no auditório do Senai, o 8º Feirão do Imposto, cujo objetivo é aumentar a conscientização da sociedade quanto à carga tributária do Brasil, com relação aos impostos e, principalmente, à percepção do quanto o consumidor paga de tributos sobre tudo o que adquire, como bens de consumo, produtos e serviços.

“O nosso objetivo, nesse sentido, como uma das missões do Conjove, é, por meio da cidadania fiscal, capacitar, aperfeiçoar os jovens empresários e a comunidade com relação aos impostos e a respeito das políticas tributárias do País”, afirma Caetano Reis Neto, presidente do Conjove, complementando que existem diversos regime de tributação para empresas assim como há vários regimes de estabelecimento de preços com relação aos impostos.

Nos dias do Feirão tudo isso é demonstrado oferecendo à população produtos e serviços sem a incidência de impostos, os quais são retirados pelas empresas participantes da ação. “Esses impostos são recolhidos normalmente pelos empreendedores, porém, nos dias do Feirão, não são repassados aos consumidores”, explica Caetano, acrescentando que, logo, o objetivo é conscientizar a população, na prática, do impacto que esses impostos causam nos preços dos produtos e serviços.

O presidente do Conjove esclarece que o Feirão do Imposto é uma iniciativa da Conaje (Confederação Nacional dos Jovens Empresários) e acontece em várias cidades do País, já tendo colhido disso uma grande conquista: a criação de uma lei que obriga o fornecedor de produtos ou serviços a discriminar, no cupom fiscal, os percentuais de impostos embutidos no preço do que o consumidor está adquirindo, assim como valor correspondente a esses percentuais.

“Então, no Feirão do Imposto, a gente tenta informar que ali não é o empresário que é o vilão, muito menos o consumidor. O estado é fantástico para arrecadar impostos. O Brasil faz parte do ranking dos 30 maiores países em arrecadação no mundo. Porém está em último lugar quando se trata de devolver à população, sob forma de benefícios, o que foi arrecadado”, explica Caetano Reis, que desataca nesse tipo de ação a parceria do Sindicom (Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Marabá), “entre outros parceiros igualmente importantes”.

Programação
Amanhã (7), no Cine A, no Shopping Verdes Mares, haverá sessão de cinema com o ingresso vendido com 58% de desconto. Ou seja, sem imposto; na sexta-feira (8), como parte da ação social do Feirão, acontece doação de sangue, no Hemopa, das 8h até as 12h.

No sábado (9), último e grande dia do 8º Feirão do Imposto, quem for abastecer no Posto Tida, de bandeira Ipiranga, localizado na rotatória do Km 6, pagará R$ 3,30 pelo litro da gasolina, com uma redução de 30% no imposto. Se fosse cobrado o valor com o tributo, o litro sairia por R$ 4,72.  Serão vendidos, das 8h às 11h30, 3 mil litros de gasolina, sendo 20 litros para cada carro e 5 litros para cada moto.

No Shopping do Pão do Posto Tida, haverá pão e buffet também sem impostos, com 20% de desconto, das 8h às 18h.

O almoço sem impostos será na Tertúlia Churrascaria, com 25% de desconto, de 11h30 às 15h; o buffet a quilo, de R$ 59,90, sairá por R$ 44,90.

E a pizza e o chope sem impostos poderão ser encontrados no Turbilhão Park, com 20% de desconto na pizza e 40% de desconto no chope, a partir das 19h. Serão disponibilizados durante toda a noite o cardápio de pizzas e o chope de 300 ml, sem impostos, de R$ 5,00 por R$ 3,00.

Veja como os impostos estão pressentes no seu dia a dia
Quando você acorda e liga a lâmpada, já paga 37,84% no preço dela; e 48% na conta de energia. Quando parte para a primeira higiene do dia paga 34% no preço da escova dentes, 31,37% no valor da pasta e 37,88% na conta da água. Você vai ao vaso sanitário e já está contribuindo com 32,55% no imposto do papel higiênico.

Ao fazer a barba, lá vão 40,78% de impostos no preço do barbeador e 57,05% no do creme de barbear. Você entra embaixo do chuveiro e já vai pagando 31,13% no valor do sabonete. Acaba o banho e se enxuga com uma toalha que traz embutidos no preço 26,05% de impostos.

Entra no quarto, usa o desodorante e paga 37,37% de imposto. Veste cueca, 34,57%; calça, 37,67%; e camisa, 34,67%. Calça meias, 34,567%; e sapatos, 36,17%.

Na cozinha toma um café, 16,52%; com leite, 28,17; e adoça com açúcar, 30,60%. Pega um pãozinho francês, 16,86%; e passa manteiga, 33,77% de imposto.

E isso tudo ainda sem colocar os pés para fora de casa nem ligar o celular…

Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá
comércio

Comércio varejista de Marabá se prepara para os novos desafios de 2018

Sindicato da Classe reuniu diretoria e alertou sobre as alterações na nas legislações trabalhista e tributária
Por Eleutério Gomes – de Marabá

Diante das mudanças pelas quais Marabá começa a passar, sobretudo com a inauguração do Centro de Convenções, e de mudanças também na legislação trabalhista e no sistema tributário, em relação ao Simples Nacional, o Sindicom (Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Marabá), que hoje congrega 132 filiados e 80 contribuintes, reuniu sua diretoria na noite de ontem, terça-feira (19). O objetivo foi traçar estratégias para 2018, já que hoje o comércio, fora o serviço público, é o maior empregador de Marabá, mas, devido ao cenário econômico do País, também vem enfrentando dificuldades.

O presidente do Sindicom, Félix Gonçalves de Miranda, abriu a reunião alertando para o fato de Marabá preparar os próprios profissionais, a fim de que, daqui a algum tempo a cidade possa mesmo se apoderar do Centro, que, em princípio será gerido por uma OS (Organização Social) escolhida pelo governo do Estado.

Falou, inclusive, da possibilidade de o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) vir a ocupar um espaço no complexo de convenções e assim, ampliar sua oferta de cursos.

Legislação trabalhista

Lembrou ainda da aprovação da lei que altera as alíquotas da Cefem (Compensação Financeira sobre Produtos Minerais), já sancionada pelo presidente da República, e das vantagens que isso pode trazer, entre outros assuntos de interesse da classe.

A seguir, o assessor executivo do Sindicom, Raimundo Alves Neto, disse aos demais diretores que, de agora em diante, é muito importante que a classe esteja mais unida, tendo em vista que 696 pontos da legislação trabalhista foram alterados e é necessário que todos estejam afinados por ocasião das negociações com os sindicatos de trabalhadores.

Neto disse que é preciso manter o sindicato autossustentável, a fim de que o órgão possa sempre prestar um bom serviço aos seus associados, que, no dia a dia passam por fiscalizações de toda ordem, e ainda enfrentam o desafio de manter a empregabilidade no município.

“Hoje o Sindicom é uma referência no Estado do Pará em termos de organização e atuação, volta e meia recebemos consultas de sindicatos de outras cidades e queremos nos manter nessa posição, mas é preciso que nos reunamos mais, sempre ouvindo as necessidades de cada associado para poder atendê-lo da melhor maneira possível”, disse Neto.

União de classes

O assessor executivo do Sindicom também pregou a união de forças com outras entidades de classe empresarial de Marabá como Acim (Associação Comercial e Industrial), Conjove (Conselho de Jovens Empresários) e CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas).

Aberta a palavra aos demais diretores, vários elogiaram a iniciativa, prometeram comparecer mais às reuniões, que agora se darão de 60 em 60 dias, e falaram rapidamente de várias questões que afligem a classe, especialmente, acerca da nova legislação, trabalhista, para a qual é preciso estarem preparados por ocasião de audiências na Justiça do Trabalho e na discussão de acordos coletivos com os trabalhadores.

Ouvido pelo Blog, Raimundo Neto disse que o Sindicom vem trabalhando também na elaboração de um cronograma de trabalho para 2018;  mudança de local da sede o Sindicato, que hoje funciona em sala na sede da Acim; campanha de filiação, participação nos conselhos municipais; aproximação com os contadores para a melhoria dos serviços prestados; formação da Junta de Conciliação Prévia Trabalhista; revisão dos convênios; e formação de comissões para atuarem junto com o Legislativo Municipal, o Executivo, o Ministério Público e a Secretaria de Estado de Fazenda, “em defesa da classe”.

Marabá

Em Noite de festa, governador Simão Jatene entrega Centro de Convenções de Marabá

Jatene destacou o trabalho coletivo e disse que o empreendimento foi feito com o dinheiro de todos os paraenses
Por Eleutério Gomes – de Marabá

Com a presença de grande comitiva política, além de prefeitos, vereadores, empresários e outros convidados das regiões sul e sudeste do Estado, o governador Simão Jatene (PSDB) inaugurou na noite de ontem, sexta-feira (15), o Carajás Centro de Convenções “Leonildo Rocha”, em Marabá. É o segundo maior espaço de eventos do Pará, orçado em R$ 31 milhões e com 13.500 metros quadrados. Presentes à solenidade, Shirley Rocha e Andressa Rocha, respectivamente viúva e filha do empresário
Leonildo Rocha, falecido em 2013, homenageado com o nome no centro.

Ao chegar ao local, o governador recebeu homenagens da Banda de Música “Waldemar Henrique”, que executou a música “No meio do pitiú” e com danças realizadas por grupos indígenas e agradeceu o carinho com que foi recepcionado.

Primeiro a discursar, o secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes, falou da importância do equipamento público que estava sendo inaugurado e disse que, agora, é muito importante que a classe empresarial se apodere dele e veja, não apenas como um instrumento para promover a cultura, mas também para gerar emprego e renda. Orgulho de ser paraense A secretária Extraordinária de Municípios Sustentáveis, Izabela Jatene, confirmou as palavras de Adenauer e disse estar emocionada naquele momento, por estar participando da entrega de tão importante obra que vai colaborar no desenvolvimento da região.

O presidente da Amat (Associação dos Municípios do Araguaia Tocantins), Pedro Patrício de Medeiros – Pedro Paraná -, prefeito de São Domingos do Araguaia, destacou em sua fala o fato de o governador não prometer que vai dar dinheiro para prefeitos, mas que sempre os socorre quando procurado.

Márcio Miranda, presidente da Assembleia Legislativa do Estado e já considerado pré-candidato ao governo do Pará, disse que o Centro de Convenções deve ser motivo de comemoração porque vê “um Brasil do lado lá em um Brasil do lado de cá”, como obras como a que estava sendo inaugurada, em tempo de crise. “E é importante que cada um de nós tenha isso dentro de si. O orgulho de ser paraense, o orgulho de morar no Pará, o orgulho de comparar nosso estado com outros estados da federação e até mesmo com o Brasil”, disse Miranda, se referindo ao fato de o Estado estar com os compromissos financeiros e com o pagamento dos servidores em dia.

Agradecimento

Andressa Rocha, filha do homenageado, disse que Leonildo Rocha tinha muito orgulho de ser filho de Marabá e que fazia questão de trazer para o município tudo de melhor. Agradeceu a homenagem e também a toda a família e aos amigos de Leo da Leolar.

O presidente da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá), Ítalo Ipojucan Costa, também discursou e falou da visão estratégica e da capacidade de gestão com que Simão Jatene tem governado o Estado do Pará. Destacou os projetos estruturantes que o governo do Estado tem para a região e disse que “somos agraciados por sermos contemplados nesse universo e acreditamos que as coisas vão acontecer”.

Tião Miranda, prefeito de Marabá, disse que o Centro de Convenções é “o futuro à frente de Marabá”, afirmando que a cidade é pujante, que cresce a cada dia, ao mesmo tempo complicada de se administrar, porque são vários núcleos e uma zona rural muito extensa. “Mas, com trabalho e parcerias a gente vai vendo as coisas acontecerem”, destacou ele, se referindo à parceria do governo do Estado.

Construção coletiva

Emocionado, Simão Jatene, que também inaugurou o Centro Regional de Governo, dentro do Centro de Convenções, agradeceu o modo como foi recebido em Marabá, disse que hoje as pessoas registram muitas imagens nos celulares, nas máquinas fotográficas, nas filmadoras, mas o carinho só se registra no coração: “Muito obrigado pelo carinho de vocês, muito obrigado pela forma absolutamente carinhosa com que eu sou recebido quando venho aqui a Marabá”.

Ao falar do Centro de Convenções, ele disse que bobo é quem acha que consegue fazer tudo sozinho. “Toda construção é necessariamente coletiva, é necessariamente fruto de muitas mãos e muitos corações”. Afirmou que, de nada adiantaria ter o dinheiro, o projeto e a vontade política se não fosse o suor dos operários que construíram o empreendimento. Por isso, a cada grande obra que inaugura – prosseguiu Jatene – , ao lado da placa com os nomes das autoridades, faz questão que outra placa seja colocada com o nome de cada operário que trabalhou ali.

Um pedaço de cada um

“Eu ficava imaginando, quando via a placa com o nome das autoridades, que o neto delas um dia passaria por ali e diria, ‘olha, o meu avô participou disso aqui; e por que que o neto do trabalhador, que suou, que fez o milagre de transformar o seu suor em parede, em telhado, o milagre de fazer essa transformação, não tem a chance de poder dizer ‘o meu pai tem um pedaço dele aqui nessa obra’?”.

Disse que uma coisa é pública porque todos têm o direito de usar, mas também têm o direito de cuidar. “Isso é que faz a coisa público. Eu jamais tenho a ideia de que estou aqui, estou trazendo essa obra. Que bobagem! O dinheiro que está aqui é de cada um dos paraenses, de alguns que sequer vão ver este Centro de Convenções. E é isso o que cada vez mais a gente precisa despertar dentro da gente, essa percepção, essa compreensão de interesse coletivo”, disse o governador.

“Não basta a história do ‘eu’, do ‘meu’, do ‘teu’. O que dá força é o ‘nosso’, o ‘nosso’ é que tem o condão de fazer a transformação. Amigos, é por isso que para mim isso tem muito significado. O meu grande sonho é que cada um de vocês possa perceber e dizer o seguinte: ‘É, nós fizemos uma coisa legal, tem um pedaço nosso em cada um desses espaços’”, refletiu Jatene, desatacando que quem constrói tudo é o cidadão com o imposto que paga, com as escolhas que faz, com sua ação cotidiana.

Após descerrar as placas do Centro de Convenções e do Centro Regional de Governo, o governador conheceu todos os espaços do empreendimento.

A programação do primeiro dia se encerrou com shows de Jeolma, Liah Soares, Pinduca, Lia Sofia, entre outros, e prossegue neste sábado com feira de artesanato, palestras, apresentações teatrais, ação cidadania, e mais shows, com cantores locais.

(Fotos/ Eleutério Gomes e Agência Pará)

Marabá

Entidades da sociedade civil organizada se unem em Marabá para ressocializar menores e jovens em risco social

A iniciativa visa evitar que esses jovens voltem a cair nos braços do tráfico ou do crime organizado e acabem mortos

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Preocupados com o número crescente de adolescentes e jovens que estão morrendo em Marabá, devido envolvimento com a criminalidade, vários setores da sociedade civil organizada estão se mobilizando para o enfrentamento desse grave problema. Essa mortandade prematura, nos últimos anos vem colocando o município no topo de indicadores negativos, nada atrativos para a cidade e de sofrimento para as famílias. Defensoria Pública do Estado e Câmara Municipal deram os primeiros passos na última semana, quando a vereadora Irismar Melo (PR) apresentou dois projetos de lei cujo objetivo é a ressocialização e a reintegração, à sociedade, de jovens em estado de vulnerabilidade social, conforme publicado neste Blog.

Já na última sexta-feira (1º), um grande encontro na Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá) também debateu o problema. Participaram pedagogos da Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará), Seasp (Secretaria Municipal de Assistência Social), Câmara Municipal, Defensoria Pública, Naeca (Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente) e Sicom (Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Mineração, Ciência e Tecnologia).

Da reunião saíram vários encaminhamentos e à Acim coube sensibilizar os empresários associados a acolherem esses jovens que já cumpriram ou ainda cumprem medidas socioeducativas, aqueles que cumpriram pena no Sistema Penal ou que ainda cumprem, mas no regime semiaberto.

No momento 23 jovens nessas condições estão enquadrados numa dessas situações, mas mostram vontade de não retornar à vida de crimes. “Eles terão acompanhamento de psicólogo e assistente
social e também, aqueles que tiveram uma profissão, terão a chance de aprender sobre empreendedorismo, para que, em vez de empregados, quem sabe trabalhem como autônomos”, afirma Eugênio Alegretti, vice-presidente da Acim, acrescentando que todos terão o perfil avaliado e também receberão capacitação antes de ingressarem no mercado de trabalho.

“É uma forma de todos, unidos, reintegrarmos esses jovens à sociedade, evitando que voltem a cair nas garras do crime, assim como estimularmos outras empresas a acolherem mais menores e jovens nessa situação, minimizando assim a violência contra essa parcela da população”, afirma Alegretti.

Comércio

Comércio varejista de Marabá declara guerra às feiras itinerantes

Os comerciantes locais entendem que esse tipo de atividade concorre deslealmente com eles, porque não recolhe impostos e nada deixa para a cidade

 

 

Por Eleutério Gomes – de Marabá 

No último mês de julho, em Marabá, comerciantes supostamente de São Paulo se instalaram na cidade durante cinco dias com o nome de “Feira do Brás e da 25 de Março”, que em várias tendas oferecia confecções de baixa qualidade e objetos eletrônicos importados, bem abaixo do preço de mercado. O fato causou grande insatisfação nos empresários do comércio local, que procuraram a prefeitura e o Sindicom (Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Marabá), a fim de criar mecanismos para que o episódio não se repita, uma vez que recolhem seus impostos religiosamente para o município, enquanto os comerciantes de fora, aparentemente, tiveram gastos mínimos e nada deixaram para a cidade.

Na oportunidade a Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá) emitiu nota pública na qual afirma que esse tipo de atividade “cercada de ilegalidades, em nada contribui com a cidade, pois, da receita aqui arrecadada, nada fica para o município, hoje com dezenas de pontos comerciais com as portas fechadas e uma infinidade de desempregados, vitimas da crise econômica, política e moral que se abate sobre o País”.

 Na manhã desta quarta-feira (23), na Sicom (Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Ciência, Tecnologia e Mineração), com a presença do titular desta, Ricardo Pugliese, do procurador-geral do município, Absolon Mateus Santos, do chefe da Coordenadoria de Postura, Túlio Rosemiro Pereira, e de dois diretores do Sindicom, Francisco Arnilson de Assis e Raimundo Gomes Neto, aconteceu uma reunião tendo em vista a criação de uma força-tarefa para inibir a instalação dessas feiras na cidade.

Foi sugerido que vários órgãos municipais e estaduais se engajassem na luta: o Procon, pois dispõe de mecanismos legais para barrar esse tipo de comércio; o Corpo de Bombeiros, que precisa fiscalizar o local e avaliar a segurança antes de emitir o laudo para a realização de qualquer atividade que envolva o público; o Ministério do Trabalho, para verificar se as pessoas que trabalham nas feiras possuem registro em carteira; e a Sefa (Secretaria de Fazenda do Estado), quanto à emissão de notas fiscais e a procedência dos produtos comercializados. Medias essas que já estão sendo empregadas em outros municípios País afora para impedir a concorrência desleal.

Na ocasião, Absolon Mateus anunciou que o Código de Postura do Município está sendo revisto e atualizado e disse que o Sindicom será chamado para dar suas contribuições, as quais, por sinal, já foram enviadas.

A próxima reunião, ainda sem data, terá a presença de representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, da Sefa, do Corpo de Bombeiros e do Procon Municipal.

“Acreditamos que, por conta dessa reunião, o município vai ter corpo e coragem para agir e inviabilizar essas feiras”, afirma Raimundo Neto, que solicita a quem tomar conhecimento da presença de atividade desse tipo, na sede municipal ou fora desta, ligar para o Sindicom nos números: (94) 3321-1320 ou 99664-3536.

 

Ferpasa

Marabá: Secretário de Desenvolvimento do Estado afirma que não veio anunciar ferrovia e sim um projeto

Adnan Demachki pediu a união de todos em torno da Fepasa e disse que o projeto não é do governo nem de partidos. É da sociedade, do Estado do Pará.

Por Eleutério Gomes – De Marabá

Com capacidade para 200 pessoas, o auditório do Senai, na Nova Marabá, ficou lotado na noite de ontem, quinta-feira (17), durante a Reunião Técnica da Ferrovia Paraense, a Fepasa. O assunto atraiu a atenção de micro, pequenos e grandes empresários, políticos, empreendedores, dirigentes sindicais e representantes do agronegócio, assim como de outros setores produtivos. A exposição foi feita pelo secretário de estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, que, com o auxílio de um telão, forneceu detalhes do empreendimento, contou como surgiu o embrião da ferrovia e fez um relatório dos avanços conquistados pelo projeto até o momento.

Segundo ele, a Fepasa foi concebida em 2014 pela Pavan Engenharia, que apresentou o PMI – Procedimento de Manifestação de Interesse – ao Estado e o governo viu no projeto a oportunidade de desenvolver um grande trabalho na área de logística, o que resultará em crescimento econômico e social.

Após a exposição, um dos questionamentos feitos foi em relação aos impactos sobre as comunidades tradicionais localizadas nos municípios que serão cortados pela estrada de ferro, Adnan respondeu que o traçado da ferrovia foi cuidadosamente planejado de forma a não passar por áreas indígenas ou quilombolas, tampouco florestas densas. “Essas sempre foram alguma das preocupações do governo do Estado, de ter um empreendimento que respeitasse as comunidades tradicionais e com o menor impacto possível”, afirmou.

Esperança

Antes da reunião, em entrevista aos meios de Comunicação locais, Adnan disse que o projeto foi apresentado ao governo como uma parceria público-privada (PPP) e avançou muito nos últimos meses, chegando ao momento da realização de reuniões técnicas nas cidades que estão no traçado da ferrovia. A finalidade dessas reuniões, detalhou ele, é apresentar o projeto para a sociedade.  “Ninguém veio aqui anunciar ferrovia, é bom deixar bem claro. Não estou aqui para anunciar nenhum investimento, estou aqui para anunciar um projeto que nós temos esperança que se realize”, esclareceu, adiantando que há empresas interessadas e que está havendo a prospecção de cargas, pois, “não existe ferrovia sem investidor e, muito menos, sem cargas. “Estimamos que os próximos passos serão também exitosos”, disse.

Adnan Demachki também deixou claro que um projeto dessa envergadura não pode ter cor partidária, não pode ter paternidade. É um projeto que integra o Pará todo, de norte a sul, passa por 23 municípios e todos têm de entender que “não tem pai, não é do governo, é da sociedade, é do Estado”.

Sem imediatismo

Também alertou que não é um projeto a ser realizado em curto prazo. “Nós, brasileiros, somos imediatistas, queremos tudo para hoje e para amanhã. Mas, as grandes nações, as nações
evoluídas, cresceram e evoluíram com planejamento, com projetos de médio e longo prazo”. “Viemos interagir com a população de Marabá, falar do projeto, ouvir sugestões, ouvir as demandas, ouvir críticas e o que for necessário para que possamos apresentar os editais de licitação que estamos construindo a fim de apresentar, se Deus quiser, em novembro, e leiloar a concessão, se Deus quiser, em março do ano que vem”, explicou ele.

Sobre a busca de investidores para viabilizar economicamente a efetivação do projeto, Adnan disse que já existem interessados estrangeiros, explicando que essa busca está sendo feita lá fora porque as grandes empresas nacionais estão todas envolvidas na Operação Lava Jato e, legalmente, não pode participar da licitação do tamanho da que vai ser feita para a Fepasa.

Todos pela ferrovia

“Existem empresas interessadas, mas temos muitos desafios pela frente. Então, nós viemos pedir o apoio da sociedade de Marabá, nada vai vir de cima para baixo, nada cai do céu. Se a gente quer
construir algo tem de ser em conjunto”, salientou ele. Demachki apelou para que as lideranças se unam e disse que não se pode mais continuar com as divisões políticas. O Estado, segundo ele, tem grandes projetos que, por picuinha política, não avançam. “Os projetos grandiosos têm de ter participação de todos, a união de todos, porque são de estado, não são de governo, não são de um partido. Viemos pedir, com muita humildade, o apoio das lideranças aqui de Marabá, para que esse projeto possa avançar e aí, com certeza, atender, se Deus quiser, tanto a nossa geração quanto nossos filhos no futuro”, encerrou.

Transformação

Também em conversa com jornalistas, o presidente da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá), Ítalo Ipojucan Costa, indagado sobre que expectativa tem sobre a Fepasa, disse que espera uma transformação do Estado em termos de ofertar para o mundo empreendedor e para o mundo produtor uma logística competitiva que faz do Pará uma rota alternativa do escoamento de produção.  Com um detalhe, que esse escoamento possa ser atrelado com a agregação de valores da cadeia produtiva, transformando a nossa região e atraindo novos modelos. Sem projetos estruturantes é impossível perseguir algum resultado, isso é extremante essencial para que saibamos onde estamos e onde queremos chegar, que caminho trilhar para chegar”, disse
Ipojucan.

Sobre o fato de ser sempre otimista e um grande incentivador do desenvolvimento regional, Ítalo disse que seu papel é identificar, provocar e fazer com que essa chama não apague: “Fico indo a Brasília, ao governo no Estado, provocando as situações. Um projeto como esse é de estado não é de governo. Os governos passam, o projeto de estado é aquele que veio para consertar, que veio para colocar o Estado dentro de uma dinâmica diferenciada e aí não tem cara nem pai, tem a sua busca”.

Irreversível

Para o secretário municipal de Indústria, Comércio, Ciência, Tecnologia e Mineração, Ricardo Pugliese, a Ferrovia Paraense vai ser fundamental para o modelo de logística que está sendo implantado no Norte do Brasil. “Agora, por força de lei, o escoamento da produção da região que fica acima do paralelo 16, que passa acima de Brasília (DF), tem de ser feito pelo Norte, porque os portos do Sudeste estão sobrecarregados”, explicou.

“Então, com a fronteira agrícola caminhando na nossa direção, invadindo o Pará com todo o grão, como a soja e o milho, chegando em larga escala, com o projeto de mineração, em Santana, na  região do Araguaia, a ferrovia vai ajudar esse processo de escoamento”, detalha Pugliese, afirmando que a ferrovia está num processo bastante avançado de viabilidade econômica, já tem parceiros bem identificados na China, na Coreia e no Brasil. “A gente tem certeza de que essa é uma situação quase irreversível”, disse.

Carga garantida

O vice-governador José da Cruz Marinho – Zequinha Marinho – que tem origem no sul do Estado, disse que a produção daquela região do Estado mais a de Mato Grosso vai ajudar muito a movimentar a ferrovia, “O Mato Grosso tem de escoar a produção dele, que passa pela nossa porta. Entra pela BR-158, vem até Redenção, pega a PA-287, chega a Conceição do Araguaia, atravessa na ponte, vai para o Estado do Tocantins e lá para a plataforma de logística de Colinas”, detalhou ele. “Já com a ferrovia acaba toda essa confusão de caminhão. Na safra da soja e do milho são mais de mil caminhões por dia durante quatro meses seguidos. Você imagina o que significa isso? A gente articula com eles a ferrovia o que é mil pode virar 6 mil e aí não precisa mais de caminhão”, projeta Zequinha.

O vice-governador diz que a ferrovia pode incentivar também os produtores de Mato Grosso de uma maneira tremenda: “Aquela região na divisa de Santana do Araguaia, Vila Rica, Porto Alegre do Norte, Confresa, tem 4,5 milhões de hectares com aptidão para plantio de grãos. De repente isso aí dispara e a gente vai ter de atender tudo isso e aí já viabiliza a carga”, calcula ele, acrescentando que grande preocupação não é construir a ferrovia: “Tendo dinheiro e investidor, se constrói, mas, fazer uma ferrovia sem ter carga não tem sentido. É a carga que vai fazer a ferrovia acontecer”, concluiu.

A reunião técnica contou ainda com a presença do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Giovanni Queiroz; do prefeito de Marabá, Tião Miranda, e do vice Toni Cunha; do pecuarista Maurício Fraga, direto do Sindicato Rural de Marabá; e dos deputados estaduais Gesmar Costa e João Chamon Neto, além de lideranças locais e dos municípios da região.

FERROVIA PARAENSE EM DADOS

Extensão – 1.312 quilômetros.
Trecho 1 – Marabá—Barcarena – 759 quilômetros.
Trecho 2 – Marabá—Santana do Araguaia – 553 quilômetros.
Capacidade de carga – 1.700.000 toneladas por ano.
Interligação com a Ferrovia Norte–Sul, via Rondon do Pará–Açailândia (MA).
Custo estimado – R$ 14 bilhões.
Geração de empregos – 6 mil empregos diretos e 32 mil indiretos durante a execução da obra.
Municípios atendidos pela ferrovia – Abaetetuba, Abel Figueiredo, Acará, Barcarena, Bom Jesus do Tocantins, Dom Eliseu, Eldorado dos Carajás, Ipixuna do Pará, Marabá, Moju, Nova Ipixuna, Paragominas, Pau D’Arco, Piçarra, Redenção, Rio Maria, Rondon do Pará, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, Tailândia, Tomé Açu, Ulianópolis e Xinguara.

Próximas Reuniões Técnicas – Paragominas, Barcarena e Belém.